DIA DAS MÃES

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No próximo domingo, dia nove, comemoraremos o dia dedicado às nossas Mães.

Diferentemente do que podemos imaginar esta comemoração, como muitas outras,  não nasceu, simplesmente, para atender aos anseios do comércio, posto que, segundo os órgãos que se ocupam de verificar estas ocorrências, declaram que o dia das mães só perde, em negociação comercial, para o dia do natal.

Mas não foi essa a intenção primeira dos idealizadores deste tão justo preito  àquelas que nos deu a vida. Na verdade, segundo conta a história, a origem desta homenagem às Mamães remonta a mitologia, passando pelas celebrações primaveris da Grécia antiga, quando em honra de “Rhea”, mulher de “Cronos”, mãe dos deuses e deusas do “Olimpo” eram feitas celebrações.

Em Roma, estes festejos tiveram início por volta do século três antes de Cristo, com as homenagens a “Cybele”, a também mãe dos deuses e deusas da mitologia Romana.

Na Inglaterra, no início do século XVII, foi instituído “Mothering Sunday”, ou seja, o domingo das Mães, muito parecida com a que existe nos dias atuais: os filhos que normalmente trabalhavam longe de casa, ganhavam de seus patrões, um dia de folga para visitar a sua casa materna, quando, durante as missas, aqueles filhos entregavam presentes para suas mães, a comemoração prosseguia nas suas casas quando elas serviam aos filhos visitantes, o “Mothers Cake”, (bolo da mamãe) Para tal festividade foi escolhido o quarto domingo da quaresma.

Nos Estados Unidos da América, foi sugerido, em 1872, pela poetiza nova-iorquina Julia Ward Howe, membro da Igreja Unitariana e mais alguns simpatizantes, unidos contra os terrores e as crueldades da guerra, a criação de um dia especial dedicado às mães e à paz.

Porém, somente no início do século passado esta idéia se consolidou com a proposta, feita por Anna Jarvis, em 1904.

 A idéia de Anna era criar uma data em homenagem a sua Mãe por ter sido ela um exemplo de mulher, pois havia prestado serviços comunitários durante a Guerra Civil Americana.

Seus pedidos e sua campanha foram atendidos  e a data foi oficializada, em 1914, pelo Congresso Norte-Americano. A lei, que declarou o Dia das Mães como festa nacional, foi aprovada pelo presidente Woodrow Wilson.

Após estes eventos, a data espalhou-se pelo mundo todo, porém ganhando um caráter comercial. A essência da data estava sendo esquecida e o foco passou a ser a compra de presentes, ditados pelas lojas como objetivos meramente comerciais.

Este fato desagradou Anna Jarvis, que estava muito desapontada em ver que o caráter de solidariedade e amor da data estava se perdendo. Ela até tentou modificar tudo isso. Em 1923, liderou uma campanha contra a comercialização desta celebração, não conseguiu, embora com muita repercussão, a campanha pouco conseguiu mudar.

Em Portugal, até a alguns anos atrás, o dia das mães era comemorado no dia 8 de dezembro, mas atualmente esta data é comemorada, também, no segundo domingo de maio em homenagem a Maria, Mãe de Cristo.

No Brasil, a primeira comemoração é datada do dia 12 de maio de 1918, promovida pela Associação Cristão dos Moços, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Porém, com o Decreto assinado por Getulio Vargas em 1932 ficou estabelecido que o dia das Mães seriam, como de fato ainda são, comemorados nos segundos domingos de maio.

O dia das Mães é uma data especial, pois as mães recebem presentes e lembranças de seus filhos e, para o comércio, é considerada a segunda maior data em volume de negócios, perdendo, apenas, para o natal.

Mas, acredita-se, que esta data, todos havemos de concordar, é mais uma daquelas em que perdemos a grande oportunidade de resgatar o sentido de amor, família e lar, que no momento, graças às facilidades e a velocidade com que as coisas estão acontecendo, são valores distantes e quase perdidos num emaranhado de obrigações e compromissos sem fim que divide e afasta as pessoas

Não são os presentes que fazem a felicidade das Mamães. Não! O que elas desejam mesmo é abraçar e beijar seus “meninos” e “meninas”, não interessa se têm 5, 10, 15, 50 ou 60 anos; para uma mãe o filho é sempre criança e é também a pessoa mais importante.

Não esqueça o maior presente para a sua mãe é você.

 

 

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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