SES alerta mulheres na prevenção e tratamento das IST’s

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Levantamento da SES aponta que a Sífilis Congênita apresentou crescimento no estado nos últimos anos.(Foto: Valter Sobrinho/ Ascom SES)

No Dia Internacional da Mulher, comemorado no dia 8 de março, o médico sanitarista e gerente do programa IST/ Aids, Almir Santana, lembra sobre os cuidados com a saúde feminina. Almir, alerta as mulheres sobre a importância da prevenção e do tratamento precoce contra as Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST’s).

Um levantamento da Secretaria de Estado da Saúde (SES), aponta que a Sífilis Congênita, infecção transmitida da mãe infectada para o filho, durante a gravidez e parto, nos últimos anos apresentou crescimento no estado. Somente no ano de 2020, em Sergipe, nasceram 535 crianças com sífilis congênita. Já em 2019, esse quantitativo chegou a 484 bebês acometidos pela Sífilis; em 2018, foram 330 nascidos com a infecção e em 2017 foram 318 crianças.

De acordo com Almir Santana, no ano passado foram diagnosticadas 920 gestantes infectadas com a sífilis. “Muitas delas, infelizmente, tiveram diagnóstico nas próprias maternidades onde foram dar a luz aos bebês, indicando falha no pré-natal”, disse, informando também que houve uma queda no diagnóstico da sífilis não especificada, nas mulheres em geral.

O médico lembra que “para evitar a sífilis no bebê, a prevenção deve começar nas mulheres e homens sexualmente ativos, através do uso consistente e correto do preservativo e realizando teste rápido, pelo menos uma vez no ano”, salienta.

Uma outra infecção que merece atenção é a infecção pelo HIV, vírus causador da Aids. Já foram notificados 2.722 casos de mulheres vivendo com HIV/Aids em Sergipe, desde o ano de 1987, com 390 óbitos. As faixas etárias mais acometidas pelo HIV são de 20 a 34 anos, com 1.257 e de 35 a 49 anos, com 950 casos.

“Como acontece com a sífilis, as mulheres vivendo com HIV, caso não tenham acesso a um pré-natal de qualidade, poderão transmitir o HIV para os bebês. Temos em Sergipe, mais de 100 crianças menores de 5 anos, que nasceram com a infecção”, destaca Santana.

Prevenção, diagnóstico e tratamento

Embora o médico destaque que os números mostraram que no início da epidemia no Brasil, eram 16 homens com HIV/Aids para uma mulher , atualmente, são dois homens para uma mulher vivendo com HIV/Aids. Em Sergipe, foram diagnosticados 5.798 homens e 2.722 mulheres vivendo com HIV/ Aids.

“Aproveitamos a semana do Dia Internacional da Mulher para lembrar a importância da oferta dos testes rápidos para as mulheres e seus parceiros, disponíveis na Rede do SUS, bem como o tratamento da sífilis através do antibiótico Penicilina Benzatina, também disponível nas unidades de saúde”, disse.

Com relação ao HIV, a testagem rápida também está disponível nos municípios e o tratamento para o HIV está disponível no Ambulatório Especializado no Cemar Siqueira Campos e no Ambulatório de infectologia do Hospital Universitário.

Fonte: SES

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