Servidores da saúde deliberam paralisação de 24h em novembro

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No início do mês de outubro os servidores realizaram uma paralisação e, desde então, aguardavam as negociações com o governo. (Foto Arquivo: Portal Infonet)

Servidores da saúde do Estado de Sergipe participaram de uma assembleia na manhã desta quinta-feira, 31, realizada na sede do Sindicato dos Trabalhadores na Área da Saúde do Estado de Sergipe (Sintasa), e deliberaram uma nova paralisação de 24h com uma manifestação em frente ao Palácio dos Despachos no dia 14 de novembro. Os trabalhadores apelam que o governador Belivaldo Chagas (PSD) atendam ao pedido de reajuste salarial, cujo congelamento ocorre há oito anos, segundo o sindicato.

Presidente do Sintasa ressalta tentativas de negociação sem sucesso. (Foto: Portal Infonet)

O presidente do Sintasa, Augusto Couto, explicou que, desde a última paralisação, tem participado de uma mesa de negociação com membros do Governo de Sergipe, mas sem nenhum avanço quando o assunto é o reajuste salarial da categoria. “Trouxemos pontos a serem debatidos com os servidores, mas no que temos debatido não se fala em reajuste, não se fala em melhorar o plano de remuneração. Acredito que esse seja um dos pontos principais, mas já foi dito claramente na mesa de negociação que não haverá discussão de questões econômicas neste momento”, completou o sindicalista.

Conforme Augusto, o manifesto programado para novembro tem o intuito de pressionar Belivaldo a receber uma comissão sindical que possa concretizar um diálogo direto com o governador em defesa do reajuste.

“Decidimos hoje que faremos uma paralisação de advertência na Avenida Adélia Franco [Em frente ao Palácio dos Despachos]. Queremos conversar com o governador sobre o reajuste dos servidores da saúde, pois estamos há oito anos sem e nesse período sequer tivemos a reposição da inflação”, reclamou.

O Governo de Sergipe informa que respeita e compreende toda e qualquer reivindicação dos trabalhadores do serviço público estadual. No momento, o principal foco é continuar lutando para amenizar o impacto do déficit da previdência e buscar manter a regularidade do pagamento dos funcionários ativos e inativos com 70% sendo pagos dentro do mês e os demais até dia 12 do mês subsequente.

por Daniel Rezende

*A matéria foi alterada as 14h52 do dia 31/10 para acréscimo de nota do governo
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