Guilherme Antunes Barbosa Santana
Graduando em História pela Universidade de Pernambuco
Integrante do Tempo/UPE e Bolsista FACEPE do projeto: “Alteridades: Memória, Migração, Exílio e Direitos Humanos”
Em meio a todos os conflitos no Oriente Médio e o desenrolar de possíveis, ou não, acordos de paz entre os governos de Estados Unidos e Irã, a maior e mais esperada competição de Futebol parece estar com seu funcionamento sob risco.
Os Estados Unidos, que possui um histórico longo de sanções econômicas e comerciais com o Irã durante o início da década de 1980, entrou em conflito armado com a república Iraniana durante o dia 28 de Janeiro de 2026, com um ataque, em conjunto com Israel, que abalou as estruturas do país Persa e assassinou o Aiatolá Ali Khamenei.
Em conjunto com México e Canadá, os EUA fazem parte dos países que sediarão a Copa do Mundo de Futebol de 2026, com data marcada para início no dia 11 de Junho, a situação torna-se preocupante e, de interesse do campo de estudo, pois, a Delegação esportiva Iraniana está classificada para a competição e possui todos os jogos da fase de grupos marcados para acontecerem dentro de solo norte americano.
Não é a primeira vez que a maior competição de Futebol representa o panorama geral do acirramento político global. Durante uma partida na Copa de 1974, o conhecido como “Guerra entre Irmãos” foi travado, a partida entre a “dona da casa” e sediadora, Alemanha Ocidental contra a Alemanha Oriental, marca simbolicamente as disputas ideológicas presentes no período da Guerra Fria. Outra partida importante de se lembrar é o duelo dos próprios EUA x Irã em 1998, conhecido como “O jogo da paz”, marcado pela entrega de flores e apoio dos jogadores, apesar dos conflitos políticos.
O clima do jogo da paz não parece ser o que vai ser repetido, mesmo com pedidos diretos, a Delegação Iraniana não conseguiu transferir a localização de seus jogos para o México, outro país-sede. Em momentos de fortes disputas ideológicas, o campo da Copa do Mundo se apresenta como um forte medidor das tensões globais. Basta agora, esperar que essa tensão política não se reflita em hostilidade nas arquibancadas, para nenhum de ambos os lados.
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