Hemose oferece tratamento gratuito para hemofilia

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Segunda o diretor do ambulatório do Hemose, Weber Santana, a hemofilia é uma doença que precisa ser tratada com atenção (Foto: Infonet)

O Centro de Hemoterapia de Sergipe (Hemose) conta atualmente com cerca de 130 pacientes que possuem cadastro ativo no tratamento da hemofilia. Em sua grande maioria, pessoas com dificuldades financeiras que são atendidas por uma equipe multidisciplinar formada por enfermeiros, pediatras, fisioterapeutas, dentistas, psicólogas e assistente social.

A doença é ocasionada por uma deficiência no sangue que inviabiliza a realização de diversas atividades devido às dores intensas nas articulações, que são uma das consequências da falta de coagulação do sangue.

A patologia gera a necessidade de redobrar os cuidados em situações que podem resultar em sangramentos, assim como explica o biomédico e gerente do setor de transfusão e do ambulatório do Hemose, Weber Santana. “Ao vir para uma consulta odontológica, por exemplo, o paciente precisa tomar a medicação antes de fazer o tratamento para que não haja risco de hemorragia”, afirma.

Luciana Déda assumiu a gestão do Hemose recentemente, mas garante que a busca por ortopedistas está sendo tratada como prioridade (Foto: Infonet)

Os pacientes identificados como hemofílicos geralmente são diagnosticados nas Unidades de Saúde e encaminhados para o Hemose para que possam iniciar o tratamento gratuito, que inclui medicação, consultas e suporte da equipe multidisciplinar. Além disso, aqueles que, por diversos fatores, não possuem condições para chegar até o Hemose podem receber a medicação por meio da Dose Domiciliar (DD), que é uma das assistências dadas pela equipe. “Os pacientes passam por um treinamento na Hemose para poder fazer a infusão, contando com a ajuda de outra pessoa para aplicar”, explica Weber.

Para o biomédico, a hemofilia é uma patologia que precisa de um olhar atento daqueles que estão na gestão e a nova direção do Hemose. “Fazemos um apelo à gestão para que nos ajude a continuar dando melhoria contínua aos pacientes. Aqueles que possuem os sintomas da hemofilia podem nos procurar no ambulatório, temos manual e cartilhas que orientam a população, fazemos o diagnóstico laboratorial e da início ao tratamento”, diz ele.

Mesmo contando com profissionais de diversas áreas, as dores intensas nas articulações traz a necessidade do contato dos pacientes com ortopedistas, sendo esta uma das atuais demandas solicitadas. “Tive conhecimento dessa dificuldade com a ortopedia e me comprometi a fazer disso uma prioridade, buscando contato com a Secretaria de Saúde para conseguir um ortopedista que possa dar assistência aos pacientes com hemofilia”, garante a atual diretora do Hemose, Luciana Déda.

por Juliana Melo e Raquel Almeida

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