Sarampo: duas mil crianças são imunizadas em campanha de vacinação

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A Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo finalizou, na última sexta-feira, 25, a primeira etapa, que foi iniciada no dia7 (Foto: Marcelle Cristinne)

A Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo resultou na imunização de 2 mil crianças em Aracaju. Os dados foram divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde. A primeira fase voltada às crianças entre 6 meses e menores de 5 anos de idade foi encerrada na última sexta-feira, 25. As doses continuam disponíveis em todas as 45 Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Aracaju, de segunda à sexta, das 7h30 às 16h30.

Por ser voltada à conscientização, essa campanha não possui meta determinada, ainda assim, a vacina é essencial, sobretudo quando se considera que já foram registradas quatro notificações de sarampo em Aracaju. A doença chegou a ser totalmente erradicada, em 2016, e voltou a crescer em todo o Brasil, em 2018, pela falta de adesão à cobertura de vacinal.

Segundo a coordenadora de Imunização da SMS, Ilziney Simões, a vacina contra o sarampo já é disponibilizada para a população na rotina das Unidades Básicas de Saúde (UBS), na faixa etária de 1 a 49 anos e a campanha vem como estratégia para melhorar as coberturas vacinais.

“A campanha é voltada para a criança e para o adulto jovem porque são as faixas etárias mais acometidas pela doença. Além da vacina contra o sarampo, nós também vamos atualizar todas as outras vacinas de rotina, por isso é importante levar a carteira de vacinação, documento de identificação e comprovante de residência. O país está em alerta, em virtude dos casos confirmados de sarampo, resultante das baixas coberturas vacinais”, explicou.

A segunda fase começa no dia 18 de novembro e vai até 30 de novembro, tendo como foco os jovens de 20 a 29 anos. Para receber a dose da vacina é importante é necessário apresentar documento de identificação, comprovante de residência e o cartão de vacinação

A doença

O sarampo é caracterizado por febre, erupção avermelhada na pele e problemas respiratórios; é uma doença viral altamente contagiosa que pode deixar sequelas e, em casos graves, ser fatal.

A transmissão acontece de pessoa para pessoa, através de secreções expelidas pela tosse, espirro, respiração, e o período de incubação, que é o tempo entre contágio e o aparecimento dos sintomas, tem, em média, 12 dias.

A transmissão pode ocorrer antes do aparecimento dos sintomas e o único meio de prevenção é a vacina tríplice viral que protege, também, contra a rubéola e a caxumba.

Outras vacinas

O cronograma de vacinação que é executado pela SMS contempla todas as faixas etárias e grupos prioritários. Ao todo, mais de 10 tipos de vacinas são disponibilizadas para a população. Entre as mais importantes, estão as vacinas contra a caxumba, sarampo, rubéola, tuberculose, febre amarela, poliomelite, HPV e Influenza.

As crianças com até 12 anos de idade, de acordo com o cronograma planejado pelo Ministério da Saúde (MS), devem tomar as vacinas contra a tuberculose, conhecida como BCG, contra a paralisa infantil ou poliomelite (VOP), contra Hepatite B, contra Difteria, Tétano, Coqueluche e Meningite causada por Haemopilhus (Tetravalente), contra Sarampo, Rubéola e Caxumba (Tríplice Viral – SRC) e contra Febre Amarela. Em áreas consideradas indenes, locais onde o vírus não é registrado há décadas, como é o caso de Aracaju, a dose da vacina não é necessária, sendo opcional.

Para adolescentes, homens e mulheres, as vacinas contra a Difteria e Tétano devem ser reforçadas a cada dez anos. Os jovens com até 19 anos de idade, que não foram vacinados quando crianças contra a Hepatite B, devem receber três doses da vacina com o seguinte esquema: a primeira; a segunda, trinta dias após a primeira; e a terceira, seis meses após a primeira.

Já para os idosos, pessoas com mais de 60 anos de idade, além dos reforços citados acima, o grupo faz parte das pessoas prioritárias em tomar a vacina anual contra a gripe. De acordo com o Ministério da Saúde, a definição dos grupos prioritários é realizada a partir da recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Com informações da SMS 

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