O VOTO “UNI-DUNI-TÊ” ESTÁ ESCASSO

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É bem verdade que ainda faltam alguns meses para as eleições municipais deste ano. Mas o que parece distante, na verdade, nunca esteve tão próximo. Aliás, o tempo urge para todo aquele que pretende lançar-se candidato a prefeito em 2008. Não dá para ignorar esse fato. E aqueles que não tomarem consciência disso, agora, estão fadados ao insucesso nas urnas.

 

Se observarmos com carinho o desempenho de candidaturas postas na última hora, em eleições passadas, chegaremos à conclusão que o prazo fatal de junho – mês em que são realizadas as convenções partidárias – é por demais exíguo para se “trabalhar” o eleitorado. Depois das convenções, restam apenas três meses para o pleito. E esse prazo, convenhamos, não é suficiente para garimpar votos. Não há horário eleitoral gratuito no rádio e na TV que salve.

 

É certo que a lei eleitoral proíbe propaganda antecipada, mas a indefinição proposital de uma pré-candidatura majoritária poderá causar danos incalculáveis ao futuro candidato. O custo da eleição, por exemplo, ao contrário do que se prega por aí, sobe a níveis estratosféricos. Ou você nunca se viu obrigado a comprar um ingresso para aquele show que tanto queria ver – e deixou para a última hora – na mão de um cambista? É mais ou menos assim que funciona. Quem chega por último paga um alto preço por ser retardatário.

 

E não me refiro apenas aos acordos políticos firmados na calada da noite entre as principais lideranças partidárias. Até porque acordo entre políticos é como bumbum de nenê: não se sabe o que esperar. De repente, eis que vem a surpresa!

 

Quando escrevo sobre a necessidade de o político colocar logo a sua pré-candidatura nas ruas, talvez até durante o carnaval, advogo a tese de que a população precisa tomar consciência da pretensão dele em ser candidato. O voto “uni-duni-tê-salemê-minguê” está ficando cada vez mais escasso. E os chamados currais eleitorais, dos líderes políticos de outrora, não passam hoje de meras recordações do passado.

 

O mais humilde eleitor tem, hoje, suas recônditas preferências e simpatias, baseadas na exposição do pré-candidato na mídia, em eventos nos bairros, nas ruas. Uma candidatura tem que ser comentada. E o candidato precisa usar e abusar de todo o seu carisma para ser lembrado nas urnas.

 

Visitinha rápida e aperto de mão com direito a “oncinha”, em plena campanha, não funcionam mais.

 

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Curtíssimas

 

*  A competência do presidente do Banese, João Andrade, na área de tecnologia da informática é algo indiscutível. Seu conhecimento técnico sempre fora elogiado por todos no Banese. Mas João Andrade, ao que parece, reformatou a máquina ao assumir novamente a presidência do banco, e, com a sua nova forma de lidar com as pessoas, inclusive aliados, está prestes a espalhar um vírus nas futuras pretensões políticas do governador Marcelo Déda naquela Casa.

 

*  O Estado de Sergipe conseguiu alcançar um superávit em sua balança comercial, depois de 13 anos de exportações pífias. Houve no último ano um incremento de 83% nas exportações em relação ao ano de 2006. Mas ainda estamos muito aquém do nosso potencial.

 

*  O presidente da Emsurb, Sílvio Santos, já está em campanha pela vaga de vice na chapa de Edvaldo Nogueira. Vai bater de frente com Márcio Macedo, dentro do PT, que também pleiteia esse posto. Aliás, os petistas já dão como certa a indicação do vice na chapa de Edvaldo nas eleições deste ano. Só não se tocaram ainda sobre o que pensam os demais partidos aliados.

 

* O ex-governador João Alves Filho está sendo pressionado por todos os lados. Os correligionários querem, de qualquer maneira, que ele seja candidato a prefeito. Mas em casa a história é outra. Ouça agora o que pensa a senadora Maria do Carmo sobre essa candidatura…

 

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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