Opus Dei, câncer católico

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  Deste a extinta Gazeta de Sergipe este jornalista escreve de vez em quando sobre religião. Foi assim que ainda na Gazeta de Sergipe descobriu um artigo plagiado por Dom Lessa, na coluna que escreve no Cinform onde trechos foram retirados de artigo do jornalista César Benjamin. Foi assim que fez a defesa dos familiares do falecido padre Pedro – o sergipano do século – que estavam sendo despejados da única casa que ele deixou pela própria Diocese de Aracaju.

  Mais recentemente, com a campanha eleitoral muito se fala da  Opus Dei (Obra de Deus), segmento da Igreja Católica que tem práticas das mais reacionárias possíveis. Vários livros de ex-seguidores da Opus Dei foram escritos onde denunciam desde a invasão de privacidade até a proibição de sexo e os flagelos através de um instrumento, o cilício que tem que ser usado diariamente apertado a uma parte do corpo.

  Várias famílias já perderam seus filhos quando ingressam na seita. Começam como numerários que são membros celibatários, que vivem em centros da obra e cumprem um rígido programa diário de rezas e rituais comprometendo-se com a pobreza pessoal e a obediência irrestrita aos superiores. Os ganhos auferidos na atuação profissional são administrados pela instituição, assim como o patrimônio. Mulheres e homens vivem separados. Depois têm os supernumerários, adscritos, adjuntos, auxiliares, sacerdotes numerários e cooperadores. Uma mãe, revoltada com a perda do filho para a seita, lançou um manual de alerta as famílias católicas contra a falsa obra de Deus. “A gente se prepara  para não perder os filhos para as drogas e para a violência. Ninguém se preocupa em perder o filho para a religião”.

  No Brasil a Opus Dei tem cerca de 2 mil seguidores, mas seus admiradores são estimados na casa dos milhões. Entre os executivos da Opus Dei no Brasil está o jornalista Carlos Alberto Di Franco, que entre outras coisas deu aulas de formação cristã ao então governador e hoje candidato a presidente da República, Geraldo Alckmin. O tucano se aproximou da seita através de uma prima, Maria Lúcia Alckmin (que tem o mesmo nome da esposa dele) e pelo tio, o desembargador aposentado José Geraldo Rodrigues de Alckmin, falecido em 1978 que foi o primeiro supernumerário do Brasil. A Opus Dei ajudou a Alckmin a anular o primeiro casamento da esposa junto ao vaticano, para que os dois casassem também na Igreja Católica.

 Leia um trecho do depoimento de  Alckmin sobre a Opus Dei: “Quero agradecer em primeiro lugar aos meus companheiros de partido de São Paulo. Foi graças a São Paulo que estamos virando o jogo. E agradecer aos meus irmãos da Opus Dei, que me confortaram nos piores momentos da campanha até aqui. Mas quero agradecer acima de tudo aos jornalistas brasileiros, sem os quais seria impossível desconstruir esse verdadeiro mito da política que estamos enfrentando. Parecia uma tarefa impossível. O arquétipo do “pai dos pobres” estava profundamente enraizado no imaginário popular, mas certos preconceitos também estavam e a imprensa foi muito feliz em fazer aflorar esses preconceitos. Lembro a todos da associação dos petistas a ratos através do poder da imagem, na capa de Veja que vocês todos conhecem”. Está claro a manipulação da imprensa. Este jornalista não tem religião, mas respeita a todas elas, porém tem uma certeza por tudo que leu e vem sendo questionado por diversas pessoas, inclusive lideres católicos no Brasil: a Opus Dei é um câncer católico.

 

 

Descoberto acordo espúrio

Uma denúncia será formulada na Procuradoria Regional Eleitoral e vai dar muita dor de cabeça a gente grande deste Estado. Tudo leva ao caminho de verbas publicitárias que serão liberadas nas próximas semanas para compensar um determinado acordo que foi feito antes da eleição estadual. Nos bastidores o comentário é que estão procurando um “jeitinho brasileiro” para que as verbas sejam pagas a um veículo de comunicação sem chamar a atenção. Porém, o acordo foi descoberto e agora além dos políticos que estão de olho, a Justiça Eleitoral também vai fiscalizar. E o pior, o acordo tirou até empregos de profissionais da comunicação.

 

Deso começa a pagar a Energipe

A coluna acertou ao publicar ontem que a Deso deve R$ 3 milhões a Energipe por não pagar as contas dos últimos dois meses. Ontem, a empresa resolveu pagar R$ 1 milhão. Resta saber se o resto do débito vai ficar para o novo governador. Sem falar nas contas destes três meses que faltam. Por falar na Deso.: Por quê já começa a faltar água em várias partes de Aracaju?

 

Escola inaugurada sem conclusão da obra

Em Umbaúba, estudantes iniciaram as aulas numa escola inaugurada recentemente pelo Governo do Estado e lá descobriram novos colegas: pedreiros e o pessoal que trabalha na empresa contratada. A escola não poderia ter sido inaugurada, porque não foi concluída. Foi lá também que o governador quis colocar asfalto na cidade sem autorização da Prefeitura e sem trocar a tubulação da Deso. Fez uns 100 metros de asfalto, até que a juíza proibisse o ato. Depois estourou uma tubulação por conta do serviço feito apressadamente.

 

Tem muita gente que não assume o que escreve

Passada a eleição estadual, a vitória de Deda gerou um novo fenômeno na imprensa de Sergipe: síndrome do colunista sumido. São profissionais de imprensa que viraram órfãos de João Alves e resolveram não mais assinar o que escrevem. Porém, nos bastidores e nas reuniões que ocorrem em determinado veículo quando o dono fala, ficam “babando”. Coisa feia…

 

Reza para o santo das causas impossíveis

Os adeptos de São Expedito dizem que o santo está muito cansado nos últimos dias. Tudo porque depois do resultado da eleição em Sergipe pessoas que têm cargos comissionados (será que tem tanto assim?) no Governo do Estado estão fazendo pedidos ao mesmo. Só para lembrar: São Expedido é conhecido como o santo das causas impossíveis.

 

Que fim de governo lamentável para Teixeira

Para os mais novos. José Carlos Teixeira no inicio da década de 80, foi prefeito de Aracaju por alguns meses por conta do acordo feito entre João Alves e Jackson Barreto. Foi uma administração excelente. Antes disso José Carlos se destacou como deputado federal de oposição. Hoje, na Secretaria de Estado da Cultura foi protagonista de um episódio lamentável,  a orquestra Sinfônica de Sergipe não se apresentou em Salvador no último dia 4 por questões políticas. Leia o que ele disse no Jornal da Cidade de ontem: “…Perdemos aqui e lá, não tínhamos condições emocionais nem motivos para comemorar. Foi só uma questão de solidariedade”. É assim que a cultura é tratada em Sergipe.

 

12 de Outubro – Criança merece dignidade e respeito I

O Sindisan aproveita o Dia da Criança, amanhã, para lembrar a importância do respeito ao ECA: “São 16 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), criado pela Lei Federal 8.069/90, que regulamentou o artigo 227 da Constituição Federal Brasileira. Verifica-se ainda que o estado brasileiro não vem respeitando esse instrumento legal. As razões são várias, principalmente pela falta de programas voltados à instalação de creches, a erradicação da criminalidade, o trabalho infantil, a exploração sexual contra crianças e adolescentes e também a geração de empregos para os jovens”.

 

12 DE Outubro – Criança merece dignidade e respeito II

Continua a nota do Sindisan: “Por isso, o dia 12 de outubro, não pode ser apenas uma data utilizada pelos capitalistas, com fortes apelos de marketing comercial, como um dia de compras ou de presentes – dia da criança. “É necessário politizar essa data, para que a população possa exigir do governo federal, estadual e municipal o respeito ao ECA”, disse Antônio Carlos Góis, Presidente da CUT/SE. Creche e educação é um direito da criança e um dever do Estado. No dia 12 também se celebra o Direito à Creche – uma reivindicação história das entidades feministas e das mulheres da CUT. Muitas famílias que moram me bairros carentes têm dificuldades em encontrar vagas na rede pública para suas crianças. Em Sergipe de um total de 102,4 mil crianças até 6 anos (IBGE/PNAD 2005) apenas 4.299 freqüentam creches públicas e 9.580 creches particulares. Faltam equipamentos públicos, investir na formação das crianças é lei e um dever do Estado”.

 

Analise da Opus Dei, por Sebastião Nery

Sebastião Nery escreveu sobre a Opus Dei: “A TFP (Tradição, Família e Propriedade), surgida no Brasil através do estranho solteirão Plínio Correa de Oliveira,  constituinte de 1934 por São Paulo, eleito pela Liga Eleitoral Católica, jornalista, ridículo e retardatário cruzado da Idade Média em pleno século XX.  A TFP implodiu em escândalos em 84, Plínio Correia morreu em 95. Mas há uma outra instituição com o mesmo DNA, mais discreta e muito mais perigosa, porque meio secreta quase maçônica a “Opus Dei” (Obra de Deus), encravada dentro da Igreja e oficializada como “prelazia pessoal do Papa”. Fundada em 1928 na Espanha pelo padre José Maria Escrivã de Balaguer (deixou um livro-Bíblia, “O Caminho”, com “999 Ensinamentos”), morto em 1975 e canonizado já em 2002 pelo Papa João Paulo II, a Obra, ultraconservadora, tem 85 mil membros no mundo (2 mil padres, 83 mil leigos, 55% mulheres), milhões de “cooperadores” e US$ 2,8 bilhões. A “espinha dorsal”  da “Opus Dei” (embora “Opus” seja palavra neutra, eles gostam de chamar-se “o Opus”) são os “numerários: leigos e leigas celibatários que vivem nos centros da instituição cumprindo um ritual diário de rezas e mortificações (cilícios amarrados ao corpo, ferindo-se duas horas por dia, e flagelos para chicotear as nádegas nuas uma vez por semana), e os super-numerários, que podem casar-se, ter filhos e patrimônio próprio”.

 

Frase do Dia

“Alkmin já era o candidato da Febraban, Fiesp, TFP. Agora, “Opus Dei”. Só faltam os Templários. Vota nele quem quer. Mas sabendo que já tem dono”. Do jornalista Sebastião Nery na coluna que escreve diariamente e é publicada em vários jornais, inclusive no Correio de Sergipe. A frase é da coluna publicada no dia 18 de janeiro de 2006.

 

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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