Em Casa Também se Viajar: Feira do Largo da Ordem em Curitiba (PR)

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A Feira do Largo da Ordem acontece no bairro São Francisco, uma localidade charmosa e repleta de atrativos

Quando tudo for o novo normal, roteiros ao ar livre e com pouca aglomeração serão bem prestigiados pelos viajantes. Aqueles destinos que promoverem suas atrações alicerçados com as recomendações de segurança em saúde serão a bola da vez. As feiras de largo ao ar livre poderão ser um deles . A série  “Em casa também se Viaja” vai até o sul do Brasil, em Curitiba (PR), para mostrar uma das atrações da cidade nos finais de semana: a feira do Largo da Ordem, que é considerada uma das mais importantes feiras do gênero da América do Sul por apresentar diversidade, quantidade de produtos, boa gastronomia e regionalidade. Com certeza continuará sendo um atrativo.

Largo da Ordem em dia de evento atraia gente de todo o país

Nos finais de semana os parques, os mercados e as feiras são tomados por moradores e turistas em busca de tranquilidade, relaxamento e diversão na bela capital dos paranaenses. Antes da pandemia, aos sábados, na Praça da Espanha, no bairro Batel, uma feira de carros antigos e antiguidades atraia visitantes. Aos domingos, os visitantes mudavam de destino e seguiam para a Feira do Largo da Ordem, um dos atrativos que certamente continuarão para quem quer conhecer as tradições paranaenses e um pouquinho do mundo em um mesmo local.

Porcelanas ucranianas e objetos russos

Artesanato e música peruana, porcelanas polonesas, quadros e pôsteres franceses, artesanato em couro argentino e produtos de madeira uruguaia. O mundo estava presente um pedacinho do centro histórico de Curitiba (PR).

Entre prédios seculares da praça Garibaldi (praça do Relógio das Flores) se misturavam gente de todos os cantos do Brasil para conhecer a famosa e agradável Feira do Largo da Ordem. Convergiam para lá todas as tribos, desde adeptos das religiões hinduístas, budistas a muçulmanas; motoqueiros e roqueiros, turistas, moradores e famílias inteiras em busca de garimpar um objeto de arte e das comidinhas do tradicional encontro curitibano aos domingos.

Artigos de couro e produtos naturais

Tradicionalmente, são mais de oito quadras cobertas com barraquinhas multiculturais que incluem desde objetos de decoração, pinturas, livros, bolsas, bijuterias, lembrancinhas da cidade, roupas, entre outras especialidades. Vende-se de tudo um pouco. De artigos de couro e bonecas de pano aos móveis rústicos e objetos antigos; do imã de geladeira as capas de celulares; dos tradicionais pasteis ao típico focaccia (pão de origem italiana).

Antiguidades e quinquilharias

A cada caminhada o turista encontra surpresas, a exemplo de uma feirinha de antiguidades com objetos de arte e discos de vinil, em frente à Igreja da Ordem.

Antes da pandemia. Aglomeração terá cuidados especiais

O passeio também inclui os prédios que ficam no entorno da feira, a exemplo do Museu Paranaense, com um acervo de mais de 400 mil itens, entre artefatos indígenas, moedas, pedras, insetos, pássaros, borboletas e artigos históricos. O Relógio das Flores fica em meio à feirinha, bem em frente ao Palácio Garibaldi. Há também o Memorial de Curitiba que vale a pena uma visita ao prédio em estilo moderno que contempla exposições e curiosidades sobre a capital paranaense.

Guloseimas e produtos regionais do Sul do Brasil

Contemplar as torres da igreja do Rosário, da Presbiteriana Independente e da mesquita Imam Ali Ibn Abi  Talib em quase que no mesmo quarteirão também faz parte do passeio. Saber que ali são frequentados de religiões diversas em um único denominador comum: a fé, é um bom começo para lembrar da paz entre às religiões. É bem interessante ouvir também os mantras dos seguidores Hare Krishna em cortejo pela multidão. Ali a unissonidade entre as religiões é um atrativo a mais.

dDversidade de Público e de religião

Mesquita – O templo religioso valeria um post à parte aqui no blog, tamanha a quantidade de detalhes e costumes dos fiéis de Alah. As inscrições nos arcos do teto, o lustre, o painel da cidade de Meca, as pedras trazidas por fieis, os mantras, a iluminação, os masbahas (terços islâmicos).

Mesquita é um dos templos visitados aos domingos
Masbahas (terços islâmicos)

Para conhecê-la o turista deverá seguir alguns costumes, como entrar de pés descalços e as mulheres cobrirem a cabeça com um véu disponibilizado por eles. Quando visitar, sinta como é gratificante a energia do templo religioso e o bom relacionamento que tem todas as vertentes do islamismo em um único espaço de adoração, a exemplo dos xiitas e sunitas. A conciliação entre as diferenças das duas vertentes no mesmo teto é uma das curiosidades da mesquita.

Fé e beleza na Mesquita de Curitiba

Caso sinta-se cansado e com fome, a dica é escolher um dos restaurantes ou bares da redondeza. Em um deles, as tradições alemãs estão presentes por toda a parte: na decoração, nas cores, nos trajes e no cardápio.

Diversidade e todos das tribos se reúnem aos domingos

No mais, a Feirinha da Ordem é um bom passeio para quem quer conhecer às tradições culturais paranaenses e seus colonizadores. Desde artigos para presentes e comidinhas típicas, à multiculturalidade e diversidade de etnias se fazem presentes e merece que você planeje sua próxima viagem.  Não é por acaso que mais de 15 mil pessoas convergiam para este pedacinho antigo de Curitiba. Faça parte dessa estatística.

Dicas de viagem

Memorial Paranaense vale a pena uma visita

A feirinha do Largo da Ordem não está funcionando por conta da pandemia, mas os expositores em conjunto com os governantes montaram um site de vendas online dos produtos através do endereço https://feiradolargo.curitiba.pr.gov.br/

A mesquita está fechada mas prestes a abrir sem aglomerações, aos domingos, das 10h às 13h30. A entrada é gratuita. Fica na rua Dr.Kellers, 383, bairro São Francisco, perto da Praça João Cândido.

Quando planejar a viagem, se quiser ver todas as coisas com tranquilidade é sempre bom chegar cedo, pois a partir das 11h, principalmente em dias de sol, fica muito cheio e meio complicado até de andar. A feira também termina no início da tarde.

A feirinha não tem ambulantes cortejando clientes a todo o custo, nem pedintes. Há uma sensação de segurança e todos os expositores seguem normas e deveres para poder trabalhar ali

Mesquita une xiitas e sunitas no mesmo templo

Vale à pena visitar o Memorial Paranaense. Há exposições permanentes com artistas da região e um local bastante visitado que remota a origem da cidade.

Largo da Ordem onde acontece a feira aos domingos

Preste atenção no traçado arquitetônico da praça Garibaldi, a direita, com a igreja católica do Rosário, e a esquerda, com a igreja Presbiteriana Independente de Curitiba. No entorno também ficam bons restaurantes em casarões restaurados.

Caso queira aliar a feirinha com um passeio a pé pelo centro antigo de Curitiba, a dica é conhecer mais adiante o Paço da Liberdade, com o palácio que já abrigou a sede do executivo municipal e único na cidade tombado pelo Patrimônio Histórico Nacional, hoje um espaço multicultural que abriga o Café do Paço. Ali também funciona o Mercado das Flores entre casarios antigos. Conheça também o calçadão da Rua XV e a praça General Ozório e a catedral de Curitiba.

Gastroterapia

Carne de onça é um prato típico da região de Curitiba

Você já ouviu falar em carne de onça? Prato típico da região de Curitiba, não se sabe ao certo como ele surgiu, mas na contemporaneidade ele é servido nos principais restaurantes da cidade. A carne crua moída na hora – que não é de onça, mas de boi – é servida com bastante cheiro verde ou cebolinha, azeite de oliva de primeira, cebola branca fininha, em cima de uma broa. O prato acompanha, por vezes, um molho de gosto apurado preparado com mostarda, alho e pimenta do reino.

Pertinho da feira fica o tradicional Bar do Alemão, considerado um ponto gastronômico e turístico da capital e que serve a carne de onça, patrimônio cultural dos paranaenses e que tem até um festival para saber qual restaurante faz o melhor prato.

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