SÓ NO SEGUNDO TURNO

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O povo sergipano não vai ter grande dificuldade este ano para escolher o seu futuro governante. Afinal, opções não faltam: seis candidaturas a governador foram registradas no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) para o pleito que se avizinha. É bem verdade que dois nomes – João Alves Filho e Marcelo Déda – caminham para uma polarização, de acordo com as últimas pesquisas divulgadas. Mas isso não quer dizer muita coisa. A pesquisa que vale mesmo é a das urnas. Aliás, todas as vezes que “favoritos” são apontados com certa antecedência acabamos por nos surpreender com o resultado final das eleições.

 

Quem não lembra da vitória antecipada de José Carlos Teixeira, em 1986, contra Valadares? Ou de Albano Franco, em 1994, contra Jackson Barreto? Os resultados para os “favoritos” foram, simplesmente, decepcionantes. José Carlos Teixeira sofreu uma derrota acachapante. E Albano Franco, somente graças ao empenho do então governador João Alves, na reta final, conseguiu reverter a surpreendente derrota que sofrera no primeiro turno. Que sufoco!

 

Na eleição deste ano, já se consegue identificar situações semelhantes aos pleitos anteriores. Primeiro, vieram as pesquisas precursoras com os “favoritos”, depois começaram os entendimentos políticos para a formação de alianças (as chamadas conversas de pé-de-orelha), em seguida foram definidas as chapas majoritárias e proporcionais nas convenções dos partidos e, agora, iniciada a campanha propriamente dita. Como diria o nordestino da gema: a hora do “pega pra capar”.

 

Seguindo a praxe, a partir de 15 de agosto, começa o horário gratuito do TRE no rádio e na televisão e todos – não tão democraticamente – terão espaço para dizer o que pensam e projetam para Sergipe caso eleitos. 

 

Não somos, contudo, videntes para imaginar que o resto do jogo deve trilhar caminhos idênticos aos dos pleitos anteriores. Surpresas existem. Um fato, no entanto, não surpreende mais: Depois do advento do segundo turno nas eleições brasileiras, dificilmente, prefeitos e lideranças municipais trabalham com denodo e garra suficientes para definir o pleito no primeiro turno. As razões…Você até pode imaginar.

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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