Perfil dos sergipanos que decidirão o pleito de outubro próximo

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 “O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” Cláudio Abramo.

“Todos os males da democracia se podem curar com mais democracia”, diz um antigo, mas contemporâneo adágio. O legado da civilização grega que influenciou todo o ocidente, por vezes, sofre interrupções através de regimes totalitários ou práticas populistas que asfixiam o poder revigorante de mudanças e estabilidade necessárias para um estado democrático.

Embora vilipendiado por políticos mal intencionados e eleitores permissivos, não há maneira mais adequada e eficiente de perceber a existência da soberania popular do que as eleições, um dos ápices que caracterizam a democracia.

No entanto, a cada dia é mais visível o desinteresse dos cidadãos em participar da política, seja na condição de candidato ou mesmo como eleitor ativo. E isto não é por acaso. Confluem para este preocupante fenômeno as investigações e condenações de políticos, nivelando por baixo todas as siglas atingidas; a péssima qualidade dos serviços públicos que não condiz com a alta taxa tributária a que o brasileiro é submetido; e as idas e vindas que a cada pleito une adversários e afasta aliados.

Descrédito seria o adjetivo mais adequado para sintetizar a relação eleitor/candidato.

Se em anos anteriores já era perceptível, agora então este afastamento tende a crescer, surgindo o que na linguagem eleitoral se convencionou chamar de abstenção.

Fazendo uma breve análise sobre Sergipe é possível afirmar que a tendência do eleitor preferir não ir à urna deve aumentar em termos reais e percentuais, em comparação ao pleito de 2014.

Naquele ano, éramos exatos 1.453.601 sergipanos alistados junto à Justiça Eleitoral e deste total compareceram 1.239.891, correspondendo a 85,30% e outros 213.706 eleitores as abstiveram, ficando na casa dos 14,70% o total dos que preferiram não votar. Se contabilizarmos apenas os votos para governador, precisamente 78.303 cidadãos votaram em branco e outros 156.786 anularam o voto.

De 2014 para cá muitos fatos acontecerem na esfera federal e estadual que criaram uma atmosfera de desesperança nos eleitorados brasileiro e sergipano. No plano nacional houve um impeachment, cassações de deputados e senadores, um ex-presidente preso e, sobretudo, a estabilidade econômica que acarretou mais despesas nas finanças familiares.

Em Sergipe também ocorrem fatos de ordem política e econômica que podem resvalar na vontade da população sair de casa no dia da eleição para escolher este ou aquele candidato. No aspecto político o famoso caso do uso das subvenções quase resultou em perda de mandato em massa na Assembleia Legislativa.

O governo do Estado se mostrou inoperante em vários aspectos como pagar em dia o salário dos servidores, segurança pública questionada, inclusive com mortes de policiais, sistema de saúde saturado e o número excessivo de comissionados na estrutura estatal.

Hoje, conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Sergipe tem 1.577.060 eleitores aptos a votar em outubro próximo. Divididos em 744.182 homens e 832.878 mulheres, ou seja, uma ligeira vantagem do público feminino. Ainda, segundo a estatística oficial, as mulheres jovens formam a ampla maioria.

No quesito grau de instrução ainda fica evidente as contradições socioeconômicas e educacionais existentes entre os sergipanos. Se somar os analfabetos e aqueles que não conseguiram concluir o ensino fundamental, mas lê e escreve, totalizam 758.944 indivíduos. Este dado é preocupante sob vários pontos, mas principalmente quando se trata da vulnerabilidade a investidas dos famosos “compradores de voto”.

Com efeito, este breve estudo serve apenas para alertar aos políticos e aos cidadãos de forma em geral de que a abstenção não é a forma mais correto de protesto. Abrir mão de decidir é algo perigoso e fragiliza a já tão combalida democracia.

 

Janier Mota aceitou ser vice de Amorim. E ontem, 25, foi dado como certo o sim de Janier Mota, vice-prefeita de Itabaianinha, para ser candidata a vice-governadora na chapa comandada por Eduardo Amorim. Foi noticiado também que o deputado  Jairo de Glória será beneficiado com o apoio dela em Itabaianinha rompendo com o governo estadual. Com isso Itabaianinha perde a chance de ter de novo um representante na Alese.

Mudanças E os rumores da rádio “Ordem Unida” é que mudanças chegarão a SSP. Sendo que um dos novos protagonista faz parte também do primeiro escalão e outro está guardado a sete chaves. 

Lá Casa de Papel em “O Preço da vice” Há seis anos, quando Déda era governador, percebeu que o diretor administrativo do Banese não estava seguindo suas orientações em primeiro lugar. O próprio Déda não perdeu tempo e o destituiu do cargo. Agora a pedido de um ex-presidente, o tal diretor retorna ao banco como assessor direto do atual presidente Fernando Mota. Perguntar não ofende: Não servia antes com Déda, qual será a serventia para hoje? 

O Dia Internacional do Agricultor Familiar e o retrato da ociosidade do Governo do Estado O ciclo da estiagem no semiárido nordestino é algo sazonal e previsível. Tanto os institutos de metrologia, e até mesmo a sabedoria popular do homem do campo, são capazes de prevê qual a próxima estiagem. Ou seja, em alguns anos são registrados invernos chuvosos e lavouras fartas enquanto noutros a pouca incidência pluviométrica.

Em Sergipe O exemplo deste fenômeno climático está ocorrendo em Sergipe com um inverno com chuvas abaixo da média e comprometendo a colheita de milho e causando prejuízo aos pequenos e médios produtores.

50% as safra de milho perdida Segundo a Federação de Agricultura do Estado de Sergipe (Faese) é possível que aproximadamente 50% da safra já esteja comprometida e causando prejuízo de cerca de R$ 78 milhões sem contar que a economia sofre uma refração de algo em torno de R$ 204 milhões.

Sem ação emergencial Diante de todo este cenário não se viu nenhuma ação emergencial do Governo do Estado que socorresse os pequenos agricultores sergipanos. Nenhuma ação paliativa, muitos menos políticas de estado preventivas que auxiliasse e potencializasse a agricultura sergipana para não ser comprometer com as estiagens. 

Oxente! Sergipe estava no caminho errado com Jackson? É Belivaldo que diz!Veja o que Belivaldo postou no twitter ontem: “Sergipe tem jeito! Com pouco mais de 100 dias como governador já estamos colocando o Estado no caminho certo, mesmo com a crise no país. E isso é só o começo.” Talvez seja por isso que Jackson pediu para ninguém votar nele para o Senado.  

Preocupação com as eleições E ontem, 25, comemorou-se o Dia Internacional do Agricultor Familiar. Criado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO). De acordo com este organismo a agricultura familiar produz cerca de 80% dos alimentos consumidos e preserva 75% dos recursos agrícolas do planeta. A agricultura familiar, no Brasil, é responsável pela maioria dos alimentos que chegam à mesa da população, como o leite (58%), a mandioca (83%) e o feijão (70%). Enfim, enquanto o trabalhador sofre, Belivaldo se preocupa com as eleições.

Vitória da Câmara Municipal de Frei Paulo E o pleno do TJSE julgou improcedente a ADI impetrada pelo prefeito de Frei Paulo, Anderson Menezes, contra a decisão da Câmara Municipal que reduziu os créditos suplementares de 80% para 5%. A assessoria jurídica da Câmara – através de Dantas e Calazans advogados associados -conseguiu provar a tese que o Legislativo preencheu todos os requisitos legais para a aprovação da lei obedecendo o princípio constitucional de separação dos poderes.                   

Serviço de péssima qualidade da Deso Quem transita pela rua ao lado da agência da Caixa dos Jardins, na Avenida Ministro Geraldo Barreto Sobral,  depara-se  com diversos buracos e um lamaçal provocados pelo serviço de uma empresa terceirizada da Deso que não fez o devido reparo. Em frente à fábrica “Edivaldo Embalagens” a lama tomava conta da rua ontem, por conta das chuvas.

SMTT sinaliza e não faz fiscalização A SMTT de Aracaju não tem jeito. Colocou diversas placas de proibido estacionar em todo em torno do estacionamento do aeroporto, mas não fiscaliza. Quem passa pelo local percebe diversos veículos estacionados bem ao lado das placas. Enquanto isso os agentes de trânsito… 

Centro de Atendimento do Ipesaúde funcionará em horário diferenciado nesta sexta-feira, 27. Nesta sexta-feira, 27, o sistema de marcação, ouvidoria e cadastro do Centro de Atendimento do Ipesaúde passará por manutenção e funcionará em horário diferenciado. O setor localizado na sede da instituição na rua Campos,177, bairro São José, em Aracaju, realizará entrega de senhas até às 12h e o funcionamento irá até às 14h. O Ipesaúde informa ainda que os outros setores, bem como as unidades da capital e interior funcionarão normalmente.

 PELO ZAP DO BLOG CLÁUDIO NUNES – (79) 99890 2018

Por que os servidores públicos estaduais tem tantos motivos para não votar em nenhum candidato da bancada governista De um servidor público estadual indignado: “Por que os servidores públicos estaduais tem tantos motivos para não votar em nenhum candidato da bancada governista, vejamos:

Vários anos sem reposição, representando 33% de prejuízos;

Mesmo tendo contribuído, vedação de recebimento na aposentadoria de periculosidade e insalubridade;

Congelamento dos salários por mais 2 anos, aprovado na Alese em dez/2017;

Extinção do 1/3 aos 24 de serviço;

Pagamentos de salário atrasado e parcelado;

Não pagamento do piso dos professores;

Risco ao emprego de 4.000 Pais e Mães, por conta da malvada criação das fundações de saúde;

Precarização das condições de trabalho;

Despesas financeiras com conotação política – nomeação de milhares de comissionados;

Aumento da contribuição do Ipesaúde, sem melhoria na prestação do serviço;

Aumento da alíquota de ICMS, que ensejou aumento de preços de produtos alimentícios;

Contratação de empréstimos que inviabilizaram as finanças do estado por mais 10 anos;

Perseguição à Delegada Danielle Garcia, por investigar crimes praticados possivelmente por políticos aliados ao governo do estado.”

 PELO E-MAIL E FACEBOOK

 NOTA PÚBLICA – Deputado federal Valadares Filho

 Em resposta à nota publicada pela Secretaria de Segurança Pública, onde Belivaldo tenta se esconder e maquiar dados sobre a triste realidade em Sergipe. Desde 2015 – quando começou o governo Jackson/Belivaldo – o Governo de Sergipe não realizou investimentos em Informação e Inteligência na Secretaria de Segurança Pública (SSP). Os dados são do “Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2017”, apresentados durante o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Valadares Filho esclarece: 

– O governador Belivaldo se esconde atrás da SSP para responder os questionamentos que fiz sobre os investimentos em informação e inteligência; e usa dados de outros governos para justificar a falta desse investimento e a situação caótica em que se encontra a segurança pública do estado. Ele precisa assumir que o governo não priorizou o setor;

– Somente no ano de 2017, o estado arrecadou R$ 6,2 bilhões. Belivaldo usou dados de 2013 e alegou investir R$ 9 milhões – incluindo governos anteriores – mesmo assim, isso representa apenas 0,03% da arrecadação estimada pelo governo dos últimos cinco anos. Ou seja, como disse anteriormente, o governo não priorizou o serviço de informação e inteligência da secretaria de segurança porque não quis;

– O questionamento feito a Belivaldo é para que ele explique porque não investiu. Em nenhum momento foi questionado o trabalho realizado pelos profissionais, os quais reconheço e valorizo. Entendo que, se ainda funciona alguma coisa na segurança pública no estado, dar-se à dedicação e boa vontade das corporações das polícias civil e militar, pois se dependesse do governador, os números seriam bem piores;

– O governo Belivaldo/Jackson ainda usa as práticas da velha política, mentindo para a população e deixando claro que não tem vocação para cuidar de gente. Neste momento, já que ele não se preocupa com o povo, deveria se preocupar em fechar as contas e apagar as luzes deste governo que já acabou e felizmente vai embora em dezembro. 

NOTA DE REPÚDIO – Sindicato dos Radialistas a demissão da colega radialista Larissa Rotay

Recebemos com indignação e repúdio, a noticia que está repercutindo nas redes sociais, que a nossa colega radialista Larissa Rotay, foi demitida da Emissora de Rádio Xodó AM 1520 HZ, da cidade de Tobias Barreto/SE, após se recusar a receber em seu programa, o atual prefeito dessa mesma cidade, Diogenes Almeida, que é acusado de ser o mandante do assassinato de seu pai, ocorrido em 2002 e que teve ampla repercussão na mídia, por se tratar de um crime bárbaro, contra o nosso também colega, o ex radialista Cláudio Rotay.

O sindicato dos Radialistas de Sergipe está à disposição da radialista para qualquer solicitação e apoio.

Um profissional ser demitido como forma de punição, por não aceitar em seu horário de programa, receber um cidadão, pelos motivos já citados acima é inadmissível, vergonhoso e cruel. Repudiamos com veemência essa atitude arbitraria da Rádio Xodó AM, que antes de tudo, deve zelar pela integridade física e moral de seus colaboradores, e nesse caso especifico, deveria proteger sua funcionária de tamanha exposição vexatória, depressiva e injusta.

Infelizmente essa é a realidade que os Profissionais da Imprensa de Sergipe vêm enfrentando. Somos mecanismos de quem busca e clama pela justiça, estamos aqui para informar, investigar, divulgar, esclarecer e entreter as pessoas e infelizmente, nosso trabalho vem sendo por várias vezes, impedido de ser realizado com dignidade.

DO BLOG ESPAÇO MILITAR

 Assessor jurídico da AMESE, Márlio Damasceno, faz sustentação perante ao pleno do TJSE, buscando que seja assegurado ao militar da reserva o direito de portar arma de fogo.

Na manhã da quarta, dia 25, o assessor jurídico da AMESE, Dr. Márlio Damasceno, fez sustentação em processo de revisão criminal de associado da entidade, que terá uma abrangência para todos os militares sergipanos da reserva (PMs e BMs), visto que o entendimento ainda em vigor pelo TJSE, é que que o policial e bombeiro militar da reserva não tem direito a portar arma de fogo.

Em virtude da condenação do associado da AMESE, o Dr. Márlio adentrou com revisão criminal mostrando diversas legislações pertinentes ao caso em tela, bem como, o prejuízo e o risco que causaria aos militares sergipanos da reserva, caso esse entendimento fosse mantido, pois o militar da reserva, jamais deixa de ser militar, chegando ao ponto de evitar cometimento de crimes e até mesmo prender criminosos, utilizando dos 15 minutos regulamentares para fazer a devida sustentação oral, requerendo na oportunidade, que os efeitos da ação em tela fosse extensiva a todos os militares da reserva, evitando assim que outros fossem condenados por porte ilegal de arma de fogo, visto que existem outras condenações em casos idênticos.

A primeira audiência acerca do fato se deu no dia 13 de junho do corrente ano, tendo continuidade nesta quarta e sendo marcado seu julgamento final para o início de agosto, e as perspectivas são muito boas.

O vereador Cabo Amintas esteve presente à sessão e fez questão de hipotecar solidariedade ao pleito do assessor jurídico da AMESE, bem como parabenizar pela luta em prol da classe militar.

Outros militares, da ativa e da reserva que estavam presentes, também fizeram questão de destacar a luta do advogado em assegurar os direitos dos miliares sergipanos.

 

Democracia direta  por Antonio Samarone.

A discussão entre a democracia direta e a democracia representativa já esteve na ordem do dia. A Constituição de 1988 abriu espaços para a criação de ouvidorias, conselhos consultivos, conselhos deliberativos, audiências públicas, portais de transparências e outras formas de controle social. Eram formas incipientes de democracia direta.

A ideia era o cidadão controlar diretamente os poderes, sem enfraquecer os controles formais (parlamentos, tribunais de contas, ministérios públicos, etc.). Uma militância cidadã apostou nos Conselhos (saúde, educação, idosos…), em torna-los paritários e deliberativos. No papel se conseguiu certos avanços. Na prática, eu tenho lá as minhas dúvidas. A cidadania não funciona fragmentada. Hoje é o poder que cria os conselhos, quando lhe interessa.

Houve governantes que marcavam um dia na semana para receber o povo em audiência. Cada um levava as suas queixas e desejos. O líder, diretamente, dava um encaminhamento. De pedidos de emprego ao calçamento de ruas. A pauta era infinita: um ponto em via pública para vender umas coisinhas, transferências de um funcionário, soltar um filho preso injustamente, etc. Os pedidos maiores eram em audiências privadas, feitos por gente graúda.

A utopia da democracia direta, da Ágora grega, chegou a outros ensaios. O “Modo Petista de Governar” (lembram-se?) inventou o orçamento participativo. Comitivas de gestores iam de bairro em bairro realizando assembleias. Escolhiam-se delegados para uma plenária geral, onde as prioridades seriam aprovadas. As autoridades juravam que seriam cumpridas.

Isso tudo é passado, é história. A democracia direta agora é outra. Gestores estão usando as redes sociais, entrando ao vivo, para baterem papo com internautas. Uma conversa direta do líder com as pessoas. O líder desligado dos partidos, das ideias e dos projetos; e as pessoas atomizadas, cada uma em seu canto, cobrando pequenas providências ou reclamando de promessas não cumpridas. Um esgoto esto urado, a vacina que faltou, a lâmpada que não foi trocada, etc.

Essa Ágora virtual só tem vantagens para o líder: ninguém pede favores pessoais em público, as respostas podem ser seletivas e gente alugada pode entrar só para elogios. As pessoas estão ali atomizadas, desorganizadas, numa relação despolitizada. Qualquer crítica ou observação incômoda vira uma questão pessoal, facilmente deslegitimada. O contraponto do líder é simples: “só você não enxerga as coisas boas que eu estou fazendo”.

Foi a essa democracia que chegamos. Claro, o jogo real de influencias, favores e privilégios não passa por essa “mise en scène”. Mesmo assim, não quero nenhum tipo de ditadura. É melhor essa democracia de audiências do que tiranos e salvadores da pátria.

ARTIGO

Música sergipana. Isonomia = Respeito  por Sérgio Lucas*

Somo-me à indignação do senhor Antônio de Moraes Filho, presidente do SINDIMUS, ao denunciar, mais uma vez, o tratamento desrespeitoso e humilhante que sempre é destinado ao músico sergipano quando contratado pelo Poder público. Este, o músico nascido ou radicado em nosso estado, além de ter cachês que, o mais das vezes, não atingem o patamar de dez por cento do que é pago ao chamado “artista de fora”, recebe em data incerta, um “sine die” que acarreta uma agonia diária, enquanto as chamadas “grandes atrações nacionais” somente assinam o contrato com o pagamento antecipado de 50% do valor do cachê, e não sobem ao palco sem que antes percebam a metade restante.

Sempre que algum artista ousa denunciar esse estado de coisas, a consequência é a perseguição, o esvaziamento do número de shows, o “não atender aos critérios subjetivos” que permeiam contratações desse tipo. Assim, por receio de ver minguar os já minguados caraminguás, há um silêncio público eloquente e um “cale-se” tácito que se sorve amargamente.

No entanto, calar-se, a essa altura dos repetidos acontecimentos, transmuta-se de sobrevivência em subserviência, num jogo de culpas em que a omissão descamba em covarde conivência. O famoso “Quem cala, consente”!

É mais que passada a hora de denunciar o descalabro que é a falta de isonomia entre os tratamentos destinados aos nossos músicos quando da contratação com órgãos públicos. Se a consequência será o olhar atravessado e o alijamento em seleções, melhor pagar esse alto preço que não ser pago por um serviço prestado ou ser cúmplice de uma injustiça.

Alegar entraves burocráticos é um sofisma que cai por terra quando se constata que os músicos de outras plagas recebem os seus merecidos cachês religiosamente em dia (Se não tem para um não deveria ter para o outro).

Aduzir que as denúncias têm motivações políticas é atacar o mensageiro pelo conteúdo da mensagem, sem a hombridade de confirmar que a notícia é verdadeira ou refutar-lhe a veracidade.

Mister registrar, por dever de justiça e apesar da injustiça sofrida, que a crítica não se destina a um ou outro administrador em particular. Mesmo porque a prática é disseminada em quase todos os municípios sergipanos e as raríssimas exceções não têm o condão de contagiar beneficamente os seus pares.

Já que a consciência não vem espontaneamente daqueles que nós elegemos como gestores públicos e que deveriam prezar pela valorização da nossa cultura, as soluções possíveis seriam: 1. União dos músicos sergipanos para, uma vez contratados, recusarem-se a subir aos palcos sem que o pagamento fosse da mesma forma que se paga os artistas de outros estados (Fazer isso no dia do show); 1.1. Massiva campanha de denúncias por parte dos prejudicados; 2. Fiscalização do Ministério Público para que, na defesa do interesse social e da cultura local, todos tenham direito a um tratamento isonômico (arts. 127 e 129, CF); 3. Legislações municipais e estaduais, estabelecendo que nenhum artista receba qualquer remuneração antes do efetivo pagamento aos músicos locais.

Em apotegma do sergipanês: “Respeito é bom e eu gosto”!

*Sergipano, compositor, poeta, cantador, escritor, acadêmico da ALAS e ACLA.

PELO TWITTER

 www.twitter.com/ComsensoWeb FanFM @Georg_Magalhaes diz q assassinato do Capitão Oliveira vai atingir um grande membro da SSP

 www.twitter.com/frednavarro O Twitter sem humor é uma rede de notícias chatas e de boatos sem graça. O Twitter com humor é uma rede de notícias ótimas e de boatos criativos.

 www.twitter.com/gestor_robson Me perguntam: “Até quando vou conseguir lidar com pouco dinheiro? “ -respondo- “ , até quando vc aprender que o ambiente só lhe dará aquilo que vc realmente consegue suportar”.

 www.twitter.com/riltonmorais As praias são lindíssimas, a comida saborosíssima, as pessoas simpáticas… O problema é a violência que assola o Brasil e cresce assustadoramente no meu Nordeste. O turismo fica prejudicado.

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 Frase do Dia

O futuro tem muitos nomes.

Para os fracos é o inalcançável.

Para os temerosos, o desconhecido.

Para os valentes é a oportunidade. Victor Hugo.

 

 

 

 

 

 

 

 

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