MEMÓRIA FRACA

 

Costumo receber dezenas de e-mails com comentários sobre os artigos que aqui escrevo. E tenho como hábito responder a todos. Faço isso diariamente com o maior prazer, mesmo em situações atípicas como a de ontem, quando resolvi analisar o susto que as últimas pesquisas aplicaram nos dois principais candidatos ao governo. Ontem, por incrível que pareça, houve uma “grande chiadeira” dos dois lados.

 

 

A turma de João Alves não gostou porque achou que o meu texto não fora fiel à realidade dos fatos. Para assessores do atual governador – candidatíssimo ao Guiness Book por pleitear um quarto mandato – nunca passou pela cabeça do governador não disputar a reeleição este ano. Eles afirmam que João sempre soube das suas chances efetivas de vitória e acham que a minha análise foge à realidade dos fatos.

 

 

Neste caso, especificamente, mantenho a minha opinião. Há um ano, o governador João Alves Filho sabia que não tinha chances contra o prefeito da capital Marcelo Déda. As pesquisas para consumo interno do PFL apresentavam uma dura realidade: Déda, do alto dos seus quase 40 pontos de intenção de votos, representava, sim, um adversário imbatível. Eis porquê, na minha análise de ontem, disse que os marqueteiros do governador tinham tomado um “baita susto” com o crescimento dele nas recentes pesquisas de opinião, divulgadas na semana passada. E mantenho o que disse. O susto foi grande.  

 

 

Quanto aos assessores de Marcelo Déda, que também encheram minha caixa de e-mails, quero apenas dizer que o pior cego é aquele que não quer ver. O “maravilhoso” resultado do IBOPE, dando-lhe oito pontos de vantagem a 50 dias do pleito, traduz, perfeitamente, o que escrevi. Há uma polarização indiscutível dos números e, nesse caso, uma tendência de crescimento “a olhos vistos” de seu principal adversário. Mas se vocês preferirem, vou dizer aqui que, por conta dessa vantagem incrível na pesquisa, Marcelo Déda já pode comemorar a vitória diante de João. Afinal o IBOPE nunca errou em Sergipe, não é mesmo?  Ou foi o inverso?

 

 

É que minha memória anda fraca.

 

 

 

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Alguns trechos de e-mails recebidos:

 

 

 

1 – “Muito obrigado pela sua resposta, é um sinal de respeito, quanto as agressões, não nos levarão a nada, acho mesmo o seu texto tendencioso, e quanto as especulações eleitorais, só as urnas poderão nos corrigir, abraços”.

 

Fábio Figueirêdo, servidor efetivo da prefeitura

 

2 – “Quanto à pose de Déda, esse parece ser um mal que todo o PT sofre. Os aliados

não os suportam, apenas convivem porque, pelo menos na atual conjuntura, não

têm outra saída. Conheço figuras que juram fidelidade, mas nos bastidores

mordem a língua quando se referem à forma umbilical com que os petistas – e

comunistas também – tratam o poder”.

 

Kátia Silva

 

3 – “Prezado jornalista, André Barros,

 

Baseado em que o senhor faz a análise de que o candidato Deda “caiu vertiginosamente”?

Será que o senhor viu todas as pesquisas, ou somente aquela do Instituto Padrão, ou melhor, Instituto “Prajoão”. Há, tem também aquela do CINFORM, que é uma verdadeira piada”.

 

Edmara Melo

 

 

 

 

 

 

 

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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