O rapa a jato

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O dinheiro que se investe em Saúde e Educação é uma fábula. Mas muito mal aplicado. As escolas formam futuros desempregados, completamente despreparados e a Universidade sucateia o investimento que deveria ser feito por aluno/indivíduo. Aluno deveria ser tratado como pessoa particular. Não como grupo – tipo boiada.

Na saúde igual. O dinheiro que se gasta com cada paciente é irreal. O rapa conhecido como Samu, transporta o doente e o joga no João Alves, Cirurgia. Existe um mapeamento do futuro daquele paciente deixado lá? Morreu? Foi encaminhado para onde? Sofreu traumatismo grave? Deveria ter sido feito algo que não foi feito no atendimento de urgência? Liga-se para o hospital para saber que fim levou o paciente deixado? Deveria haver um mapeamento para saber que resultados concretos o serviço pago caríssimo tem.

As pessoas são cachorros? Num país civilizado Educação e Saúde são prioridades vitais. Nos postos de  atendimento da Prefeitura, um médico atende a mais de 200 pessoas. Estressados, deixam que a sua cesta de lixo exponham gases com sangue e esparadrapos com secreção. Isto abarrotando. Quase derramando no chão. Todos medicam quase a mesma coisa: buscopan, plasil, tylenol. O atendimento é superficial.

Não há encaminhamento para um  especialista, pelo menos os atendimentos que presenciei. O Ministério Público deve abrir uma comissão de sindicância para acompanhar estes atendimentos nos finais de semana.
Afinal, os postos são mantidos com uma boa fatia da verba para a saúde e excelência em qualidade não existe, nem se busca.
Na Universidade Federal de Sergipe o mato toma conta dos canteiros, o Colégio de
Aplicação, um referencial-modelo, está precisando de reforma e ampliação. O Reitor, posa de intelectual -acadêmico, mas não dá nenhum salto qualitativo nem ousado. É raso.
Educação e Saúde são responsáveis por todo atraso de uma civilização. A Secretaria de Estado da Saúde vai comprar helicópteros. É o rapa à jato.

Este episódio
O Sindicato dos Jornalistas – Sindijor, defende a liberdade de imprensa com unhas e dentes. E há mal nisso? Independente de ser Gilmar Carvalho ou Luiz Eduardo Costa – todos são livres para dizer e escrever. Confundir a pessoa do Presidente, Cristian Góes, por ser assessor da deputada Ana Lúcia, não quer dizer nada. O resto é balela.

Resposta ao leitor

Um leitor da coluna e mais oito e-mails não concordam com a nota “Arquitetos, esta classe…” 

O senhor Igor Avilla diz que “existem arquitetos simples, batalhadores, caridosos e honestos e que levam calotes de pessoas que não podem pagar um arquiteto,
mas não dispensam este profissional…”

A coluna não disse que são desonestos, disse e reafirma que muitos não chamam os colegas mais próximos para ganhar dinheiro juntos, são ambiciosos e só pensam em si… o que de fato, acontece.

Por falar em arquiteto

Murilo Guerra talvez nunca adquiriu uma obra de Eurico Luiz. Ao morrer Eurico Luiz, o arquiteto nem se dignou a ir ao cemitério, nem ao velório. Os dos seus  conhecidos ricos, ele não falta nunca. Quando viaja traz souvenirs baratos para os amigos. Quando da inauguração do Cemitério Colina da Saudade, chamou uma cerimonialista para realizar a festa, enquanto o mais antigo cerimonialista do Estado, seu amigo – segundo ele – amargava maus bocados.

O Boletim do TRE
Narciso perde. O jornalista Ricardo Ribeiro assina todas as matérias de um boletim do Tribunal Regional Eleitoral. Se o nome está no expediente, não precisa assinar mais nada.

Pérola e adeus

Luciano Correa manteve um programa excelente na TV Caju. Chamado “Contraponto” ele debatia diversos assuntos. Resolveu deixar o programa. Pérola também é o seu texto no Jornal do Dia “O Reverendo e as coisas mais importantes”.


Sukita
Sukita, vendedor de carros semi-novos, quer se recandidatar à Prefeitura de Capela, depois de ter sido cassado por abuso de poder econômico. No episódio do relógio rolex, que fui levado a uma delegacia, o cassado Sukita disse “que não tinha olhos de borracha”. Deveria ter para saber que compra de votos é crime. E depois de cassado, pode se recandidatar?

Deso: Caso de polícia
A Deso, uma empresa rica, quebra as ruas e deixa tudo lá esburacado. Na avenida Pedro Calazans é caso de calamidade. Um vazamento imenso na rua Estância escorre de sexta até o fechamento desta coluna o 0800 nada resolve. A PMA deveria acionar o Ministério Público para obrigar a Deso a fechar os buracos e deixar como estava e não um armengue como a Empresa de água faz. E por falar em água, por que a água que chega à Terra Dura está amarelada? Por que não manda a água da mesma cor para a avenida Beira Mar?

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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