A INVEJA MATA

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Em Sergipe é sempre assim: basta que alguém se destaque em qualquer atividade e pronto. Aparecem logo os “paladinos dos bons costumes” dispostos a atacar a moral e a honra do cidadão. Ao longo dos anos, já vi inúmeros casos. E os rótulos são quase sempre os mesmos: ladrão, traficante, homossexual. Quanta falta de imaginação… e de competência. Isso mesmo. O problema está justamente aí: na mais absoluta falta de competência dos detratores.

Esses falsos paladinos da honra e da moral – muitas das vezes forasteiros – partem do principio de que é muito mais fácil denegrir uma imagem para alcançar seus sórdidos objetivos do que mostrar competência para, quem sabe, conseguir vencer uma disputa. Vestem o manto da seriedade, mas não passam de reles patifes prontos para atacar quem quer que seja.

Na semana passada, por exemplo, marginais de alta periculosidade (é assim que os vejo) investiram contra a pessoa do procurador geral de Justiça, Luiz Valter Ribeiro – a quem reputo como uma das figuras mais sérias e equilibradas do Ministério Publico de Sergipe -, atribuindo-lhe, por meio de carta anônima aos demais procuradores, atos desabonadores; porém infundados.

O objetivo é claro: conturbar o processo de escolha do novo desembargador para a vaga de Fernando Franco, que faleceu na semana passada. Acontece que Luiz Valter Ribeiro poderá ser um dos nomes a compor a lista sêxtupla do MP que será enviada ao TJ, de onde sairão apenas três nomes (lista tríplice) para indicação do governador João Alves filho. E tem gente que não consegue dormir direito por ter convicção que Luiz Valter é, sem dúvida alguma, forte candidato ao cargo. Ou seja, quem idealizou a carta sabe muito bem os riscos que corre com a simples presença do nome do procurador geral de Justiça na lista.

Mais uma vez, fica assim comprovado o adágio popular que diz que não se atira pedras em árvore que não dá frutos. Ou seria: a inveja mata.

 

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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