Profissionais são capacitados em encontro sobre a Fibrose Cística

0
Objetivo é capacitar os fisioterapeutas de cada município(Foto: HU/Ebserh)

Fisioterapeutas de diversos municípios sergipanos estão nesta quinta, 25, no Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe (HU-UFS), filial da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). Eles participam do I Encontro de Fisioterapia Respiratória em Fibrose Cística, que tem por objetivo capacitar os fisioterapeutas de cada município sobre os cuidados com pacientes que tenham a doença.

De acordo com a responsável pelo Centro de Referência em Fibrose Cística do HU-UFS, a gastroenterologista pediatra Daniela Gois, esta é uma patologia que depende muito do tratamento com o profissional de fisioterapia.

“Tendo em vista a importância reconhecida do fisioterapeuta para que haja um tratamento adequado a esses pacientes, nós organizamos esse evento, em parceria com a Unidade de Reabilitação do HU-UFS e o Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional [Crefito], para capacitar ainda mais esses profissionais, disseminando a informação e fazendo com que o tratamento chegue ao paciente de uma forma melhor, mais completa”, declarou a médica.

Para o chefe da Unidade de Reabilitação do HU-UFS, Jader Neto, a capacitação visa à formação de profissionais que atuam no interior para evitar o deslocamento dos pacientes.

“Os profissionais dos municípios, em grande parte das vezes não têm formação em todas as especialidades da profissão. A fibrose cística é uma condição peculiar dentro de uma especialidade, que é a fisioterapia respiratória. Essa capacitação visa a treinar os profissionais, adequar o conhecimento técnico cientifico deles, promovendo um atendimento melhor a uma população que tem uma demanda muito específica. Os profissionais precisam saber lidar com a situação, porque essa é uma patologia séria, crônica, degenerativa, que precisa de cuidados frequentes”, detalhou.

Programação

A programação desta quinta inclui a Apresentação do Ambulatório de Fibrose Cística, com a enfermeira Fábia Santos; Fisiopatologia e Diagnóstico da Fibrose Cística, com a gastroenterologista pediatra Daniela Gois; A Doença Pulmonar na Fibrose Cística, com a pediatra Isabella Chagas e Fisioterapia Respiratória na Fibrose Cística, com o fisioterapeuta Evanirso Aquino.

Além de Daniela Gois e Jader Neto, estiveram na mesa de abertura do evento o gerente administrativo do HU-UFS, Edélzio Costa Júnior, representando a Governança do hospital; a chefe do Setor de Apoio Diagnóstico, Flávia Costa, que responde pelo Serviço de Referência em Triagem Neonatal (SRTN), e a coordenadora estadual de Atenção Ambulatorial Especializada em Triagem neonatal, Mayanna Nascimento.

Nesta sexta, 26, a programação é a mesma, porém será voltada a fisioterapeutas hospitalares. Confira.

Fibrose Cística

O Hospital Universitário de Sergipe atende hoje a 43 pacientes com fibrose cística, doença genética normalmente identificada pela Triagem Neonatal, o Teste do Pezinho. Também conhecida como Doença do Beijo Salgado ou Mucoviscidose, seu diagnóstico pode ser confirmado por meio do teste do suor ou de exames genéticos.

Os principais sintomas são pneumonia de repetição, tosse crônica, dificuldade para ganhar peso e estatura, diarreia, pólipos nasais e suor mais salgado que o normal.

Sobre a Rede Hospitalar Ebserh

O Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe (HU-UFS) faz parte da Rede Hospitalar Ebserh desde outubro de 2013. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) foi criada em 2011 e, atualmente, administra 40 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência.

Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), e, principalmente, apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas.

Devido a essa natureza educacional, os hospitais universitários são campos de formação de profissionais de saúde. Com isso, a Rede Hospitalar Ebserh atua de forma complementar ao SUS, não sendo responsável pela totalidade dos atendimentos de saúde do país.

Fonte: Hospital Universitário de Sergipe/ EBSERH

Comentários