160 anos de Aracaju e a gestão João Alves

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O aniversário de 160 anos de Aracaju é uma boa oportunidade para a reflexão sobre que modelo de cidade está sendo implementado pela gestão municipal atual e sobre quais setores estão sendo beneficiados com as políticas governamentais da capital.

Se tomarmos como parâmetro apenas as propagandas institucionais da Prefeitura ou os discursos do prefeito João Alves Filho e do seu secretário Carlos Batalha, chegaremos à conclusão de que Aracaju “vai muito bem, obrigado”. Tanto nas propagandas quanto nos discursos fica a impressão de que João, como prometido durante a campanha, é mesmo a solução para todos os problemas da capital. Porém, tanto as propagandas quanto os discursos não passam de aparência. A essência é outra, bastante diferente do que Batalha e João optam em mostrar e dizer.

Com pouco mais de dois anos à frente da Prefeitura, a gestão de João Alves já mostrou a quais interesses serve. Em síntese, o governo João Alves é marcado por um tripé que a história revela ser bem característico das suas gestões como Governador: privatização de serviços públicos, ausência de diálogo e repressão de mobilizações populares.

Apenas para relembrarmos, nesses pouco mais de dois anos:
– Dois aumentos na tarifa de ônibus? Foi João que fez;
– Criação da taxa de iluminação pública? Foi João que fez;
– Aumento abusivo do IPTU? Foi João que fez;
– Fim da gestão democrática na educação pública municipal? Foi João que fez;
– Atuação de Organizações Sociais em diversas áreas da gestão pública? Foi João que fez;
– Guarda Municipal que atua com violência contra manifestantes? Foi João que fez.

Como se pode ver, de fato, João fez muita coisa nesse período. A questão é: quem sofreu as consequências negativas e quem se beneficiou com as tantas coisas que João fez?

Mas, passada mais da metade da sua gestão, João também deixou de fazer muita coisa. Vejamos.
– Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano? João não fez nem diz que vai fazer.
– Plano Municipal de Mobilidade Urbana? João não fez nem diz que vai fazer.
– Análise criteriosa das planilhas de custos e lucros das empresas de ônibus? João não fez e nem diz que vai fazer.

Vale o mesmo princípio: quem sofreu as consequências negativas e quem se beneficiou com as tantas coisas que João, conscientemente, não fez?

Trocando em miúdos, diferente do que dizia o seu slogan de campanha, João Alves não solucionou os problemas de Aracaju, mas apenas os aprofundou, além de criar outros. A consequência é só uma: no aniversário de 160 anos da capital sergipana, a população não tem nada a comemorar, mas muito a reclamar.

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