Aracaju (SE): Festejos juninos para curtir e se encantar

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O Tô no Mundo listou 12 locais e atividades que o turista, em visita à Aracaju nos festejos juninos, não deve deixar de fazer e conhecer. Das belas praias ao gosto do sorvete de mangaba, dos arraiais juninos aos bares e restaurantes, a capital de Sergipe demostra um diferencial: tem a infraestrutura de uma capital de Estado, além do jeito hospitaleiro que só os aracajuanos sabem oferecer.

Porta de entrada para se conhecer os atrativos de Sergipe, a capital tem atrativos turísticos próximos, além de proporcionar passeios durante o dia e arrasta-pé a noite. Também fica próximos de roteiros estrelados, a exemplo do Cânion do São Francisco, da Foz, de Mangue Seco (BA) e Estância, cidade que proporciona um dos mais tradicionais festejos juninos do Estado, com apresentação do sergipaníssimo Barco de Fogo. Arruma a mala e caia no compasso do triangulo, da zabumba e da sanfona, porque os festejos juninos de Aracaju são arretados de bom, afinal, Sergipe é o País do Forró.

Quadrilhas irão se apresentar em todos os dias da festa (foto arquivo Infonet: Ana Lícia Menezes)

 

Encontro Nordestino de Cultura Arraiá do Povo

Uma vila junina com apresentações de quadrilha, grupos folclóricos, grande shows e comidas típicas. Sem sombra de dúvida, o Encontro Nordestino Arraiá do Povo é a melhor opção para quem quer curtir os festejos juninos com tranquilidade e perto da rede hoteleira. O forró “come no centro” de 20 a 30 de junho, no espaço de eventos da orla da praia de Atalaia. Paralelo ao evento, o turista desfruta da infraestrutura da orla, com feiras de artesanato, restaurantes e bares. A programação com dois palcos e homenageará os 100 anos de Jackson do Pandeiro.

Forró Caju

Maior arraial junino do Estado, o Forró Caju entra a 25º edição e atrai um grande público. O espaço coberto com bandeirolas multicoloridas, além de infraestrutura de bares e restaurantes, camarotes privados, movimenta as noites do centro da capital com shows de artistas locais e nacionais. A dica é chegar cedo para evitar filas e escolher o melhor local. A festa promete reunir uma multidão até o dia 29 de junho. Não deixe de curtir um dos grandes nomes da nova geração de sanfoneiros, o sergipano Mestrinho, que contempla a programação do dia 24 de junho.

Arraiais do Arranca Unha e do Gonzagão

Dois templos dos concursos de quadrilha junina de Sergipe, atrai visitantes e sergipanos que querem se contagiar com o ritmo eletrizante das quadrilhas. A cor, o compasso, o ritmo, o som são alguns dos ingredientes desse roteiro que não pode faltar. O tradicional Arranca Unha acontece na concha do Centro de Criatividade, no bairro Getúlio Vargas e o forro do Gonzagão funciona no espaço do conjunto Augusto Franco, entre os dias 17 a 30 de junho e de 20 a 30 de junho com tradicionais representações das quadrilhas do estado.

Barco do Forró passa por pontos turísticos do centro da capital

Barco do Forró

O Barco do Forró, mais uma vez, marca a programação dos festejos juninos de Sergipe. O projeto é uma parceria público-privado e tem como ponto de partida o atracadouro da Ponte do Imperador, no Centro Histórico de Aracaju. No roteiro pelo rio Sergipe o visitante visualizará todo o centro da capital e atrativos turísticos da região de um local privilegiado, com duração 3h. Realizado todos os dias com saída às 10h, 13h, 15h, e às 18h, o ingresso custa R$ 80.

No percurso, além de desfrutar do incrível visual, os passageiros são embalados ao som de muito arrasta-pé de um trio pé de serra e bailarinos das tradicionais quadrilhas juninas sergipanas. Comidas típicas e decoração temática também compõem o clima junino da atração. Há também opções mais completas, como o passeio com almoço (R$120), passeio + transporte + almoço (R$145). Maiores informações (79) 3243-7177 ou (79) 9972 7314. www.nozestur.com.br

Marinete do Forró anima as ruas da capital

Marinete do Forró

A Marinete do Forró circula em Aracaju, gratuitamente, às quintas-feiras e sextas, sempre com partida às 14h, do Oceanário de Aracaju, na Atalaia, e seguirá para a Praia Formosa (com parada de 15 minutos); Mercados Centrais (30 minutos); Catedral Metropolitana, Centro de Turismo e Largo da Gente Sergipana, (1h20 de visitação); terminando o tour por volta das 18h na Orla da Atalaia.

O percurso total chega a cerca de quatro horas e cada passeio tem espaço para os primeiros 40 turistas que chegarem ao local da partida. No sábado o roteiro modifica e faz o circuito praias. Um ônibus, tipo jardineira, passa pelos principais pontos turísticos da cidade, embalados pelo mais autêntico trio de pé de serra.

Exposição Mamulengo de Cheiroso no Museu da Gente Sergipana

Museu da Gente Sergipana e o São João da Gente

Considerado um dos principais museus do gênero do país, o Museu da Gente Sergipana possui mostras temporárias e permanentes da cultura sergipana, além de ser totalmente interativo. Uma das maiores atrações do gênero do Nordeste, o museu deve ser visitado. O Café da Gente também chama atenção. O espaço cultural fica na Av. Ivo do Prado, 398, Centro, Aracaju – SE. Telefone:(79) 3218-1551. Funciona de terça a sexta, das 10h às 17h, sábado e domingo, das 10h às 15h.

Sala Josevende no Museu da Gente Sergipana

O Museu da Gente Sergipana se enche de cores, enfeites, bandeirolas e atividades especiais para junto com o público exaltar e manter viva a cultura nordestina. Em mais um São João da Gente Sergipana, marcado para o dia 19 de junho, as festividades iniciarão às 17h com a Feirinha da Gente, um espaço que reúne a diversificada arte sergipana feita por talentosos artistas da capital e do interior. Durante o evento, artigos e comidas típicas do período junino estarão em exposição e sendo comercializados. A partir das 18h, o público poderá assistir à apresentação da quadrilha junina ‘Vida Nordestina’, do município de Gararu; em seguida acontecerá o show da banda Baião de Três e a apresentação teatral ‘O Barco que Avoa’, produzida pela equipe educativa do Museu da Gente Sergipana em homenagem ao tradicional Barco de Fogo de Estância. O arrasta pé continuará com a banda Zé Tramela e para encerrar a festança acontecerá o espetáculo de luzes e cores do Barco de Fogo e da Guerra de Espadas. Para maiores informações sobre a programação entrar em contato com o Instituto Banese pelo telefone (79) 3218-1551.

Palácio Museu Olímpio Campos

Palácio Museu Olímpio Campos

Fica na praça Fausto Cardoso e há um café bastante procurado por sergipanos e turistas. É lá onde estão mobiliários, objetos, obras de arte do século XIX, que adornaram muitos atos públicos da história de Sergipe, por ser ali local onde por muito tempo o governo recebia autoridades. Construído para ser a moradia dos governadores, a arquitetura do palácio já é um convite ao clique.  O palácio possui um sistema de visitas guiadas, de terça a sexta, das 10 às 17h; sábados e Domingos, das 9 às 13h.

Centro do Turista entre a praça Olímpio Campos e os calçadões centrais

Centro do Turista e o Forró do Turista, catedral metropolitana e arredores

A Catedral Metropolitana de Aracaju é um dos mais significativos monumentos da arquitetura religiosa. Sua arquitetura está ligada aos elementos marcantes do neoclassicismo e do neogótico, sendo tombada pelo Patrimônio Histórico Estadual em 1985. Sua cúpula é ornamentada com belíssimas pinturas do século passado. Atualmente passa por um grande processo de restauro.

Nos arredores da praça Olímpio Campos, onde funciona a catedral, vale a pena clicar prédios que registraram a história de Aracaju. Do lado direito da catedral fica o prédio da Arquidiocese de Aracaju e da antiga Prefeitura de Aracaju; ao fundo, o Memorial do Judiciário, e do lado esquerdo, o prédio que antes funcionou a Escola Normal e hoje abriga a Rua do Turista.

Rua do Turista tem pé de serra

Não deixe também de registrar os prédios que ficam em frente à catedral, a exemplo da Câmara de Vereadores e da Procuradoria do Estado, além do lendário Cacique Café e Bistrô e da galeria de artes Álvaro Santos.

A Rua do Turista ou antiga Rua 24horas funciona em um prédio histórico no parque Olímpio Campos, pertinho da catedral metropolitana. Há comercialização de artesanatos, lojas de serviços, infraestrutura para o turista relaxar, além de bares e restaurantes. É lá onde também fica o cine cultural Vitória. Não deixe de observar a faixada principal da entrada pela praça. Construído em 1911, por muito tempo lá funcionou a Escola Modelo ou Escola Normal.

A boneca Genoveva é uma das atrações de uma das salas do Centro Cultural de Aracaju

Centro Cultural de Aracaju

No prédio que hoje abriga o Centro Cultural de Aracaju funcionou por muitos anos a Alfândega de Sergipe. Há uma sala de projeções, biblioteca, espaço cultural e de exposições, um pequeno teatro e um museu com peças sergipanas. Não deixe de visitar a sala destina às brincadeiras infantis, com bonecos do tradicional grupo Mamulengo de Cheiroso. Há uma biblioteca com um grande acervo de obras de autores sergipanos e também uma réplica do Carrossel do Seu Tobias, famoso na década de 80 por embalar o sonho de criança dos sergipanos em festividades na capital. O prédio fica localizado na praça General Valadão, no Centro da cidade, e funciona aos sábados, das 9h às 14 horas. Durante a semana o centro cultural abre das 9h às 17h, com exceção das segundas-feiras.

Doces, comidinhas e amendoim, típicos dos festejos juninos

Comidas típicas juninas, amendoim cozido e sorvete de mangaba

A canjica, o mungunzá, o zarolho, pé de moleque, beiju molhado; os bolos de puba, milho e tapioca, mingaus e licores são bem-vindos nesta temporada do ano nos arraiais do Nordeste. Em Sergipe, a boa representatividade da culinária junina pode ser apreciada durante todo o ano em um espaço do mercado Augusto Franco, bem pertinho da Passarela das Flores. O ingrediente principal é o milho e a mandioca com sabores inconfundíveis do preparo bem nordestino.

Beiju molhado e sarolho

Há também uma feirinha na praça da catedral metropolitana de Aracaju, onde o turista pode desfrutar desses sabores. Ah! Não deixe de apreciar o amendoim cozido de Sergipe, Patrimônio Imaterial do Estado devido ao cozimento à base de água, sal e limão.

Um outro sabor bem sergipano é o gostinho da mangaba. Nas sorveterias da orla da Atalaia ou no bairro Castelo Branco, a frutinha de gosto doce, mas viscoso, é um símbolo de Sergipe e não poderá deixar de ser apreciada por quem passa pelos festejos juninos. O sorvete é uma boa pedida ou até mesmo um suco em um dos restaurantes da orla, mas se observar alguma sorveteria com não deixe de pedir a mangaba.

Mercado Antônio Franco

Mercado Thales Ferraz e Augusto Franco

Entre os mercados fica a estrutura do Forró Caju, mas nada tira o brilho dos mercados tradicionais de Sergipe, onde se concentram as mais empolgantes representações da cultura nordestina, a exemplo de cordéis, frutas, cachaças, dos doces, queijos, artesanatos e comidinhas juninas.

Os mercados Thales Ferraz, Augusto Franco e Albano Franco compõem um conjunto onde a sergipanidade está presente. Doces de Propriá, rolo de fumo de Lagarto, queijo de Nossa Senhora da Glória, artigos de barro de Santana do São Francisco estão presentes no mercado de artesanato Thales Ferraz, com seu relógio ao centro e rodeado por bares e restaurantes.

Mercados centrais de Aracaju – sergipanidade

Não deixe de subir ao andar superior onde se tem uma vista privilegiada do rio Sergipe. Entre os mercados Thales Feraz e Augusto Franco a denominada Passarela das Flores faz jus ao nome por ser lá onde comercializam arranjos e flores naturais. No mercado Augusto Franco, ervas, artesanato e artigos religiosos, além de gêneros alimentícios dão o tom das vendas. No mercado Albano Franco o dia a dia dos sergipanos estão presentes nas cores e cheiros de frutas, verduras e granjeiros.

Caranguejo um dos pratos da culinária sergipana

Quebrar caranguejo na Rodovia Inácio Barbosa e Passarela do Caranguejo

É um típico hábito do sergipano, até comparado com terapia. Trocar o garfo e faca pelo martelinho é uma boa pedida para quem quer saborear a carne do crustáceo. Caranguejo cozido, quebrado de caranguejo ou de aratu, pastel, ensopado, fritada, qualquer uma das iguarias valem a pena, principalmente se for avistando a bela orla da praia de Atalaia, em um dos bares da Passarela do Caranguejo, ou à beira-mar na rodovia Inácio Barbosa, antiga José Sarney.

Amendoim cozido é o xodó entre sergipanos e turistas

 

 

 

Milho verde cozido esta presente na mesa junina

 

Sorvete de mangaba é uma das pedidas ao visitar Sergipe

 

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