Roda de conversa debate inclusão de pessoas com autismo

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Conversa para tratar dos desafios da inclusão escolar e social das pessoas com autismo (foto: SEED)

Vestidos com roupas azuis – cor símbolo do autismo – , dezenas de pessoas participaram nesta terça-feira, 2, da roda de conversa organizada pelo Serviço de Educação em Direitos Humanos da Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura (SEDH/Seduc) para discutir os desafios da inclusão escolar da pessoa com autismo.

Promovido em alusão ao Dia Internacional de Conscientização do Autismo, o evento, realizado no Complexo Administrativo e Pedagógico da Seduc, em Aracaju, reuniu professores de Salas de Recursos Multifuncionais de escolas estaduais e pais e mães de estudantes diagnosticados com Transtornos do Espectro Autista (TEA).

“Promover uma discussão com várias vozes para tratar dos desafios da inclusão escolar e social das pessoas com autismo é uma temática fundamental para repensarmos a prática da educação especial. É uma forma de atualizarmos nossos conhecimentos e refletirmos sobre como oferecer educação especial a esse público, enquanto política estadual de Educação”, explica a professora Adriane Damascenas, coordenadora do SEDH do Departamento de Educação da Seduc.

Ao chegarem ao evento, os participantes puderam contemplar a exposição de artes plásticas do artista Luiz Felipe Freitas Santos, estudante com TEA e aluno do Colégio Estadual Jackson de Figueiredo. Para dona Neurilândia Freitas, mãe de Luiz Felipe e uma das participantes da roda de conversa, a rede pública estadual contribuiu significativamente para o processo de inclusão escolar de seu filho.

“Quando tivemos o diagnóstico de que o Luiz tinha Transtorno do Espectro Autista ele estava matriculado em uma escola da rede particular. Havia lá uma camuflagem, pois não tinha conteúdo pedagógico adaptado às necessidades do meu filho. Víamos que ele tinha potencial, mas isso não era desenvolvido. Aí fomos encaminhados à Rede Estadual de Ensino e encontramos toda uma equipe multidisciplinar que nos ajudou muito a desenvolver os potenciais do meu filho. Hoje ele está cursando o ensino médio e, enquanto mãe, meu sentimento é de vitória”, contou dona Neurilândia.

Aumento de matrícula

Entre os anos letivos de 2016 e 2018, a Rede Estadual de Ensino registrou um aumento de 170% no número de matrícula de cidadãos com necessidades especiais de atendimento educacional em suas unidades escolares. Este salto se deve, sobretudo, a políticas públicas desenvolvidas e executadas pelo governo de Sergipe, por intermédio da Seduc, como o Programa Estadual de Atendimento da Educação Especial.

Coordenado pelo Serviço de Educação em Direitos Humanos, o Programa identifica, avalia e diagnostica crianças e adolescentes, de todas as redes de ensino, quanto à necessidade de atendimento educacional especializado e oferece as condições necessárias para que esse atendimento se efetive, com sucesso, nas escolas da rede pública.

Segundo a professora Márcia Arevalo, mãe de três crianças com TEA – “mãe azul” – e membro do Conselho Escolar do Colégio Estadual Manoel dos Passos de Oliveira Teles, o autismo é uma “deficiência invisível”, que exige dos profissionais que as recebem nas escolas conhecimentos acerca de todas as nuances do espectro autista.

“Um dos grandes desafios para a inclusão escolar de uma pessoa com TEA é ter pessoal qualificado, pois os professores não são formados para trabalhar com essas pessoas. Então, esses professores precisam aprender sobre autismo e todas as suas nuances. Para a escola ser inclusiva, ela precisa ter pessoal de apoio”, ressaltou Márcia, ao destacar que o Colégio Manoel dos Passos, onde uma de suas filhas estuda, acolhe outras quatro crianças com autismo na Sala de Recursos Multifuncionais.

Fonte: SEED

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