A HORA DO VICE

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Quem diria! A escolha do nome do candidato a candidato a vice-governador, nas eleições do próximo ano, passa agora a ser a bola da vez nas discussões entre os partidos aliados do prefeito Marcelo Déda. A vaga para o Senado, que até então figurava como fator determinante para sedimentação de alianças, já está praticamente fora de cogitação.

A questão é simples: o bloco das oposições entendeu que não dá para bancar, em palanque, candidaturas majoritárias como a do ex-governador Albano Franco, por exemplo. Não que ele não seja importante no processo sucessório de 2006. Muito pelo contrário. Todos reconhecem sua força eleitoral no interior e o querem por perto. No entanto, a simples presença de Albano como candidato à vaga de senador, ao lado de Déda, poderia comprometer, na ótica petista, o discurso progressista do bloco.

Pelo que se sabe até agora, as conversas entre os dois (Déda e Albano) têm sido cercadas de todos os cuidados necessários para evitar melindres de lado a lado,  e evoluem  positivamente. Comenta-se, inclusive, nos bastidores, que, em comum acordo, eles estariam prestes a fechar questão em torno da indicação do nome do candidato a vice-governador, na chapa do ano que vem, pelo grupamento de Albano. O que deixaria os albanistas plenamente satisfeitos. Nomes com densidade eleitoral para a disputa não lhes faltam. Entre eles, o do deputado estadual Jorge Araújo, considerado um nome leve (e de fidelidade canina ao chefe) para ser trabalhado.

Quanto ao ex-governador, restaria a disputa de uma das oito vagas à Câmara Federal. Candidatura esta considerada imbatível até mesmo pelos seus mais ferrenhos adversários. Todos são unânimes em dizer que Albano Franco, candidato a federal, conseguirá uma votação surpreendente e levará  para o Congresso pelo menos mais um nome da coligação proporcional da qual fizer parte.

Obvio que todos vão negar o que escrevo hoje neste artigo. Vão dizer que é mera especulação. Mas uma coisa é certa: político que não nega não é político.

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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