COMEÇOU A GUERRA NA TV

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Depois de assistir, sem qualquer tipo de preferência por candidato A, B ou C, os programas eleitorais gratuitos, ontem à noite, na TV, pude ter finalmente a certeza de que o embate vai ser duro, duríssimo mesmo, no pleito ora em curso. Afinal, ninguém está para brincadeiras.

 

Todos os partidos capricharam na estética dos programas. Fizeram bonito. E tentaram, de todas as formas, ser convincentes no recado dado ao eleitor, utilizando-se de modernos recursos tecnológicos disponíveis no mercado. O trabalho de edição de todos eles também foi primoroso, como era de se esperar. Portanto, nesse quesito, os profissionais responsáveis merecem aplausos.

 

No tocante ao conteúdo, no entanto, em minha singela opinião, ficou claro que certos candidatos vão ter dificuldade de convencimento em áreas consideradas fundamentais, por não terem o que apresentar ao eleitorado. E isso é um complicador para quem almeja ser chefe do Executivo, nos próximos quatro anos. Nessas horas, o povo quer mesmo é saber de resultados concretos e não se sensibiliza com retórica. Foi-se a época em que grandes oradores mobilizavam multidões com o simples manejo das palavras…Com promessas vazias, inconsistentes.

 

Ontem, por exemplo, pode-se perceber a fragilidade de alguns dos principais personagens neste pleito, diante de algumas situações:

 

1 – O candidato João Fontes, talvez por conta de seu exíguo tempo na TV, mostrou fotos de episódios que marcaram sua brilhante atuação no Congresso sem muitas explicações para o telespectador que, em sua maioria, tem memória fraca. E cometeu o deslize de gesticular muito, falando em coragem com um sorriso nos lábios. Não passou firmeza.

 

2 –  João Alves Filho, por sua vez, pegou a mania de ser professoral. E ninguém, convenhamos, agüenta aulas pela televisão, à exceção do Telecurso Segundo Grau que é muito bem trabalhado para não ficar enfadonho. João Alves precisa de leveza ao falar e de imagens fortes que o substituam no vídeo. O tema do São Francisco foi bem escolhido para o primeiro programa, mas as imagens utilizadas não corresponderam às explicações fornecidas pelo governador. Eu particularmente não senti visualmente a “morte do rio”.

 

3 – Já o programa de Marcelo Déda, muito bem produzido por sinal, nos deu a oportunidade de saber que ele brincava no pátio da escola quando criança. E deixou claro que os principais projetos e ações de sua administração na PMA foram, na realidade, realizações do governo federal. Fez justiça, assim, ao compadre Lula, que também é candidato.

 

Mas isso não quer dizer nada. Apenas pequenos detalhes dos programas de ontem. Todos eles terão tempo suficiente para maquiar suas fragilidades nos próximos programas, na tentativa de convencer o eleitorado de que representam o melhor para Sergipe. 

 

 

 

 

  

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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