1.460 dias de governo

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  Amanhã, 10, o governo Marcelo Déda, denominado por alguns do governo das mudanças, completará cem dias.Descontando os sábados, domingos e feriados, no período citado, o atual governo trabalhou sessenta e nove dias úteis. Ou seja, o governo, não o governador, trabalhou estes dias, já que o governo  é composto dos seus executivos que são servidores públicos. Um governador sozinho não trabalha. Mas, a questão é a seguinte: por que, tantos os políticos da oposição quanto os políticos da situação, quando se inverte a situação, cobram tanto dos governantes de plantão realizações nos cem primeiros dias?
  É certo que nos primeiros cem dias nenhum governante realiza o programa de governo que planejou para quatro anos. Inclusive, quem tem consciência sabe também, que no primeiro ano de governo, nenhum governante, seja ele de qualquer partido, realize um décimo do que ele planejou.
Até mesmo porque o governante trabalha com um orçamento aprovado no ano anterior, enviado pelo governo passado. Este ano, quando o governo estadual enviar sua proposta orçamentária para 2008 é que a imprensa e a população poderá comparar se o governador cumpre com algumas promessas de campanha, principalmente através do planejamento e da proposta de orçamento participativo cantada em prosa e verso.
Então a questão é: por que dimensionaram cem dias? Podia ser trezentos? Podia ser duzentos ou, até mesmo, cento e dezesseis dias uma vez que o maior evento histórico relativo ao número cem, que foi a guerra de cem anos entre Inglaterra e França, durou cento e dezesseis anos.
 Assim, a imprensa, a sociedade, e os políticos, esperam ansiosamente o dia 10 de abril. Uns para elogiar o que foi feito neste período e outros para atacar uma suposta ausência de ações do governo. O que se pode notar – sem analisar o mérito da questão –  é que cem dias não significam absolutamente nada para um governo que terá mil quatrocentos e sessenta dias, e que os tão falados cem dias não significam nem 10% do trabalho a ser realizado.

  O certo é que no Brasil são necessários paciência e  análise frias das atitudes. Enquanto grande parte – muitas vezes por interesses particulares – julga os governantes com a emoção da paixão, como quem torce por um time de futebol, nada mudará se parte da sociedade continuar a impor datas e prazos sem o menor sentido. A cobrança deve acontecer no momento certo para cada governo. Um exemplo claro: o governo Lula pode e deve ser cobrado, já que tem quatro anos e 100 dias de governo. Aliás, por conta da troca de ministros ainda não começou a governar este ano. Já o governo Déda tem uma cobrança que deve ser feita e resolvida por ele ainda no primeiro semestre: o pagamento do Funaserp para os servidores, que foi uma promessa de campanha. Já os cem dias é muito pouco tempo para avaliar um governo, seja ele de qual partido for.

 

Eitá peixe carinho esse…

O Ministério Público precisa tomar providencias com vários prefeitos que “deram” peixes na semana santa e fizeram uma ampla divulgação publicitária na imprensa, principalmente com várias paginas em jornais. O peixe saiu bem caro neste caso e, mesmo não mostrando a fotos dos prefeitos está caracterizada propaganda pessoal.

 

Nepotismo pode em alguns municípios e outros não…

Outra decisão que o Ministério Público precisa tomar para todo Estado é contra o nepotismo. Alguns promotores, acertadamente, estão solicitando que os prefeitos exonerem seus familiares, mas em outros municípios os promotores não fazem nada. Não seria mais certo que fosse tomada uma decisão de cima para baixo para que todos tomem as devidas providencias?  Como está a comunidade fica sem entender porque para uns vale e para outros não…

 

 

Inofensivo

Texto publicado na coluna Painel da Folha de São Paulo do domingo,8, no espaço, Contra Ponto:“Na platéia da encenação da Paixão de Cristo em Nova Jerusalém (PE), dias atrás, Lula teve a companhia de governadores e parlamentares da base aliada.No primeiro ato da peça, Pôncio Pilatos faz entrada triunfal no palácio, onde é recebido com saudação: -Atenção! Está chegando o governador da Judéia, Pôncio Pilatos!-, anuncia o arauto.Sentado ao lado de Lula, o governador de Sergipe, Marcelo Déda (PT), cochichou ao seu ouvido: -Relaxe, presidente! Esse é o único governador aqui que não vai lhe fazer nenhum pedido”.

 

Folha publica nota com informação errada sobre a Deso

Nota publicada na coluna Painel da Folha de São Paulo no último sábado,7: “Vespeiro. O Tribunal de Contas de Sergipe mandou parar auditoria determinada pelo governador Marcelo Déda (PT) na Deso, companhia de saneamento do Estado. Responsável pela decisão, o conselheiro Reinaldo Moura é pai de um deputado do PSC, que controlava a empresa no governo João Alves (DEM)”. Nota deste jornalista: a Deso era controlada por Victor Mandarino, irmão do deputado do PSC, César Mandarino.

 

Conselheiro pede contratos da Deso

O conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Reinaldo Moura, enviou ofício datado de 30/03/07 ao presidente da Companhia de Saneamento de Sergipe (DESO) solicitando que seja enviado à Corte de Contas, num prazo de cinco dias, todos os contratos e as respectivas prestações de contas objetos da tomada de preço número 004/2007 para que os técnicos do órgão possam fazer a devida análise técnica. Reinaldo Moura informou ainda que enviou um técnico do Tribunal de Contas a Deso para pessoalmente também requerer a documentação para que seja feita a auditoria desejada pela empresa nos contratos e prestações de contas que constavam da Tomada de Contas 004/2007 o mais rápido possível. Reinaldo é o conselheiro do Tribunal de Contas responsável pela analise de prestação de contas e contratos da Deso. Ele adianta que a solicitação da documentação é para que seja feita a análise que a direção da empresa desejava fazer através da contratação de uma empresa particular, o que ficaria muito oneroso para o poder público, disse.

 

Auditoria deve sair na Deso

Este espaço continua entendendo que uma auditoria contratada pela Deso em nada tiraria o dever do Tribunal de Contas em fiscalizar a empresa. Aliás, a empresa merece uma ampla investigação principalmente pelo uso político-eleitoral nas eleições 2006. Este caso está ganhando repercussão nacional e o Tribunal de Contas sairá com a imagem mais desgastada ainda, depois que foram descobertas diversas irregularidades na administração passada. 

 

 Augusto Bezerra deve desculpas a Petrobrás e ao povo

No ano passado, o deputado Augusto Bezerra (DEM, ex-PFL), fez um discurso na AL, afirmando que tinha informações de que o campo de petróleo de Estância, o Piranema, não seria explorado porque era economicamente inviável. Agora a plataforma está chegando a Estância e o campo de Piranema tem uma estimativa de 26.50 barris por dia e a estimativa da reserva do campo é de 30 milhões de barris de petróleo. E agora Augusto vai continuar “esquecendo” do que disse?

 

 Receita Federal de olho em laranjada

E tem um empresário, que está tentando esconder uma nova empresa comprada recentemente e usou uma laranja. Porém, a ex-esposa já abriu o jogo pedindo que a Receita Federal tome as devidas providências. O perigo é que no final pode sobrar para o laranja. Como os festejos juninos estão chegando não duvidem se o forró correr solto…

 

Três empresas também na mira da Receita

Já outro empresário, também está na malha fina da Receita Federal. Este por não pagar impostos, através de duas empresas que abriu e deixou a primeira devendo a tudo e a todos.Para completar o inferno astral do empresário, ele comprou uma moto para uma “amiga”, mas botaram açúcar no brinquedo. Depois comprou um palio e chegou aos ouvidos da titular.

 

Assembléias da área da saúde

Amanhã, terça-feira, 10, os médicos, os enfermeiros e os trabalhadores da área da saúde do Estado realizam assembléias em separados. Na pauta algumas reivindicações para o novo governo.

 

Utopia da imprensa livre I

A imprensa livre é  quase que uma utopia, como os órgãos de comunicação estão sempre atrelados aos detentores do poder econômico, a imprensa está sempre atuando em razão de interesses não explicitados. Portanto é comum os jornais e emissoras de rádio e televisão que ontem escondiam ou pouca importância dedicavam, as mazelas praticadas pela administração pública, buscarem atualmente quase que incansavelmente transformar em escândalo qualquer fato por mais irrelevante que seja, basta que se perceba que os desdobramentos daquela matéria poderá de alguma forma atingir o governo e por conseqüência o governante.

 

Utopia da imprensa livre II

Diante desta realidade este jornalista tem que aceitar como natural o fato de que a imprensa vai estar sempre elogiando ou criticando as ações administrativas, usando como norte o termômetro do grupo controlador do veículo comunicativo. Porém, em Sergipe o leitor assisti a algo que assemelha-se ao ridículo, como por exemplo, jornalistas que participavam de banquetes sucessivos no Palácio de Veraneio, enquanto outros colegas não eram sequer recebidos profissionalmente, ao sentir que o cinto da verba pública fácil está mais que apertado, elaboram artigos pedindo paz e clemência ao atual governador. Quem sabe será  rapidamente atendido, em nome da necessária governabilidade.

 

Controle de mais algumas emissoras

O governador Marcelo Deda (PT) pode ter se equivocado quando, imaginou que Edvam Amorim (PSC) aceitaria tranqüilo a quebra do acordo firmado para absorver na sua base de apoio os deputados eleitos pelo PSC. Existem informações de que o empresário está buscando adquirir o controle de mais algumas emissoras localizadas no interior do Estado. Segundo o informante, ele tem feito algumas injunções para conseguir o controle da Rádio Educadora de Frei Paulo e a partir daí enfrentar Marcelo Deda politicamente e recuperar as cotas publicitárias junto a Secom estadual. Aos menos avisados é bom frisar, que nem mesmo o ex-governador João Alves

(PD) conseguia controlar os impulsos do jovem empresário.

 

Servidores da UFS preparam “Dia de Luta” I

Após mobilização, através de reuniões setoriais por toda a UFS,  que durou duas semanas, nesta terça, 10, a partir das 9h30, no auditório da Reitoria, na Cidade Universitária Prof. Aloísio de Campos, o SINTUFS (Sindicato dos Trabalhadores da Universidade Federal de Sergipe) promoverá uma Assembléia Geral Extraordinária (AGE) para discutir a Campanha Salarial/2007. Na AGE, a categoria técnico-administrativa em educação da UFS definirá os encaminhamentos para a realização do Dia Nacional de Luta dos servidores públicos federais, previsto para 17 de abril, conforme resolução da Plenária da FASUBRA (Federação de Sindicatos de Trabalhadores das Universidades Brasileiras), ocorrida nos dias 12 e 13, e da CNESF (Coordenação Nacional das Entidades dos Servidores Federais), realizada no dia 14 de março último, em Brasília.

 

Servidores da UFS preparam “Dia de Luta” II

Entre os principais itens da Campanha Salarial/2007, apresentada ao governo federal no dia 15 de março, destacam-se, além da retirada da limitação de despesas com pessoal contida no PAC – PLP 01/2007, a efetivação de política salarial com data-base e reposição das perdas acumuladas, no período 1995/2006; a isonomia  de salários, a partir do Poder Executivo, e de benefícios; a negociação coletiva no serviço público, com a ratificação do Projeto de Lei que trata da ratificação da Convenção 151 da OIT (Organização Internacional do Trabalho), e a retomada da MNNP (Mesa Nacional de Negociação Permanente); a posição contrária à restrição do direito de greve no serviço público.

 

Frase do Dia

“Mas no dia do jornalista, cabe algumas reflexões. Por exemplo: existe uma profissão mais exposta a opinião pública do que o jornalista? Alguém aí pode se lembrar do médico, do dentista, do policial, e põe um monte de etc. aí. Não vem ao caso: o jornalista está na frente. Toda vez que sai uma notícia que alguém não gosta, vem logo a opinião: “Esse cara é um comprado”, “alguém tá pagando a ele para escrever, ou dizer, ou falar, isto”. Em 99,9% dos casos o jornalista é inocente: não recebe de ninguém, não é “comprado”, apenas publicou o que ouviu ou fez uma síntese da opinião pública”. Trecho do artigo publicado aqui na Infonet, pelo jornalista Ivan Valença, no último sábado,7, quando do dia do Jornalista.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

   

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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