A Educação é tudo

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De acordo com o Relatório Sobre a Juventude Mundial, elaborado pelo Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 133 milhões de jovens no mundo são analfabetos.

 

“Devemos preocupar-nos mais em dar-lhes as oportunidades de que necessitam, porque eles são, na verdade, os artífices de nossas sociedades”, disse o diretor da Divisão de Política Social e Desenvolvimento da ONU, Johan Scholvinck.

 

Na América Latina há “muitas famílias” nas quais as mulheres estão sós com seus filhos e, quando estas têm que ir trabalhar, “muitas crianças se juntam a tudo o que é a violência, a criminalidade”, assegura o diretor do Escritório Regional para a América Latina e Caribe do Unicef, Nils Kapsberg.

 

Por outro lado, segundo o dirigente do Unicef, a maioria dos países latino-americanos tem um perfil orçamentário inadequado em relação aos setores sociais e que o retrocesso econômico afetou enormemente os orçamentos destinados a eles, o que incide diretamente na infância.

 

O Brasil enfrenta um grande desafio na Educação, que é oferecer ensino de qualidade a suas crianças. Apesar de ter quase 100% das crianças matriculadas nas escolas, os índices de repetência e evasão escolar no país são ainda muito altos.

 

A aptidão para ler e para resolver problemas de matemática das crianças brasileiras no Ensino Fundamental é muito baixa, segundo o Ministério da Educação. De cada 10 estudantes da quarta série, seis não apresentam nível adequado de leitura e conhecimentos básicos de português e matemática.

 

Todo ano, cerca de 2,9 milhões de crianças param de estudar antes de completar o Ensino Fundamental. Em 2003, 4 milhões de alunos tiveram que cursar a mesma série, porque foram reprovados no ano anterior.

 

Melhorar o aprendizado nas salas de aula deve ser uma prioridade nacional. Para isso, é preciso mudar a realidade de escolas mal equipadas, onde os professores trabalham em más condições. Muitas vezes sem livros ou sem material de apoio para tornar as aulas mais atrativas.

 

Em abril de 2004, a Unesco promoveu em Brasília a Semana de Ação Global sobre o tema “Educação para Todos”, onde enfatizou a necessidade de levar ao mundo inteiro a discussão da necessidade de uma educação básica de qualidade para todos.

 

Para a secretária de Educação do Distrito Federal, Valéria Araújo Pereira, um dos pontos importantes para melhorar a qualidade do ensino é trazer a criança para a escola de uma forma prazerosa, com paixão, com amor, para ela desfrutar do ambiente escolar.

 

Também com a mesma intenção, em 2004, o governo Federal, através de decreto, reunificou os ensinos médio e profissionalizante em todo o país. De acordo com o secretário de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação, Antonio Ibañez Ruiz, a intenção do MEC é que os sistemas estaduais, responsáveis pelo ensino médio no país, comecem a oferecer esta possibilidade já no início deste ano.

 

Para assegurar o crescimento sustentado o ministro da Fazenda Antonio Palocci, defendeu o aumento dos investimentos no setor da educação.

 

Hoje, neste mundo globalizado, para desenvolver-se, mais necessária se tornou a educação. Sem educação não se constrói uma nação.

 

Nestes últimos anos, muito se tem feito pela erradicação do analfabetismo no país, mas muito ainda falta ser feito.

 

É preciso que a sociedade se conscientize que sua participação é importante para priorizar no município, no estado e no país uma boa qualidade do ensino para que consigamos construir um país menos desigual e mais preparado para desenvolver-se e poder assim, proporcionar a todos os brasileiros uma boa qualidade de vida.

 

Edmir Pelli é aposentado da Eletrosul e articulista desde 2000
edmir@infonet.com.br

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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