MPE tenta combater fake news em relação ao coronavírus

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Gestores públicos da área de saúde e dirigentes de hospitais privados participam de audiência convocada pelo MPE (Foto: Portal Infonet)

O Ministério Público Estadual (MPE) demonstrou preocupação com as informações falsas [conhecidas como fake news], que circulam em redes sociais a respeito dos efeitos do coronavírus, doença que já afetou os cinco continentes do mundo. No Brasil, o Ministério da Saúde já confirmou um caso em São Paulo e há outros pacientes com os sintomas sendo monitorados em vários estados brasileiros.

Em Sergipe, uma mulher que retornou recentemente da Itália está sendo monitorada pela iniciativa privada, por onde ela recebeu os primeiros atendimentos médicos e também pela própria Secretaria de Estado da Saúde (SES), além dos sergipanos que recentemente retornaram do Chile. Não há casos confirmados em Sergipe, conforme assegura a diretora da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde, Mércia Feitosa.

Em audiência pública realizada na manhã desta sexta-feira, 28, na sede do MPE, o promotor de justiça Rony Almeida do Centro de Apoio Operacional dos Direitos à Saúde do MPE, destacou ter recebido informações falsas sobre os exames da paciente. As informações, segundo o promotor, asseguravam que os exames já teriam sido concluídos e confirmado a doença na sergipana que chegou recentemente da Itália. Naquele momento, o promotor constatou que esta informação não passava de “fake news”. Na audiência, a diretora Mércia Feitosa desmentiu a versão e assegurou que a equipe está aguardando os resultados dos exames, que ainda estão em processamento.

O diretor técnico do Hospital São Lucas, Jerônimo Gonçalves, informou que manteve contato com a paciente pela manhã, antes de seguir para o MPE para participar da audiência pública convocada pelos promotores de justiça Rony Almeida e Euza Missano, dos Direitos do Consumidor. Após a audiência, Jerônimo Gonçalves garantiu que a mulher está bem melhor clinicamente do que o quadro que apresentou na quinta-feira, 27.

O hospital São Lucas foi a unidade de saúde que registrou a suspeita e adotou os procedimentos legais, comunicando a suspeita à Secretaria de Estado da Saúde. Ele informou que a paciente continua reclusa, na própria casa, e que os parentes e outras pessoas que tiveram contato com ela estão bem, sem sintomas dessa doença.

A promotora Euza Missano ficou satisfeita com os esclarecimentos feitos pelos gestores públicos e também pelos dirigentes de hospitais privados. Na ótica da promotora de justiça, os gestores mostraram que o estado de Sergipe está preparado para lidar com a questão, cuja estratégia montada pela Secretaria de Estado da Saúde é suficiente para atender e identificar pacientes com sintomas suspeitos. “Agora fiquei mais segura”, desabafou a promotora de justiça, fazendo referência às falsas informações que continuam circulando em redes sociais sobre a doença.

A promotora de justiça destacou a importância da população ter os cuidados necessários, que comumente devem ser tomados, para evitar doenças respiratórias causadas por vírus, principalmente fugir de áreas de grande aglomeração. “Não há necessidade para desespero”, comentou. Em Sergipe, segundo a promotora, os 75 municípios já estão com todos os serviços da rede básica em alerta, com suporte de três hospitais regionais no interior e do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), além dos serviços que são prestados pela iniciativa privada, cuja rede também demonstrou que obedece aos protocolos padrões do Ministério da Saúde para esta questão específica.

 

por Cassia Santana

 

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