Sexo sem camisinha: uma escolha perigosa

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Pesquisas do Ministério da Saúde já mostraram que 95% das pessoas  sabem que a camisinha previne a infecção pelo HIV, porém apenas 20% usam sempre o preservativo nas relações sexuais com parceiros fixos e, pouco mais de 50%, usam com parceiros ocasionais.
Com esses dados e com as revelações das pessoas na hora que vão fazer os testes rápidos, dizendo que não usam o preservativo alegando diversos motivos, concluímos que vai ser muito difícil, zerar novas infecções pelo HIV e outras Infecções Sexualmente Transmissíveis, mesmo que seja em longo prazo.

Algumas pessoas, com o “pensamento político”, culpam o governo pelo aumento das Infecções Sexualmente Transmissíveis, apesar das inúmeras ações de prevenção que já foram e são realizadas, disponibilizando os testes rápidos e os preservativos e orientando sobre a transmissão das infecções e as medidas preventivas.

Decidir se usa ou não camisinha, é uma escolha de cada um, seja qual for a orientação sexual (heterossexual, homossexual ou bissexual).  Ter relação sem preservativo pode ser uma escolha perigosa. Toda pessoa que ter relação sexual sem camisinha, está “entregando” a sua saúde ao parceiro ou parceira. As pessoas que mudam de parceiro ou de parceira sexual e não usam o preservativo, mais cedo ou mais tarde, poderão ser infectadas por alguma Infecção Sexualmente Transmissível (IST), seja o HIV, a Sífilis, a Hepatite B, a Gonorreia, o HPV ou outra infecção, até o novo vírus Zika.

A opção por não usar camisinha nas relações sexuais, nem sempre está ligada ao nível social das pessoas e nem ao acesso às informações sobre as infecções que podem ser transmitidas sexualmente.  Já perdemos médicos, enfermeiros, psicólogos, estudantes universitários, advogados, professores, políticos, artistas famosos, operários de fábricas, moradores de rua e favelados, em consequência da AIDS.

Os motivos alegados para não usar camisinha são diversos: “é mais gostoso sem camisinha”, “é mesmo que chupar bala com papel”, “conheço minha parceira”, “ ela é casada e só transa comigo e com o marido”, ”ele é cheirosinho e tem a pele limpa”, “confio nele ou nela”, ”eu não corro risco”, “ela é um filezinho”, “eu não pego qualquer uma”…

Há uma grande distância entre a informação adquirida e a mudança de atitude com relação à prevenção.  Isso ocorre em todos os setores das nossas vidas. Em algumas situações da vida, o medo da punição até ajuda na prevenção. Quantas pessoas que só usam cinto de segurança porque têm medo da multa no trânsito? Quantas pessoas deixam de beber quando dirigem por causa da Lei Seca e não com medo de acidente? É lógico que é impossível a criação de leis proibitivas para o sexo sem camisinha…

O medo de ser infectado pelo vírus da AIDS parece que acabou em boa parte da população e as pessoas só ficam assustadas quando descobrem, por algum motivo, que o parceiro ou parceira tinha o HIV e nem ele ou ela próprio sabia, passando a acreditar que estava se envolvendo em uma situação de risco e nem imaginava.

Mas vejam como é difícil lidar com o comportamento humano: existem pessoas que, por escolha individual, querem correr risco, ou acham que aquela situação de risco não representa perigo para ela.  Já ouvimos a frase “correndo risco é mais gostoso”, no trânsito, nos esportes radicais e, infelizmente, na vida sexual.

Alertamos, mais uma vez, os riscos de uma relação sexual sem o preservativo: Hepatite B – pode levar a cirrose e câncer no fígado; HPV – pode levar ao câncer de colo de útero; Sífilis – pode levar a lesões no coração e sistema nervoso, além do problema das gestantes que é a sífilis congênita; Gonorreia – pode levar a esterilidade; HIV – leva a imunodeficiência (não há cura) e às Doenças Oportunistas; Gravidez – quando não planejada, pode trazer consequências para a família e para o bebê.

Portanto, ter uma relação sexual sem camisinha, é uma questão de escolha que pode trazer consequências para toda vida.

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