GRUPO INTERNACIONAL COMPRA A CVC

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Nada muda para o consumidor, com a aquisição da CVC pelo Carlyle, grupo internacional de private equity. De acordo com a operadora de turismo, os pacotes continuarão a ser oferecidos nas mesmas condições. A CVC informou que vende pacotes para mais de 2 milhões de passageiros anualmente, em 8 mil agências independentes credenciadas e 400 lojas exclusivas espalhadas pelo Brasil. A empresa emprega mais de 900 funcionário diretos e gera mais de 4,5 mil empregos indiretos. O grupo internacional adquiriu 63,6% do controle da CVC Brasil. As outras empresas controladas pelo fundador da operadora, Guilherme Paulus, que são a companhia aérea WebJet e a GJP Hotéis e Resorts, não fazem parte do negócio. A CVC disse que seu negócio se beneficiou do crescimento da classe média nos últimos cinco anos. Para se ter uma ideia, 25 milhões de novos consumidores ingressaram na classe social neste período. “Muitos brasileiros estão descobrindo que sair de férias viajando de avião é uma alternativa viável”, diz o CEO (diretor-executivo) da CVC, Valter Patriani. A operadora, que pretende se expandir para outros mercados da América Latina no longo prazo, continuará a focar seus negócios no mercado brasileiro, tendo em vista que o País representa a décima economia do mundo e deve crescer a uma taxa superior a 5% ao ano em 2010. Além disso, o setor de turismo deve se beneficiar do crescimento da demanda e dos investimentos que serão feitos em infraestrutura para eventos internacionais que acontecerão no Brasil, como a Copa do Mundo em 2014 e as Olimpíadas em 2016.

NEGÓCIO DE R$ 700 MILHÕES

 “Nada muda. Fica tudo igual”, garante Valter Patriani, presidente e CEO da CVC Brasil Operadora, que teve 63,6% de suas ações vendidas ao Grupo Carlyle. O dinheiro da venda, estimado em R$ 700 milhões, não é da CVC e sim de um dos acionistas, Guilherme Paulus. Não foi um aporte de capital, até porque a CVC está muito bem. O Carlyle não compra empresas para consertar. Eles compraram o DNA da CVC e nada muda na diretoria e na estratégia, que já está desenhada para chegar a 4,5 milhões de pacotes vendidos em 2014. Sergipe aposta na parceria montada em setembro com a CVC e, segundo José Roberto Lima, presidente da EMSETUR, deveremos participar de grande evento da operadora no mês de fevereiro em São Paulo.

GREVE E ACORDO

 

A Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) promoveu uma reunião com o Sindicato do Fisco do Estado de Sergipe (Sindifisco) para discutir as formas de compensação pelo expediente não trabalhado durante a greve. Foi formulada uma proposta para a compensação contendo as diretrizes gerais para fins de parametrização do cumprimento de ambas as partes do acordo. Segundo explicou o secretário da Fazenda, João Andrade Vieira da Silva, no modelo apresentado ao Sindifisco a proposta é estabelecer um prazo de até 90 dias para compensar o período não trabalhado.

 

GREVE E ACORDO 2

 

João Andrade chamou a atenção para a necessidade de observar os reflexos das metas não cumpridas por conta da greve. “Temos dois pontos que estão relacionados e precisamos regulamentar dentro do plano de compensação das horas: o primeiro é a extensão das atividades normais para cumprir o expediente não trabalhado no período relativo à greve. O segundo são as metas de produtividade individual não alcançadas em dezembro de 2009 por conta da paralisação. Para este segundo ponto também incluímos uma sugestão no documento para apreciação do sindicato. Mas precisamos separar os dois pontos, embora a metodologia de compensação seja semelhante”, disse.

 

ESTATUTO DA MICROEMPRESA

Atualmente, tramitam na Câmara dos Deputados 27 projetos de lei para alterar o Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte. Destes, 16 sugerem o acesso de novas atividades ao Simples Nacional, como escritórios de arquitetura, cooperativas e empresas de seguro. Outras cinco propostas prevêem novas faixas para definição de pequeno e microempresários. Existem ainda projetos que possibilitam o parcelamento de dívidas tributárias contraídas pelos empresários.

TABELAS DE IMPOSTOS

Segundo o presidente da frente parlamentar Mista da Micro e Pequena Empresa, deputado Cláudio Antônio Vignatti (PT-SC), a Câmara também deverá discutir este ano as tabelas de impostos. “Precisamos baratear o crédito para as micro e pequenas empresas no Brasil”, afirmou. O deputado defende a inclusão dos trabalhadores rurais no Simples Nacional. “A proposta é criar uma legislação semelhante à do Empreendedor Individual, que corrija distorções históricas na formalização do campo, além de estender os benefícios ao produtor rural sazonal”, explicou.

SIMPLES NACIONAL

De acordo com o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), desde que o estatuto entrou em vigor, em julho de 2007, 3,4 milhões de empresas fizeram a adesão do Simples Nacional. Estes números devem aumentar com o programa Empreendedor Individual, já que os empresários com receita anual de até R$ 36 mil podem ser enquadrados no Simples Nacional, além de serem isentos de pagamentos de impostos federais.

 

 

 

 

 

 

 

 

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