E o Capitão prossegue

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A julgar pelo que se lê na grande mídia tudo vai mal no Brasil.

Como poderia ir bem se as eleições presidenciais decepcionaram a grande imprensa, em maioria?

Por acaso a grande mídia deglutiu o seu grande fracasso, enquanto formadora de opinião?

Não foram tantos os seus desencontros explicitados diante do caos econômico acontecido e constatado?

E tal desordem não permanece ainda muito mal explicada?

Em tantas opiniões emitidas, norteadas no costumeiro golpismo, não se procurava apenas derrubar mais um governo?

Uma derrubada fingida de defesa renhida da democracia, só para perdurar o descaso por simples troca de figurantes e figurinhas, de modo a persistir a mesma inércia, em resistente inépcia, de tantos inculpados e anistiados, por conveniência de ocasião?

Criminalizados mesmo, por derradeira proximidade, restaram Lula, que refestelou a tantos mas que hoje cumpre prisão em Curitiba, Dilma, por suas caneladas e piadas, entre excedidas “pedaladas”, execradas e denunciadas e que jamais tinham sido cometidas e reconhecidas em terra pátria,  e um bando de ladrões, em denúncias de “caixas 2”, este novo “pós-de-arroz”, que sem alardes de noticiário, maquia ocultas patranhas e antigas artimanhas, em desafio à investigação comum mortal.

À parte tudo isso, o noticiário se interessa agora em desancar o “Mito”, o Presidente mal digerido, já que vem cansando de falar sobre o assassinato da Vereadora Marielle, agora que seus autores foram encontrados.

O que não se fala é a pergunta que não quer calar: O que essa mulher teria feito para despertar tanto ódio?

Teria sido a “causa criminis” de seu fuzilamento, mediante extremo ódio doentio, a sua condição feminina, mesmo que esta se enunciasse, definisse e exercesse uma feminilidade divergente do tradicional e corriqueiro?

Como tal resposta não interessa, politicamente falando, prefere-se insinuar que há um elo entre o crime e o Presidente Bolsonaro, afinal não se insinua uma vizinhança capciosa entre os eventuais matadores da Vereadora com o “Capitão ‘homofóbico’”?

O curioso é que ninguém destaca que em apenas três meses do governo Bolsonaro, elucidou-se a autoria do delito.

À parte tudo isso e pedindo vênias por ter o direito de exibir minhas dissonâncias, denuncio também minha discordância ao comum noticiário.

Refiro-me agora ao Governo Bolsonaro.

Hoje, passado o dia de São José, perfazem 80 dias (31 dias de janeiro + 28 de fevereiro + 21 de março) de governo do Presidente Bolsonaro.

Nestes 80 dias, o Capitão esteve hospitalizado pouco mais de uma quinzena entre sanatório e leito, em convalescença à cirurgia de reposição da cloaca intestinal.

Estéril e sem bater estaca, o Congresso, veja que loucura?, ficou inoperante todo o mês de janeiro.

A posse dos novos Deputados e Senadores aconteceu no dia 1º de fevereiro, ficando o resto do mês para as confabulações visando as constituições de comissões e lideranças.

Quanto ao mês de março neste ano aconteceu o carnaval.

Em meio a estes oitenta dias de governo, Jules Verne teria dado volta ao mundo.

Isso, porém, é ficção de outro tipo; sem maldade.

Não interessa à imprensa, que nesse tempo não cansou de externar suas antipatias, denunciando como vacilos e hesitações do Presidente, quanto às diretivas a serem tomadas.

Para a mídia o país estava acéfalo, com Ministros incapazes, com destaque para Sérgio Moro convidado a recuar da nomeação de uma senhora Ilona Szabó, inserida qual cavalo de troia no Planalto, em desacordo com o governo.

Em vacilos bobós, um outro Ministro, o Bebiano, resolveu posar de bem na telona e foi chamado de mentiroso por um dos filhos do Presidente, o Eduardo.

Como a mentira tem pernas curtas e nasal extenso, deu um auê danado. – “O presidente precisa calar os filhos!” – repetiam gregos, troianos, babuínos e bebianos à exaustão, quando os problemas todos o sabemos, não eram dos filhos, mas do pai. – “Ele não devia estar ali”.

E Bebiano que confabulara mal  por bdemais, foi mandado embora e falta mais não faz.

Falou-se também da Ministra Damaris. Só porque usou uma velha alegoria: “menino veste azul, menina veste rosa!”

– “Que heresia!” – gritaram muitos em diacronia.

Já o Ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, este vem sendo combatido com fogo e ferro em brasa, uma caça a bruxas; por demoníaco, medieval; em pleno século XXI!

Querem-no inserir nas fogueiras sempre erigidas pela intelectualidade que odeia o divergente, ou quem lhe pensa dissolvente.

Condenam o seu pensar, por ser um aguerrido combatente contra o ‘Globalismo’, esta tese vigente que anula as nacionalidades em nome de um internacionalismo que tudo nivela, amordaça e macera, num comum estuário degradado.

Criticam-no sobremodo, por ver no Presidente Donald Trump, um eventual “salvador do mundo ocidental” frente ao globalismo, e por ser um admirador do Filósofo Olavo de Carvalho.

De Olavo de Carvalho, há uma verdadeira fobia a seus escritos.

Creem-no como uma entidade malévola tipo Dr. Silvana, o vilão do Capitão Marvel, ou alguém dotado de mil olhos sinistros como os do Dr. Mabuze.

Em verdade, os escritos e vídeos de Olavo de Carvalho são fascinantes, em meio a tanta pasmaceira estagnante.

O problema é que o seu pensar desmistifica e desmoraliza a nossa vasta intelectualidade, aí incluídos Professores da USP, da UNICAMP, seus repetidores Brasil afora, beletristas escritores e ensaístas que abominam aqueles que lhes pensam distintamente.

Poder-se-á dizer que Olavo de Carvalho é cruel com os seus combatentes, usando inclusive bem ou mal apropriados xingamentos, com alguns conceitos bem assestados em baixo calão.

Isso, todavia, se não é um convite à polêmica, tem suscitado muita fuga ao debate, com escusas fingidas de enojada desqualificação.

Ao desqualificá-lo, a grande imprensa trata-o com desleixo, negando-lhe o valor, a verve, a inteligência e o bom argumento.

Preferem-no tratar como “astrólogo”, negando-lhe o título de Filósofo, por não possuir um diploma, que assim o gradue.

Talvez seja por causa deste incabível desmerecimento que os seus textos estejam cada vez mais divulgados.

Insolências outras à parte, o Ministro da educação, Sr. Ricardo Velez Rodriguez, foi espinafrado Brasil afora por ter sugerido que o nosso alunado cantasse o Hino Nacional.

Oh! Suprema idiotia! Cantar! E logo esse hino? Não valeria melhor no lugar do nó suíno, um coicear asinino?

Asnices à parte, houve um choque geral no meio do carnaval, quando “espíritos pudicos” viram o Presidente divulgar na sua página pessoal o chamado “Golden shower”.

Ah! Que terrível! Um Presidente da República divulgar cenas tão desprezíveis! – “Esse homem não pode ser Presidente! Tem que ser impedido por falta de decoro! Convoquemos o Mourão”, agora o novo queridinho da nação.

Mas, enquanto Mourão suspira e conspira já com aplauso contido mais ainda  envergonhado, ouso dizer em coro contra, que eu estou vendo o Capitão mais acertar do que errar.

Na visita aos Estados Unidos o noticiário explicitou e cabe alguma análise em contraponto.

  1. “Ex embaixador teme postura subserviente a Trump.”

No meu intuir, todo “Ex” precisa entender que “Ex” não é nada. Foi!

Como diz Fernando Pessoa sobre o voo das aves que passam e não deixam rasto: “O que foi não é nada”.

  1. “Bolsonaro confunde Washington com Disney”, disse um articulista do UOL.

Em verdade, o articulista de má ironia, ao dizer que Bolsonaro confunde Washington com Disney, talvez tivesse confundindo em melhor euforia a própria mãe com a placenta de sua razia.

  1. “Deus, PT, mercado e piada de homofobia: a 1ª fala de Bolsonaro nos EUA”.

A “piada de homofobia” foi Bolsonaro dizer que “com Guedes foi amor à primeira vista. No bom sentido, há, há há!” Em pura descontração.

Isso, todavia, é homofobia. Outro sentido do namoro é que tem melhor valia.

  1. “Decreto de Bolsonaro vai causar perda de R$60 milhões com isenção de visto”.

Em salvaguarda da independência nacional, na velha xenofobia pátria, a imprensa gostaria que o Decreto eliminasse reciprocamente os vistos.

Seria a melhor cura para nossos males, afinal ricos e pobres iriam de malas e cuias para ali.

  1. “O Ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, deu ‘chilique’, porque o Eduardo Bolsonaro e não ele participou da reunião com o Presidente Trump no Salão Oval da Casa branca.

O Presidente Bolsonaro reafirmou impassível que saberá calar e enaltecer os filhos, goste a imprensa ou não. Se foi um ‘embaixador substituto’, ou não, seu comportamento não destoou o ambiente.

O Presidente Trump sorriu bastante e nenhum jornalista lhe deu patadas nem sapatadas.

Enfim e parando por agora, em tantas sapatadas disparatadas da mídia o Capitão Bolsonaro prossegue impassível na sua caminhada.

Como só se enxerga o que se deseja, vamos em frente.

O tempo dirá se o seu comando seguirá firme.

Por enquanto está indo bem, embora se diga o contrário.

Mas, que vão tentar derrubá-lo… Isso não será novidade.

A novidade será o Brasil dar certo, porque a novidade deste momento é a declaração de prisão do Ex-Presidente Temer e sua assessoria.

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