Formação docente no século XXI: PIBID e Residência Pedagógica na UFS

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Ana Beatriz Santana Andrade

Graduada em Letras Português/Inglês.

Mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente.

Integrante do Grupo de Estudos do Tempo Presente (GET/UFS/CNPq)

 

Imaginar uma sala de aula como uma unidade formada por singularidades nos leva a uma reflexão: de que forma o professor deve agir para promover o envolvimento cognitivo de seus alunos os enxergando em suas dimensões sociais e emocionais? Nesse cenário, nos deparamos com a proposta da Base Nacional Curricular Comum – BNCC, suas competências e habilidades, e a formação dos professores que saem da esfera cartesiana e adentram numa outra, em que seus alunos são personagens ativos de um processo ensino/aprendizagem com uma visão crítica, através da problematização do que antes era uma via de mão única.

No início de todo esse processo, temos a universidade pública com seus programas de formação docente, em que alunos das licenciaturas têm a oportunidade de vivenciar a sala de aula, o ambiente escolar e suas singularidades, antes de chegar próximo do final do curso, quando, então, farão o estágio obrigatório. Dentre tantos projetos desenvolvidos ao longo de uma licenciatura para garantir uma completa formação do futuro profissional, temos dois importantes Programas: o PIBID – Programa de Institucional de Iniciação à Docência e o Residência Pedagógica – RP, que são ações da Política Nacional de Formação de Professores do Ministério da Educação e visam proporcionar ao aluno uma imersão em práticas pedagógicas, consolidando o que é vivido no ambiente acadêmico com o que é praticado na escola, à luz da BNCC. Além de proporcionar uma formação continuada aos professores das escolas envolvidas, abrangendo as redes municipal e estadual de ensino.

As bolsas são pagas pela CAPES e são divididas em quatro modalidades: iniciação à docência (PIBID) ou residente (RP), para os graduandos; professor supervisor (PIBID) ou preceptor (RP), para os professores das escolas que recebem os graduandos; docente orientador (PIBID) ou coordenador de área (RP), para o docente responsável por cada subprojeto; e coordenador institucional na IES (tanto PIBID quanto RP). Para participar do PIBID, o aluno, selecionado através de edital específico publicado pela Pró-Reitoria de Graduação, precisa estar na primeira metade do curso; já para a Residência Pedagógica, na segunda metade.

Os projetos desenvolvidos na educação básica, além do estímulo à prática docente, levam melhorias às escolas, tanto estrutural, como a criação de um laboratório de idiomas; como cognitivo e emocional, num estímulo aos alunos da educação básica em desenvolver as atividades propostas enxergando nisso uma valorização de seu processo educativo.

Nesse viés, nos dias 04 e 05 de fevereiro de 2020, nos campi de São Cristóvão e Itabaiana, respectivamente, aconteceu o Encontro do PIBID e do Residência Pedagógica, promovido pelo Departamento de Licenciaturas e Bacharelados da Pró-Reitoria de Graduação. Com o tema (Re)Significando a formação de professores de Sergipe a partir das experiências do PIBID e do Residência Pedagógica, o evento contou com a participação dos residentes e pibidianos com a apresentação dos projetos desenvolvidos e seus impactos tanto para os bolsistas quanto para as escolas e os alunos da educação básica que se tornam protagonistas do processo de formação dos futuros professores. Foi, assim, um momento de fortalecimento da importância dos referidos Programas que encurtam, ainda mais, o caminho entre a universidade e educação básica, numa verdadeira ressignificação do papel do professor no processo educacional.

Em números, temos para o RP cerca de 675 envolvidos; e para o PIBID 868 envolvidos, entre alunos e professores da UFS, bem como professores das escolas em que as ações do PIBD e RP são executadas. É a formação inicial e continuada de professores sendo enxergada como a engrenagem que move um processo educacional voltado para o pleno desenvolvimento de cidadão.

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