5 de junho: A Aids está completando 38 Anos

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Nessa quarta-feira, dia 5 de junho de 2019, a AIDS estará completando 38 anos da descoberta dos primeiros casos da doença. A divulgação de um estudo sobre “cinco homens jovens de Nova York e Califórnia, marcou, no dia 5 de junho de 1981, o primeiro reconhecimento de que existia uma nova e rara doença”. Os primeiros casos foram diagnosticados com tipos de pneumonia e de câncer de pele denominado Sarcoma de Kaposi que, até então, só afetavam pessoas com o sistema imunológico muito debilitado.

A descoberta dos primeiros casos em homossexuais foi o principal fator que levou ao preconceito que ainda existe, provocando atitudes de discriminação até os dias de hoje.

A epidemia de AIDS continua a ser um dos grandes desafios para a saúde global. Nos 38 anos desde a sua descoberta, existem vitórias e derrotas na luta contra o HIV.

Vitórias

Entre as vitórias, posso destacar a diminuição da taxa de mortalidade relativa à AIDS, o acesso gratuito aos medicamentos antirretrovirais, a maior facilidade de acesso ao diagnóstico através da implantação dos testes rápidos na rede pública, a facilidade de acesso aos preservativos nas unidades básicas de saúde e a redução da transmissão vertical do HIV (transmissão da mãe infectada para o feto está diminuindo).

Destaco ainda como vitória, a implantação de novas formas de prevenção (Prevenção Combinada), saindo do foco apenas na camisinha. A prevenção combinada inclui o tratamento antirretroviral como medida de redução dos riscos, a testagem regular do HIV, a Profilaxia Pós-Exposição ao HIV (PEP) que é o uso de medicamentos diante de uma situação de risco, e a PrEP, Profilaxia Pré -Exposição ao HIV, que consiste no uso diário de medicamento antirretroviral para evitar a infecção pelo vírus.

Derrotas

Ainda nasce criança com o HIV no Brasil e em vários países do mundo. Para mim, é uma derrota para o serviço de saúde quando há o nascimento de um bebê soropositivo, pois existem todos os meios de prevenção, que incluem o testes rápido na Atenção Primária, medicamentos antirretrovirais nas maternidades, fórmula infantil que evita a transmissão pelo aleitamento materno, preservativos masculinos e femininos que evitam a transmissão do HIV do homem para a mulher gestante ou que pretende engravidar.

Entre as derrotas, ainda está a existência de pessoas que não acreditam que podem se infectar numa relação sexual, simplesmente por que acham que “conhecem bem o (a) parceiro (a)”, ou porque “escolhem bem com quem vai se relacionar sexualmente” e não usam o preservativo, ou ainda porque é casado ou casada e confia na fidelidade, abandona o preservativo quando o relacionamento se torna duradouro.

Considero ainda como derrota, a atitude de indiferença de alguns gestores, nas diversas esferas, tanto federal, estadual como municipal, no enfrentamento à Epidemia do HIV, bem como alguns profissionais de saúde que, mesmo tendo os testes rápidos na sua Unidade de Saúde, não fazem a disponibilização do diagnóstico precoce para a população.

Espero que a população, gestores e profissionais de saúde e de educação não banalizem a AIDS. Também espero que as autoridades repensem suas posturas e voltem a fortalecer o movimento nacional de luta contra a Aids.

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