O que Aracaju ganha com os Editais de Cultura?

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O prefeito Edvaldo Nogueira lançou na última quinta feira o edital de apoio à produção de espetáculos teatrais. Dias antes, havia lançado o edital de estímulo ao áudio visual e anunciado o mesmo procedimento também para a área da música local. Em cada modalidade, serão escolhidos cinco projetos que serão contemplados com 15 mil reais para a realização dos trabalhos.  

Para um leitor mais desavisado, pode até parecer pouco. Mas é fundamental lembrar que, exceto pela Lei de Incentivo à Cultura, a administração municipal ainda não havia lançado um programa sistemático de fomento à produção das artes em Aracaju.

O quer havia até então era o apoio eventual a uma iniciativa ou a compra de um ou outro
espetáculo nos eventos oficiais. Esse tipo de incentivo, embora louvável, na prática acaba favorecendo quem tem mais prestígio ou acesso às pessoas com poder de decisão. Os editais são abertos à participação de todos e, segundo o próprio prefeito, serão julgados por uma comissão composta por personalidades de fora do estado. Isso pode até não garantir uma isenção total, mas não parece existir melhor forma de evitar o famoso tráfego de influências.

A Lei de Incentivo à Cultura, já deu provas de que é burocrática e de difícil assimilação por parte do empresariado. Isso sem contar com o estardalhaço feito por um ex-presidente da Funcaju sobre supostas irregularidades não comprovadas na aplicação da Lei. O episódio afastou ainda mais os empresários.

Esta coluna não está nem um pouco interessada em política partidária nem em defender esse ou aquele grupo, mas não pode deixar de dar o mérito à nova presidência da Funcaju, órgão gestor da “cultura oficial” no município.

Os editais de fomento à produção são um avanço e tanto na formulação de uma postura mais
profissional na relação artistas/poder público. Editais oxigenam e democratizam a cena cultural, agitam a vida da cidade com os lançamentos, fazem a platéia crescer e os artistas trabalharem em todos os sentidos. Como se não bastasse, são uma injeção e tanto na tão combalida economia da cultura. Quem for contra isso, ou age por alguma mesquinharia política ou é porque é um chato mesmo!

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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