“O Leitor”

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O tema do holocausto tem-se demonstrado de difícil compreensão, sobretudo pelas novas gerações. Há um excedente de relatos orais e escritos, magnificados e avantajados, ao sabor de diversos interesses. Trata-se de fenômeno comum, por exterminador dos caídos.

 

Na guerra ou na luta o vencedor sempre é eximido de vícios ou deslealdade; o crime e o erro se localizam no campo derrotado, que precisa ser humilhado ao excesso e ao extremo.

 

Mas o esquecimento é a vala comum de todas as coisas, seja nas grandes lutas e até naquelas acontecidas nos embates das correntes científicas.

 

Na Física, por exemplo, que muitos acreditam serem os debates desprovidos de paixões e norteados na razão, o refletir racional muitas vezes fica totalmente ausente. Se uma teoria vence a outra, não se deva ao mútuo assentamento das partes e convencimento de facções. O problema é que, por absoluta ausência de defensores, uma teoria suplanta a outra, sobretudo, porque o tema perde o interesse, uma constatação ditada até por Albert Einstein, o homem da Física Relativística, que vira mais longe porque se apoiara no ombro de gigantes; e gigantes que brigaram muito e não se convenceram uns aos outros.

 

Neste particular, as discussões entre Isaac Newton (1643-1727), Christiaan Huyghens (1629-1695) e Robert Hooke (1635-1703), sobre a natureza corpuscular e ondulatória da luz, suscitaram muitas querelas com ofensas, sem se convencerem de todo, inclusive com insultos e inimizades, morrendo todos, sem razão em algo, ou com muita razão também, porquanto a dubiedade onda-partícula virou tema dominante nos debates que se seguiram, inclusive no século recém-findo, debates que compatibilizaram a Física Quântica de Max Planck, como se estivesse a ressuscitar a teoria corpuscular newtoniana.

 

E quando já se pensava que Newton vencera até o próprio Thomas Young (1773-1829), aquele que “conseguira criar escuridão, jogando uma luz sobre a mesma luz”, essencial prova de interferência e difração e até polarização da luz, fenômenos decisivos do seu caráter ondulatório, eis que surge Louis de Broglie (1892-1987) e outros da sua escola, para dizer que até o elétron, uma partícula então, possuía caráter ondulatório, porque era possível difratá-lo entre cristais.

 

E a partir daí a dualidade onda-partícula ficou tão intrínseca que ninguém sabe o quanto Newton errou ou mesmo acertou, junto a Huyghens e Hooke, colocando aí também, até o opticista René Descartes (1596-1650), para quem o pensar era, sobretudo, o existir.

 

Ora, se nas Ciências Exatas, e em particular na Física, onde tudo precisa ser provado e comprovado na experimentação, as discussões, teorias e correntes se fazem também no calor de paixões, o que dizer das relações humanas exacerbadas pelas idiossincrasias de gostos, como as ditadas pelas interpretações do holocausto, exemplo mais recente de intolerância entre grupos e raças, analisados ainda sem a necessária racionalidade insuspeita?

 

Como pensar sem esta irracionalidade suspeita tão comum aos defensores do simplismo para explicar os descaminhos da humanidade?

 

É, portanto, desta irracionalidade suspeita, que trata “O Leitor”, filme que assisti no Shopping Jardins e recomendo por bom espetáculo.

 

Não ousarei dissertar sobre a película como se fora um especialista em cinema. Neste particular prefiro os escritos de Ivan Valença, Rubens Ewald Filho e Murilo Navarro, como outrora acompanhava os de José Calos Monteiro e de Djaldino Moreno.

 

Como um simples apreciador de cinema, direi, porém, que o filme tenta realizar uma nova reflexão sobre a “banalidade do mal”, tema batizado e estudado pela filósofa judia e alemã Hannah Arendt, quando do julgamento de Adolf Eichmann, o criminoso nazista, responsável pela série de judeus deportados para os campos de extermínio do leste europeu.

 

Em “Eichmann em Jerusalém”, Arendt sem deixar de ser a grande estudiosa de temas filosóficos de leitura difícil para jejunos como eu, se torna de um talento insuspeito ao escrever um ensaio sobre a condição humana, em fácil compreensão, parecendo um texto jornalístico de enredo instigante, levando o leitor a lê-lo de uma única pegada.

 

Sobre a clareza da exposição e destinado à missão do expositor, o “mestre em claridades”, Ortega y Gasset, em seu “Esquema das Crises” intitulado “Em torno a Galileu”, fala da necessidade do filósofo de ser cortês com a ciência.

 

“A clareza”, diz Dom José, “é a cortesia do filósofo”. E continua: “Temos que chegar na claridade até o frenesi, até o frenesi da claridade”.

 

E Hannah Arendt se supera em clarezas na sua análise sobre o fenômeno Eichmann, enquanto algoz e réu, seus coniventes e também seus julgadores, discutindo a culpa de todos para um problema real e verdadeiro, atingido pela mesma humanidade que se assombra, se enoja e também se agasalha e se acoberta.

 

O filme, “O leitor”, fala também como Arendt, desta fraqueza inerente ao humano, este ser de carne e osso, limitado à sua circunstância orteguiana, igual a Eichmann, respondendo a seus julgadores e não se sentindo culpado, por estar eficientemente cumprindo uma missão, uma terrível missão, que jamais fora execrável nos tempos de então.

 

E o filme trata, sobretudo, desta terrível loucura. Porque é ainda muito difícil compreender e julgar o holocausto, mesmo porque a condição humana não cria antídotos para tais males, que podem, rotineiramente, ser repetidos.

 

Se no ensaio, Arendt tenta frear a sua passionalidade de judia, eximindo-se de um rescaldo por rastro e perfume sionista, analisando a paixão e o desprezo humanos, diante do julgamento de Adolf Eichmann, o grande carrasco nazista, acusado de deportar e matar milhões de judeus para os campos de extermínio do leste europeu, no filme a temática procura compreender as razões do holocausto pelas novas gerações de alemães que se sentem ainda intrigados diante de tanta maldade acontecida e tanta indiferença ou isenção.

 

Em “Eichmann em Jerusalém”, Arendt é a judia filósofa atendo-se à sua missão de apegar-se à verdade, no agir filosófico e atendendo ao ofício e sacerdócio, pregado por Max Weber, e a sua circunstância, ditada por Ortega e Gasset, constatando que o julgamento contemplado ao vivo, o era em carne e osso e não hipotético, por uma corte destinada, mais a justiçar que a julgar.

No filme a temática também se aproxima de Arendt, discutindo esta banalidade do mal, tão simples e objetiva, porque as pessoas em suas simplicidades, sempre crêem estar realizando o correto, quando em verdade realizam o mal, o e o mal mais execrável.

 

Nas cartas de São Paulo, por exemplo, existe a indignação numa quase imprecação: “Por que faço o mal que não desejo?”

 

“Seria o caso de má-fé de um livro de textos, de auto-enganação combinada com estupidez ultrajada?” Pergunta Arendt para o caso de Eichmann. “Seria o caso do eterno criminoso impenitente que não consegue enfrentar a realidade porque o seu crime tornou-se parte ou fragmento do seu próprio ser? Igual aos criminosos mencionados por Fiódor Dostoiévski nos seus relatos em degredo na Sibéria, convivendo com assassinos, estupradores e malfeitores de execrável conduta, sem que nenhum se sentisse mais ou menos culpado?”

 

Perguntas que não se encaixam no seu analisar, porquanto Eichmann não podia se defender como um criminoso comum se apegando à sua gang, afinal sua lembrança revelaria um proceder que não cabia negar, pois se enquadrava em toda ambiência de plena harmonia com 90 milhões de alemães, realidade que mudara, mas que não podia desaparecer como inexistente. Igual ao filme com uma temática mais amorável por beleza, compreensão e ternura.

 

No filme “O Leitor” (The Reader) retrata-se a temática do Holocausto a partir do romance “Der Vohleser” do jurista alemão Bernhard Schlink, publicado em 1995, tendo sido recorde de vendagens não só na Alemanha como nos Estados Unidos, estando já traduzido em 37 idiomas.

 

Pela tradução do título original, “Der Vohleser”, Schlink quer expressamente falar da vida de um cidadão que se deliciara em realizar leituras em voz alta para que outrem o ouvisse.

 

No caso específico do filme, o personagem Michael Berg, se apresenta em três momentos:

 

No primeiro tempo, passado em 1958, Berg, interpretado por David Kross, é o jovem “leitor”, que aos quinze anos e em plena puberdade de sonhos e despertar sexual, conhece uma mulher, Hanna Schmitz, interpretada por Kate Winslet, (a mocinha bonita indicada para o Oscar em Titanic), que lhe é vinte um anos mais velha e será o seu amor jamais esquecido por toda a vida.

 

No segundo momento, Berg está com vinte e três anos e o ano é 1966. Agora ele é um jovem acadêmico em Heildeberg, despertando para a lei como instrumento de realização de justiça.

 

No terceiro momento, passaram-se já vinte e dois anos, e o ano é 1988, encontrando Berg em plena maturidade, agora interpretado pelo excelente Ralph Fiennes, o mesmo ator que fora o maior destaque de “A Lista de Schindler”, como o maldoso oficial nazista que matava os judeus a sangue frio e tinha raiva de si próprio porque se apaixonara perdidamente por uma judia, e que interpretou também o geógrafo-espião no não menos famoso “O paciente inglês”. Neste tempo, 1988, Berg começa a refletir sobre os dramas de sua vida em desentrosamento consigo próprio, diante de um amor jamais esquecido por desencontros e omissões, entremeados com suas dificuldades de relacionamento com os pais, uma casamento fracassado, uma vida profissional vitoriosa e uma filha criada à distância.

 

Em 1958, o drama tem por cenário uma cidadezinha alemã, em meio a escombros de bombardeio, sendo recuperada por esforço diuturno de seus cidadãos. É neste momento que o ginasiano Berg sofre uma crise de escarlatina em meio a um temporal, sendo socorrido por Hanna Schmitz, uma cobradora de bonde que o acolhera e o agasalhara. Cessado o aguaceiro, a sua volta ao lar se faz com a recepção fria da família, que mesmo constatando o seu estado febril, não o exime da reprimenda no retorno em circunstâncias físicas lastimáveis. Sucede-se um período de tratamento e restabelecimento da saúde em plena frieza de relação, sobretudo com o pai, um filósofo, especialista em Kant e Hegel, que não se afasta dos livros, nem na mesa da ceia, e a mãe que é incapaz de uma palavra afetuosa de carinho.

 

E é neste contraste de acolhimento, que Berg se sente atraído por Hanna, desejando revê-la mais uma vez para lhe agradecer a meiguice que nunca conhecera. E é assim que se dá o envolvimento do “garoto”, como assim era chamado, e aquela mulher madura, que se revelaria misteriosa, procurando viver só, quase escondida.

 

Desnecessário contar aqui como se deu o envolvimento amoroso dos dois, inútil também falar que, por comum desta idade, o adolescente fiaria encegueirado pela descoberta do sexo, principalmente porque se constituíra uma deliciosa parceria, se revelando como notável complementação de ambos.

 

No filme, o sexo é tratado com beleza e ternura, sói comuns aos casais que se amam. Ali não há exageros de uivos e gestos, nem desnudar desnecessário de corpos, e o erotismo exalante da relação, aparece como perfume dos que se enlaçam e se preenchem.

 

Destaque-se, porém, para o banho, sem qualquer vezo de luxúria, que Hanna dá em Berg, em excedente esfregamento com bucha e sabão, cena que encanta e marca, porque nos olhos e nos gestos da mulher escondia-se um enigma, que a ninguém, ela poderia confidenciar.

 

Mistério que se somaria a outros em ações inexplicáveis: Hanna relutara, ao extremo, a declinar o próprio nome. Também não quisera saber o de Berg, a quem tratava por “garoto” e às vezes lhe era ríspida, chegando agredi-lo em palavras; fisicamente, inclusive.

 

Mas, o que destacava como enigma de maior atenção, era o fato de Hanna gostar muito que Berg lesse em voz alta por tempos sucessivos, os livros, qualquer livro, de Homero a Horácio, dos clássicos aos modernos, passeando pela literatura universal da prosa à poética, sem se prender a estilos e a nacionalidades. E tudo isso sempre antes do coito, como se fosse um longo aperitivo sexual.

 

E que não se diga, em pressas eróticas, que lhe agradava o romance picante e sensual: Às primeiras frases de “O Amante de Lady Chaterley”, de DH Laurence, por exemplo, repudiará o livro dizendo: “Este livro não deveria ser publicado”, exibindo um pudicismo eloqüente, só comparável ao seu parecer sobre o poetar de Schiller, recomendando que era preciso arranjar-lhe uma esposa.

 

Subitamente, em meio a muitos risos e entendimentos, Hanna desaparece, e Berg contempla o apartamento sem rastro, encerrando-se aí também suas reminiscências de adolescente.

 

O enredo agora avança para 1966, quando oito anos são passados e Berg é um acadêmico aplicado de Direito na Universidade de Heildeberg.

 

No relacionamento em casa, permanece o mesmo drama de ausências, com o pai vivendo exclusivamente para ler, enveredando pelos dilemas de Baruch Espinoza, para quem a função do homem é “não rir, nem lamentar-se, nem odiar, mas compreender”, enquanto a mãe se apequenava na incompreensão comum do cotidiano.

 

É neste momento que começa a viger na Alemanha, por conta do seqüestro de Eichmann na Argentina, sendo julgado em Israel e condenado à morte por enforcamento, um novo momento de caças aos torturadores nazistas. E é num destes processos em que são julgadas algumas mulheres acusadas de matar levas de judias no holocausto, que Berg reencontra Hanna Schmitz, após oito anos de afastamento, ali postada como ré , consignada como uma das mais temíveis acusadas.

 

Neste momento acontece o ponto mais destacado nos diálogos acontecidos entre os jovens acadêmicos e seu professor, envolvendo também as frases ditas pelos julgadores, pelo promotor em acusação implacável, por tantos se sentindo sem culpa, outros tantos indiferentes, igual ao visto por Hannah Arendt no processo de Eichmann. Sim, porque a filósofa ouvira do presidente da corte que era preciso separar os “bons alemães” que era a imensa maioria, dos nazistas criminosos, dando salvo conduto de excedentes alforrias aos noventa milhões de germânicos que aplaudiram Hitler e seus sicários ao longo de doze anos; anos de muitas paradas e desfiles, em louvores extremados ao poderia ariano e a pureza dessa raça.

 

Ora, se em Arendt fora tão difícil compreender que tanta miséria fosse perpetrada contra milhões de judeus, sem qualquer rebelião ou heroísmo, milhões sendo conduzidos ao extermínio em condescendência de carneiros, como imaginar também que tudo se passou em violências de uma minoria contra a grande maioria de “bons alemães”?

 

E por acaso Eichmann na realidade crua e Hanna Schmidt na ficção nua do filme poderiam fazer diferente se era essa a missão de ambos, uma missão aprovada e referendada por noventa milhões de alemães?

 

Mas os alemães de 1966 não se acham os mesmos do tempo da guerra, muito menos os que caçavam judeus para deportá-los e gaseificá-los, como solução final.

 

E assim a esperteza se aproximou dos culpados também, e poucos o foram como Eichmann que nunca negou sua missão, embora se eximisse de juramentos e denúncias: “Um dos poucos dons que o destino me concedeu, – colhe Arendt dos lábios de Eichmann, em resposta ao Promotor muito antes que este lhe atribuísse os crimes que cometera – é a capacidade de falar a verdade, pelo menos no que ela depende de mim”.

 

E ainda é o carrasco que fala se eximindo de prestar juramento: “Hoje, ninguém, nem mesmo um juiz, jamais me convenceria de fazer um depoimento, a fim de declarar alguma coisa como testemunha. Eu o recuso, eu o recuso por razões morais. Pois, como minha experiência me diz que, se alguém é leal ao seu juramento, um dia terá de agüentar as conseqüências, eu decidi uma vez por todas, que nenhum juiz do mundo ou qualquer outra autoridade jamais me obrigará a jurar ou dar um testemunho sob juramento”. Mas, quando lhe perguntaram como encarava a “questão judaica” respondeu: “encarava os judeus como opositores, para quem era necessário encontrar uma solução aceitável e honesta,… tendo salvado muitos judeus,… mas agora o povo se esquece de tudo isso.”

 

Algo assemelhado com Hannah Schmitz que se notabilizara pela bondade com que tratava as judias enviando-as à câmara de gás, só as mais fracas e doentes, e que se marcara, sobretudo, porque sempre pedira que as prisioneiras lhe lessem livros antes de serem enviadas à morte.

 

E o filme compara a leitura antes do orgasmo, como uma tara perniciosa, uma espécie de gozo trágico e doentio na antecâmara da morte.

 

Ora, do mesmo modo como Eichmann se tornara o ideal bode expiatório de tantos, assumindo todos os erros sem dividi-lo com outros, Hannah Schmidt se vê agarrada em teia de aranha fatal, porque atraíra contra si o ódio de todos, sobretudo das suas companheiras mais culpadas, sendo responsabilizada por redigir e escrever de próprio punho um relatório final que permitira o assassinato de trezentas mulheres, incineradas vivas, aprisionadas numa igreja que fora bombardeada pelos aliados.

 

É aí que acontece o grande drama de Berg. Só ele sabe que Hannah Schmidt não poderia escrever tal relatório; ela era analfabeta, suprema vergonha, que a fazia pedir a todos que lessem em voz alta para ela. E Berg, preso entre a revolta, o medo e a covardia, exime-se de coragem em testemunhar ao seu favor virando seu drama trágico e permanente, porque Hanna, a mais inocente das acusadas, fora a única condenada à prisão perpétua.

 

E o filme mostra o seu envelhecer vinte e dois anos na prisão sem receber qualquer visita, enquanto Berg se angustia em seu medo e covardia, incapaz de ter intercedido e provado a inocência da mulher amada.

 

É aí que a estória se torna terna, com Berg gravando livros e livros, mandando para Hannah Schmidt que ouve as fitas na prisão, terminando por conseguir aprender a escrever, destrinçando letras e palavras, quais hieróglifos compatibilizados ao som da voz longínqua do “garoto” que lhe lê “A Dama do Cãozinho”, do russo Anton Chekov.

 

No mais, não é de bom tom falar do resto do filme e do seu final. Direi apenas que o drama evidencia também que o holocausto tem sido um excelente tema para movimentar fortunas. “Há sempre uma instituição judia para receber dinheiro”, fala a sobrevivente do campo de concentração que identificara e acusara Hannah Schmidt, como se fora um Adolf Eichmann em saias.

 

“O Leitor” é um grande filme, repito. Assisti-o anteontem, terça-feira 10 de fevereiro. E o cinema estava quase vazio. Não um vazio igual ao daqueles que passam pela vida como Berg, “o leitor”, que em muitos encontros e outros tantos desencontros, caminham pela existência sem realizar o sonho e a esperança, jamais se encontrando para sempre com o ser amado.

 

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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