Faltando menos de três meses para as eleições, pode-se dizer que ainda não há um favorito na disputa pelo governo de Sergipe, pois o governador e candidato à reeleição Fábio Mitidieri (PSD) tem em seu encalço o ex-prefeito de Itabaiana, Valmir de Francisquinho (Republicanos). A dança dos índices divulgados pelas pesquisas deixa claro que nenhum dos dois cantará vitória de véspera. Pelo que dizem as consultas de opinião pública, a tendência é a disputa se acirrar ainda mais quando a campanha começar pra valer. Ressalte-se que, apesar da massiva propaganda oficial em torno da gestão mitidierista, Francisquinho cresce a olhos vistos, principalmente em redutos importantes como a Zona Sul do estado e a Grande Aracaju. Portanto, diferente do que dizem os governistas mais otimistas, o ex-prefeito é um enorme prego no sapato de Mitidieri, podendo repetir o que ocorreu em 2022. Naquele pleito, mesmo inelegível, Valmir obteve no 1º turno 457.922 votos, enquanto Mitidieri foi votado por 294.936 eleitores, bem menos do que os 338.796 sufrágios dados a Rogério Carvalho (PT). Ou seja, se Francisquinho não tivesse impedido juridicamente, o atual governador não teria nem chegado ao 2º turno. Home vôte!
Cirurgias de menos
O deputado estadual Georgeo Passos (Republicanos) está preocupado com a considerável redução das cirurgias oncológicas realizadas nos hospitais públicos. Segundo o parlamentar, Sergipe fez apenas 373 intervenções cirúrgicas no primeiro quadrimestre deste ano, enquanto no mesmo período de 2025 foram feitos 844 procedimentos, representando uma redução superior a 50%. Além da diminuição no número de cirurgias, Georgeo Passos também alertou para a queda no volume de sessões de radioterapia. Por fim, o parlamentar lamentou que o recém inaugurado Hospital do Câncer ainda não tenha resolveu a demanda existente no estado. Deus é mais!
Dia da pizza
O Dia Mundial da Pizza é celebrado nesta sexta-feira, 10 de julho. A data marca a tradição da redonda que conquistou o paladar global. O costume de celebrar a receita tem raízes em Nápoles, na Itália. O formato redondo e os ingredientes (muçarela, tomate e manjericão) remetiam às cores da bandeira italiana. A expressão “vai virar pizza” ou “tudo acaba em pizza” é usada no Brasil para descrever situações graves ou escândalos que terminam sem punição ou solução. Aff Maria!
Figuras e ideias velhas
O eleitor sergipano não terá muitas opções na hora de escolher em quem votar para o governo e o Senado. Com raras exceções, os pré-candidatos majoritários são da velha guarda da política. Mesmo os mais jovens em idade foram forjados em legendas conservadoras e alguns já estiveram dos dois lados do balcão, a exemplo dos senadores Rogério Carvalho (PT) e Alessandro Vieira (MDB). Até os partidos mais à esquerda não apresentaram novidades para as eleições que se avizinham. Portanto, praticamente todos os candidatos majoritários vão ao baile eleitoral com as fantasias das festas anteriores. São figuras recauchutadas tentando emplacar um discurso de novo. Danôsse!
Após conversar com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, o deputado estadual Luizão Dona Trampi (PL) decidiu disputar uma cadeira na Câmara Federal. Segundo o distinto, “chegou a hora de fortalecer ainda mais a voz de Sergipe em Brasília”. O pré-candidato promete lutar “por mais desenvolvimento, investimentos, geração de empregos, segurança, saúde e infraestrutura”. Valdemar Costa Neto prometeu que o PL vai ajudar Luizão porque “ele é Bolsonaro pra valer e nós precisamos de gente assim em Brasília”. Então, tá!
Sergipe de fora
O Ministério da Educação (MEC) divulgou os dados individuais de resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) relativos ao ano de 2025. Entre as 50 melhores escolas colocadas no Brasil não tem nenhuma de Sergipe. As médias de notas das instituições de ensino são calculadas somando as notas dos alunos em todas as competências da prova: Redação, Ciências da Natureza, Linguagens, Ciências Humanas e Matemática e suas tecnologias. A primeira colocada no país foi a Escola Ari de Sá Cavalcante – Mário Mamede, do Ceará, com 801,30 de média. Cruz-credo!
Ideologia já era
A ideologia política será uma coisa rara na campanha eleitoral que se avizinha. Isso fica claro porque quase não se encontra um pré-candidato defendendo a esquerda ou à direita. Aliás, a maioria dos pretendentes a cargos eletivos está interessada mesmo é em se eleger. Na concepção de boa parte dos políticos, o que importa é o apoio do suplicante, independentemente de sua coloração partidária. Portanto, a ideologia tão fora de moda só voltará a ser lembrada depois das eleições, preferencialmente em eventos acadêmicos ou em sepultamentos de velhos comunistas. Misericórdia!
Não é bem assim
Desde que o ex-deputado federal André Moura (União) fez o Acordo de Não Persecução Penal com o Ministério Público Federal para não ser preso, os amigos do fidalgo garantem que, agora em 2026, uma das duas vagas para o Senado será dele e ninguém tasca. Há controvérsia: Em 2018, os aliados de André também davam como favas contadas a eleição dele, porém quando as urnas foram abertas os eleitos foram o delegado Alessandro Vieira (MDB) e o petista Rogério Carvalho. E olhe que naquele ano Moura ainda não havia sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal a oito anos de cadeia por peculato, desvio e apropriação de recursos públicos e associação criminosa. Marminino!
A hora da onça
A onça moradora da cédula de R$ 50 terá presença garantida nesta campanha eleitoral deste ano. Quando se aproximar o dia da votação, milhares de notas novinhas viajarão em malas pretas com o objetivo de mudar o destino dos votos. As onças também serão usadas para atrair os milhares de eleitores indecisos. Como dinheiro não fala, boa parte das cédulas estampadas com a imagem do belo felino chegará ao destino, influenciando criminosamente no resultado das eleições. Portanto, mesmo com a vigilância redobrada das autoridades, chegará a hora de a onça beber água. Arre égua!
Telhados de vidro
A campanha eleitoral que se avizinha promete uma boa briga entre os ex-prefeitos de Socorro, Fábio Henrique (MDB) e Padre Inaldo (PT), ambos pré-candidatos a uma cadeira na Assembleia. Aliás, o emedebista já começou a atirar contra o reverendo. Segundo Fábio, o prefeito socorrense, Samuel Carvalho (MDB), está “arrumando” a cidade, pois a recebeu “destruída” pela gestão de Inaldo. Sucessor de Henrique na Prefeitura, o padre alardeou ter herdado uma enorme dívida de R$ 200 milhões deixada por Fábio. Aguardemos, portanto, os próximos rounds dessa que promete ser uma renhida peleja eleitoral. Só Jesus na causa!
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