Falta de anestesistas prejudica cirurgias oncológicas

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Audiência aconrteceu na manhã desta quinta-feira, 12 (Foto: Portal Infonet)

A situação das filas de espera para a realização de cirurgias oncológicas foi discutida em audiência na Promotoria de Saúde do Ministério Público Estadual na manhã desta quinta-feira, 12. A promotora Euza Missano (MPE) e o promotor do Ministério Público Federal (MPF), Pablo Barreto cobraram aos gestores da Secretaria Municipal de Saúde e dos hospitais de Urgência de Sergipe (Huse), Cirurgia e Universitário, agilidade na realização das operações. Somente no Huse, a fila atual é de 150 pacientes. Ficou decidido que todo o controle da cirurgia de pacientes com câncer será feito pelo Núcleo de Controle Avaliação, Auditoria e Regulação (Nucaar).

Segundo o superintendente do Huse, Francisco Claro, a coordenadora do Setor de Oncologia, Rute Andrade e o diretor Clínico Marcos Rogério Kroger, os anestesistas faltam muito. “Fica difícil. A gente contrata e os caras não aparecem”, ressalta Francisco Claro. “Às quintas-feiras por exemplo, os anestegistas não trabalham. Nem adianta marcar cirurgia, pois ninguém vai. Tem ainda uma questão da hemoglobina, pois se o paciente não tiver com a homoglobina 9,9, não operam, só se tiver com 10”, lamenta Rute Andrade.

Indagados pela promotora porque as providências não são tomadas junto aos faltosos, a resposta é função de a maioria ser estatutária. Eles garantem não ser um problema de gestão. E entendem que para o Huse tem capacidade de melhorar a assistência oncológica, diminuindo a fila, desde que seja disponibilizada uma sala cirúrgica e pelo menos e anestegistas. Atualmente a escala é composta por cinco profissionais.  O ideal para a Coordenação de Oncologia é a realização de três cirugias/dia, perfazendo um total de 60 cirurgias/mês.

Ficou acertado que em seis meses, todas as cirurgias que estão na fila de espera do Huse, devem ser realizadas.

O representante do Hospital Cirurgia, Wagner Andrade Santos, informou que foi contratado para a realização de 35 cirurgias  oncológicas pelo município, realizando mais e comprometeu-se de num prazo de dez dias, informar ao MPE, a capacidade de assistência para a realização dos procedimentos.

Sem controle

Na audiência, foi informado que o município não tem qualquer controle sobre a fila dos pacientes que aguardam cirurgia oncológica, pois quem fica com o controle são os próprios médicos. Com isso, ficou determinado que o município deverá manter sob rigoroso controle do NUCAAR, todos os encaminhamentos oncológicos realizados para os serviços contratados e o prazo para a realização das cirurgias.

E o diretor técnico do Hospital Universitário, Francisco Pereira ficou de informar ao MPF num prazo de dez dias, uma programação com todas as medidas administrativas e o tempo necessário para zerar a fila de espera dos pacientes.

Por Aldaci de Souza

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