João burlou a LRF

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 Pelos primeiros números obtidos da nova equipe governamental sobre a situação financeira do governo estadual, o governador Marcelo Déda (PT) terá que trabalhar muito para colocar a casa em ordem. Não há dúvida de que o ex-governador João Alves Filho (PFL) tentou burlar a Lei de Responsabilidade Fiscal – LRF. Aliás, foi à primeira vez que João Alves – que teve três mandatos – teve que deixar o cargo com uma lei fiscal que vem punindo exemplarmente os administradores que deixam verdadeiras arapucas para seus sucessores.

   No caso de João Alves não precisa ser especialista econômico para descobrir que ele mandou publicar no jornal da família dele que estava deixando o governo com R$ 11 milhões em caixa. É verdade. Ele esqueceu de dizer que deixou também débitos prontos para ser pagos no dia 3 de janeiro que superaram os R$ 11 milhões em R$ 1, 6 milhão. Ou seja, neste caso a LRF já foi burlada. Os R$ 11 milhões significam 5% da receita mensal do Estado e se a arrecadação cair, como o novo governo fará para honrar os compromissos, como por exemplo, a folha de pagamento dos servidores? Duas contas – a dos royalties e a da CIDE, tinham apenas R$ 4,00 juntas.

   São vários casos de infração a LRF, um dos mais graves foi feito no final do mês de dezembro e o ex-governador envolveu até mesmo o Poder Judiciário. Foi um parcelamento feito com o Tribunal de Justiça e o Poder Executivo com o Ipes Previdência na bagatela de R$ 48 milhões. Qualquer leigo que ler a LRF sabe que este tipo de acordo não pode ser feito num final de uma administração.

  Na Secretaria de Estado da Educação apesar do ex-secretário Lindemberg Lucena ter tido que deixaria tudo pago a realidade é outra. Pois existem débitos não apenas na área de terceirizados, mas também de obras já contratadas. Pelo menos alguns empreiteiros mortais que lutam para conseguir participar de alguma carta convite ou licitação de obras que muitas vezes não dá prejuízo, mas também não dá lucro. É o contrato chamado no jargão de construção de “trocar dinheiro”. Dá para manter a firma pagando os impostos e despesas de escritório. Essas obras são dadas aos empreiteiros mortais quando os chamados “imortais” não querem porque o lucro, quando existe é muito pouco.

    E a situação existente na Secretaria da Educação é parecida com a do DER e outras áreas. Na Secretaria da Agricultura também foram deixados débitos. Estes chamados “supersecretários” precisam entender que a situação do país mudou e que a Lei de Responsabilidade Fiscal é para todos, independente de mandato e padrinho político. Espera-se que a comissão formada pelo novo governo avalie todos estes atos assinados pelo ex-governador e os débitos deixados. É para denunciar, é para mostrar a sociedade à verdade. Doa a quem doer. Outro dado interessante é que o novo governo suspendeu contratos e serviços. Ou seja, a jogada deixada pelo governo anterior é sórdida. Com a falta de recursos e a falta de pagamento dos compromissos deixados pelo governo anterior o risco é que ocorra um recorde de fechamento de empresas que, com certeza, a oposição dirá que foi responsabilidade de quem? Marcelo Déda.

    E as contas do Estado? Quase todas zeradas? É a mesma coisa que uma instituição financeira tirasse tudo que tinha investido para começar do zero. É isso que está ocorrendo. O novo governo não vai apenas começar do zero, encontrou vários restos a pagar e débitos que praticamente inviabilizam investimentos concretos este ano. Resta saber se o atual governador na hora que as cobranças começarem para valer se ele continuará com o discurso moderado ou vai abrir o jogo para a população sergipana.

 

Amanhã, artigo especial sobre salários da Deso

Ficou para amanhã o artigo sobre os salários da Deso. A coluna recebeu a folha de pagamento da empresa que demonstra uma grande disparidade existente nos salários dos seus funcionários. O pior de tudo é que alguns são beneficiados com horas extras e diárias que em alguns casos chegam a triplicar o que recebem. Amanhã, com todos os detalhes.

 

Aperipê: muito barulho por nada I

Leitores enviaram e-mails estranhando que estão querendo criar uma polêmica com a secretaria de Comunicação, Eloísa Galdino por que a mesma disse a ex-superintendente da Aperipê Marlene Calumby que ela não precisava esperar a nova diretoria chegar. Tanta celeuma para nada. Aliás, é bom lembrar que à frente da Aperipê, Marlene teve problema como o Ministério Público devido a programas que não faziam parte do objetivo cultural da emissora e eram eminentemente políticos, como o caso de um programa de rádio que saiu graças a uma ação do MP e outro na televisão. Se não vai deixar saudades, qual o objetivo de tanta celeuma através da imprensa? Ou será que estão tentando “queimar” a nova secretaria por conta dos interesses contrariados. Como diz Albano Franco, em Sergipe todo mundo se conhece e como…

 

Aperipê: muito barulho por nada II

Outro detalhe: o governador já anunciou que pretende fazer uma grande transformação no sistema Aperipê, não para que seja instrumento do governador, mas do governo estadual. Tem na cabeça alguns nomes com grande experiência, com referência nacional, mas o baixo salário vem dificultando a nomeação. Se passar um mês para nomear a nova diretoria é preciso que os antigos fiquem no cargo? É claro que não. Será que já não leram pela imprensa que todos foram exonerados? É muita paciência…

 

Mudanças sem muito estardalhaço

Em outro setor, o novo governo estadual está fazendo uma mudança sem muito estardalhaço, até porque envolve pessoas que estavam se beneficiando de uma situação enraizada na política de muitos anos. O novo governo está devolvendo servidores e exonerando cargos comissionados sem chamar a atenção. 

 

Albano diz que campanha foi “de última hora”

Numa matéria publicada na Folha de São Paulo de Hoje sobre os gastos milionários nas campanhas do ano passado foi publicado este parágrafo com Albano Franco:Ex-governador de Sergipe, Albano Franco (PSDB) diz chegar à Câmara 30% menos rico, após bancar 91,9% de sua campanha. Segundo ele, a candidatura foi decidida “de última hora”, o que teria inviabilizado a busca por doação. “Entrei [na eleição] para ajudar o [candidato à Presidência Geraldo] Alckmin.” A “ajuda” custou R$ 1 milhão. “Tenho meus recursos. E parte do dinheiro também veio de meus filhos, que administram os negócios”, conta”.

 

Posse hoje na Degrase

A nova diretoria do Departamento Gráfico de Sergipe – Degrase –  toma posse hoje, às 11hs. O advogado Luiz Eduardo Oliva assumirá a presidência, enquanto o jornalista Milton Alves ocupará a Diretoria Industrial e Carlos Alberto a Diretoria Administrativa Financeira. A solenidade de posse e transmissão de cargo contará com a presença do secretário de Governo, Clóvis Barbosa.

 

Hemose precisa de um rolo compressor I

De um servidor do Hemose: “Caro jornalista, de todas as repartições pública do Estado, uma necessita de maior atenção: o Hemose! Este não precisa apenas de uma faxina e sim, de um rolo compressor, pois se tem que levar em conta os serviços de relevada importância na área de saúde que é a sua meta principal. Acontece, porém que muito daqueles que deveriam primar pela qualidade de seus serviços, ou seja, um grande número dos detentores de cargos de confiança, está apenas levando em conta as gratificações, as “diárias” e cursos fora do estado. È vergonhosa a farra que se faz com o dinheiro público. Esses ocupantes de cargos visitam o Hemose de vez em quando. Enquanto isso, os funcionários que realmente trabalham e que nunca tiveram vez nem voz, ganham  uma mísera gratificação e ainda tem que falar que o chefe está assoberbado de trabalho”.

 

Hemose precisa de um rolo compressor II

Continua o leitor: “O Hemose pede socorro!  A herança deixada pelo ex-governador, tipo salas lotadas de ocupantes de cargos “Ccs” sem ocupações para estes, inexistentes no organograma do órgão, mas que no final do mês recebem vultosas quantias. O pior está por vir, esse batalhão de gente do governo anterior jura de pé junto que vai permanecer, desmoralizando totalmente as pessoas que tanto batalharam pela vitória de Déda e hoje já estão sendo desmoralizadas  com frases do tipo brigamos pelo Negão sim, não temos culpa se temos amizades influente na área médica, pasme! Até radialista já garantem indicações dos seus afilhados”.

 

Hemose precisa de um rolo compressor II

Conclui o leitor: “Nunes, no final de cada mês a quantidade de contra-cheques de fantasma é muito grande para um órgão tão pequeno os mesmos recebem produtividade por desempenho!  Figuram apenas na folha de pagamento e o pior recebem vale-transporte! É preciso que o senhor presidente do Hemose tenha muita atenção, pois a expectativa é muito grande com relação a sua administração, mormente nesta hora que propala o tempo de mudanças, que, aliás, a sociedade clama pela mesma. A “contaminação” já está muito grande. Se não for tomada a devida providência os vírus podem dizimar a população sergipana!”

 

Nova diretoria do HGJAF tem reunião com instituições I

Na semana que passou a nova Diretoria do Hospital Governador João Alves Filho (HGJAF), comandada pelo médico Josias Dantas, se reuniu com as instituições representativas dos servidores daquele hospital. O mesmo queria ouvir a versão dos servidores quanto à situação daquele complexo. As primeiras informações dão conta que o Diretor e sua equipe deve ter se espantado com tamanhas lamentações quanto à falta de respeito da direção anterior aos profissionais daquela casa. O que mais  chamou atenção foi que os médicos Josias, Mônica Sampaio e Gilberto, fizeram questão de se mostrarem dispostos a amenizar o sofrimento dos servidores, mas também deixaram claro que o governador manterá, pelo menos por enquanto os acordos firmados pelo governo anterior. 

 

Nova diretoria do HGJAF tem reunião com instituições II

Os servidores saíram de lá esperançosos, mas todos com uma interrogação… Que acordos foram feitos com os servidores? Como era de praxe da diretoria anterior, deve ser algum com meia dúzia de colegas… por que nenhum acordo beneficiou os outros profissionais. Hoje houve uma reunião para deliberação dos servidores do Estado sobre a questão do Conselho Administrativo do IPES. No dia 28, prestes a finalizar o Governo, a SEAD convocou as representações de classe querendo que fossem indicados nomes a toque de caixa e repique de sino, para compor o lado dos servidores deste Conselho, que é previsto em lei. Os servidores não aceitaram tamanho disparate, já que não havia tido nenhum tipo de discussão anterior sobre o assunto. Na reunião do HGJAF percebeu-se que este Conselho não tem nada de democrático, já que a maior parte de seus componentes são representantes governamentais. Quando iria valer a opinião do contribuinte do Ipes? Os servidores pagam a maior contribuição previdenciária do Nordeste para servidores públicos e não temos sequer o direito de ter igualdade de voto.

 

Nova diretoria do HGJAF tem reunião com instituições III

 O que os servidores acham mais interessante ainda é que houve a indicação que vários nomes de pessoas do governo anterior para compor a parcela do gestor, que teria mandato de dois anos. Final de Governo e queriam a aprovação emergencial de um Conselho…? Alguma coisa havia. Os servidores descobriram que as reuniões deste Conselho geram uma gratificação e, portanto, seria uma forma destes indicados permanecerem comendo na cumbuca dos outros. O que se espera agora é que o novo governo estadual  moralize este Conselho, modifique a lei que o criou e coloque de forma paritária os dois grandes interessados: Governo e servidores contribuintes, como é de seu feitio.

 

Existe adversidade maior do que a fome?

De um leitor indignado: “O problema da fome no Brasil já não e mais de algum segmento da sociedade ou de alguma região especifica, e sim de uma nação inteira que já não pode mais viver com a vergonha de ter tantos irmãos em situação de indigência.Existe adversidade maior do que a fome? ela mata,rouba a dignidade,tira a vontade de luta ,debilita o individuo sobre todos os aspectos e acaba com as capacidades de um povo.Temos que tomar atitudes emergenciais, que acaba sendo assistencialistas e não solucionam o problema,mas aliviam…Ao ver nossos governantes recitarem seus tão bem elaborados ou improvisados discursos, não ouvi nenhum deles falar em medidas urgentes de combate a fome. Cadê o compromisso com os pobres daquele que saiu desta classe e atingiu o topo do poder?”

           

Frase do Dia

“Aprendemos a voar como pássaros e a nadar como peixes, mas não aprendermos a conviver como irmãos”. Martin Luther King.

 

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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