Café Pequeno-Agora vai…

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E a chiquerésima Melina Gouveia, de volta dos estudos em Paris, se empolga, quando indagada pela mãe sobre o curso, e dispara:

 

– Deslumbrante, foi maravilhoso, foi incrível! Tenho que te mostrar o que eu estou pensando para a nossa coleção, depois…Porquê o ciclismo na Europa é um must e nós vamos conseguir que seja no Brasil também…

 

Que disposição! Engata a mama Fernandona e nós defensores das cidades sustentáveis suspiramos aliviados e pensamos: – Agora vai! Com a TV GLOBO na frente o que não vira febre no Brasil?

 

Há anos, nós urbanista, defendemos o ciclismo como uma das opções viáveis de transporte urbano, e o colapso das cidades brasileiras, com a redução do IPI, só comprova a tese de que as cidades jamais poderão absorver o número crescente de veículos.

 

Pode fazer viaduto, rodoanel, freeway, highway…mega estacionamentos, não adianta. Muito pelo contrário, quanto mais criamos estruturas mais atraímos veículos. É uma equação que não fecha: a indústria precisa vender e todos sonham com um carro.

 

Óbvio que a solução passa pelo transporte público de massas, metrôs de superfície, hidrovias, carona solidária etc… Mas é, principalmente, uma questão de mudança de hábito. Existe maior contradição do consumismo exacerbado do que as pessoas só andarem de carro e depois passarem horas nas esteiras das academias…andando?

 

Não há lógica!

 

O negócio é pedalar por aí e de quebra ficar malhadão, basta olhar os trabalhadores que já utilizam a bicicleta como meio de transportes. E apesar da recente proliferação das ciclovias, as cidades ainda precisam oferecer segurança e arborização aos ciclistas  para que passe a ser uma alternativa viável, especialmente, em cidades planas e ainda pequenas como a nossa.

 

 

Frida Kahlo by Tintiliano-Vila Madre-Aracaju-SE-Foto Ana Libório

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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