Lixo continua incomodando

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O leitor não se engane. Tem alguns assuntos que a imprensa deixa passar em “branco”, mas que quando são divulgados deixa muita gente sem dormir em Sergipe. Um deles é o lixo. Desde que há quinze dias, este espaço começou a divulgar dados sobre as licitações em alguns municípios que muita gente vem tentando desmoralizar os relatórios, tentando vincular o engenheiro florestal, Lucrécio de Souza, a uma empresa.

 Esquecem que o foco principal são as irregularidades levantadas em várias licitações. Se por acaso ele trabalhasse (o que não é o caso) em alguma empresa, o que Lucrécio estaria ganhando ao denunciar essas licitações? As possíveis mudanças vão beneficiar apenas uma empresa ou vai tornar os processos iguais para a disputa com todas empresas que podem prestar um serviço de limpeza de qualidade, tendo seu lucro, que é normal, mas sem o sangramento dos cofres públicos. Este é o problema principal. Tem gente que não aceita que um “esquema” montado há muito tempo possa acabar de repente.

E um recado bem direto: não adianta qualquer tentativa de intimidação, ou até mesmo de desmoralização das denúncias através de parte da imprensa manipulada por aqueles políticos que tem “compromissos” com o esquema montado há muito tempo. Este espaço não fugirá a luta e o leitor pode cobrar.

Atribuição profissional I

Uma informação importante prestada pelo engenheiro Lucrécio de Souza, que vem sendo questionado por alguns setores da imprensa: “Tem-se que pontuar eminentemente duas questões que envolvem as discussões sobre a atribuição profissional no CREA: 1ª) Necessidade de regulamentação para alicerçar responsabilidades nas atividades executadas tecnicamente; e 2ª) Luta entre profissionais para a conquista de mercado de trabalho e daí resultar sempre em controvérsias e debates.

 

Atribuição profissional II

Simplificando. Lucrécio, exemplifica: “Os Engenheiros Sanitaristas dizem que por Lei, ou seja, De Direito, só a eles compete o exercício de atividades relacionadas ao assunto em pauta (gerenciamento integrado de limpeza urbana), posto que é o único ramo da Engenharia em que disciplinas na graduação estão voltadas a este fim. Já o Engenheiro Civil alega que em sua atividade profissional há produção de resíduos sólidos e que De Fato é de sua responsabilidade resolver o problema. Já o Engenheiro Químico, alega que grande parte dos resíduos sólidos lançam líquidos percolados no meio ambiente e o problema também é de sua competência. O Engenheiro Florestal aponta a geração de resíduos em suas atividades de arborização e paisagismo, compostagem para, entre outros benefícios, aumentar a vida útil das células de destinação final do lixo, bem como a recuperação da área degradada ao final da vida útil das células, atividades em parte também reivindicadas pelos Engenheiros Agrônomos e pelos Arquitetos. Os Engenheiros etc., etc., etc, … Enfim, esta sim é uma discussão técnica-profissional que sempre existiu e vai existir no âmbito de CREA”.

 

Diferença de preços para um mesmo serviço

O que se vê, pelo menos até agora, é uma tentativa desvairada em desviar o Foco da Questão: “Como explicar a diferença alarmante de preços para um mesmo serviço”. Por exemplo, como explicar alguns dados do quadro abaixo:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Laranjeiras tem acréscimo mensal

E, consequentemente, Como explicar que em Laranjeiras se tenha um acréscimo mensal, comparativamente com Lagarto da ordem de R$ 115.087,90, para a execução destes mesmos serviços como demonstra o quadro abaixo:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Conclusão simples

O engenheiro Lucrécio enfatiza mais uma vez, que só há necessidade de exercitar as quatro operações básicas da matemática para se visualizar o problema. Não há nenhuma “engenharia” nisso. Eu, o Jornalista, Sr. José da Padaria, Dona Maria da banca de peixe da feira, Sr. João da Farinha, Advogado, etc., etc., pode chegar a esta conclusão num “piscar de olhos”. Conclui Lucrécio: “É por isso, caro Cláudio Nunes, que acho totalmente sem propósito entrar na discussão se eu tenho ou não “capacidade técnica” para somar, diminuir, multiplicar e dividir, ou quem é que porventura está a financiar e contratar um indivíduo com “todos estes conhecimentos científicos” citados anteriormente.

 

A Defesa do Indefensável

Como bem disse o engenheiro: “Parece-me, pelo menos até o momento, que estamos “cansados e já sentados” esperando os protagonistas do episódio virem a pública e defenderem a seguinte tese: “A Defesa do Indefensável”.

 

Lixo vai feder mais ainda

Autoridades já estão de olho nos relatórios sobre as licitações do lixo em vários municípios. O objetivo não é denegrir a imagem de ninguém ou de qualquer empresa, mas acabar com alguns vícios que existem em Sergipe, onde algumas licitações são direcionadas com o intuito de prejudicar sensivelmente os cofres públicos. As empresas de lixo são importantes, e, a grande maioria dos seus proprietários, deve desejar trabalhar com seriedade e ganhar o que é justo pelo serviços prestado. Quem não está gostando é porque trabalha de outra forma…

 

Amanhã retorna ao normal

A coluna hoje foi especial, só sobre o lixo. Amanhã retornar ao ritmo normal.

 

Frase do Dia

“Acontece com muita freqüência que a vantagem dispute com a honestidade.” Cícero.

 

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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