Sintomas de doenças ligadas ao Aedes exigem atendimento médico

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Esse é um período do ano propício para a proliferação do mosquito (Foto: André Moreira)

O período de sazonalidade do Aedes aegypti, momento em que o mosquito se prolifera com maior facilidade e, consequentemente, há mais incidência das doenças relacionadas a ele (dengue, zika, chikungunya), somado à pandemia do novo coronavírus, acende o alerta para os sintomas associados às doenças transmitidas pelo mosquito e à covid-19 que, por apresentarem semelhanças, podem confundir, o que demanda a procura por atendimento médico precoce.

Segundo a infectologista da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), Fabrízia Tavares, esse é um período do ano propício para a proliferação do mosquito, já que, com a chuva, pode haver o acúmulo de água e, com o calor do sol, o mosquito se desenvolve mais rapidamente. “Vale lembrar que, como a experiência da epidemia de 2008 nos ensinou, a dengue é uma doença que pode matar”, frisa a especialista.

A especialista chama a atenção para a semelhança de alguns sintomas que tanto as doenças transmitidas pelo mosquito, bem como a covid-19 possuem. “Em relação à covid, a diferença básica, de forma bem grosseira, é que é uma doença que tem um maior acometimento respiratório, ou seja, você encontra na grande maioria dos casos de covid, sintomas respiratórios como dor de garganta, tosse, espirro, coriza, congestão nasal, associados a outros sintomas como dor de cabeça, febre, dor pelo corpo, falta de apetite, falta de paladar, falta de olfato, mas, eminentemente, os sintomas respiratórios representam a grande maioria dos casos de covid”, detalha Fabrízia.

Atendimento médico 

Independente da semelhança entre os sintomas das doenças, Fabrízia orienta que, caso a pessoa apresente qualquer um desses deve procurar atendimento médico precoce, pois ele pode ser decisivo.

“Esse atendimento é indispensável para que seja solicitado um exame específico e seja manejado de forma mais adequada, de acordo com o diagnóstico, sobretudo se for covid para ser feito o isolamento a partir do primeiro dia de sintoma, para diminuir a transmissão. E se for uma doença relacionada ao mosquito, a preocupação se dá para que seja feito um acompanhamento de perto e, assim, evitar um agravamento”, salienta.

Nos casos de dengue, zika e chikungunya não há sintomas de via aérea superior. “Em contrapartida, encontramos sintomas semelhantes, que a gente chama de inespecíficos, que encontramos tanto nessas arboviroses (doenças causadas por mosquitos), quanto na covid, como a dor de cabeça e a febre. No entanto, outra diferença é que a febre dessas arbovirores são muito mais altas, chegando a 39°C, 39,5°C e são mais persistentes. A febre da covid não é uma febre alta, ela chega a 38°C. Quando é uma febre alta, no caso de covid, a gente já suspeita de uma síndrome inflamatória sistêmica que é o quadro mais grave da doença, ou quando tem uma infecção bacteriana”, esclarece a infectologista.

“Além disso, estamos em meio à pandemia do coronavírus que, como também já sabemos, a covid-19 tem um alto grau de letalidade. Nossa preocupação é que as pessoas fiquem ainda mais atentas a possíveis sintomas que venham apresentar e que devem procurar atendimento médico o quanto antes, para que se possa fazer o diagnóstico de qual doença acomete, de fato”, destaca Fabrízia.

Para ambos os casos, a prevenção e os cuidados continuam sendo a forma mais sensata e consciente para lidar com o período. “Por isso a gente pede que as pessoas continuem se cuidado, usem máscara, mantenham distanciamento, evitem aglomerações, higienizem as mãos, bem como evite a água parada em casa, que observem se têm locais na vizinhança que aumentam o risco da proliferação do mosquito. Precisamos estar vigilantes com relação a essas doenças e todo o cuidado é pouco quando se trata de preservar vidas”, reforça a especialista.

Fonte: PMA

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