Só recorrendo ao papa

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Não foi dessa vez que Sergipe festejou a indicação de um ministro. Mesmo tendo sido votado por 32,46% dos sergipanos, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) deixou o estado a ver navios na composição do ministério. E mais: até o momento o capitão não indiciou um único filho da terrinha para qualquer cargo do 2º escalão do governo. Pelo visto, os políticos sergipanos apoiadores deste governo militar terão que se contentar em indicar apadrinhados para os cargos federais em Sergipe. Diante de tamanha falta de prestígio, bem que os nossos representantes em Brasília poderiam pedir à Igreja Católica que convencesse o santo papa a indicar um sergipano como ministro da Eucaristia. Pelo menos, teriam uma pessoa da confiança deles distribuindo a comunhão na missa de domingo. Misericórdia!

Bem na fita

No terceiro mandato, o deputado federal Fábio Reis (MDB) foi escolhido como vice-líder do maior Bloco Parlamentar da Câmara Federal. O grupamento é composto por 302 parlamentares e 11 partidos, dentre os quais o PSL, do presidente Jair Bolsonaro. Contou para a escolha de Reis, a sua experiência política e o bom relacionamento com os colegas, especialmente com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM/RJ). Então, tá!

Nem Nem

Cerca de 25% da geração Millennial – também chamada de “Nem Nem” – que compreende jovens nascidos entre 1980 e 1996, está desempregada. Segundo a pesquisa feita pela empresa MindMiners, a maioria desses jovens (68%) aceita empregos que paguem menos ou fora de sua área de formação (82%). O estudo também apontou que quase metade dos entrevistados (47%) não estuda e 34% não estuda e nem trabalha. Todos são vítimas da crise. Aff, Maria!

Togas sujas

Os senadores Rogério Carvalho (PT) e Maria do Carmo Alves (DEM) preferiram não assinar o pedido de abertura da “CPI Lava Toga”. De autoria do senador Alessandro Vieira (PPS), a proposta obteve 27 assinaturas para tramitar. O parlamentar sergipano quer investigar o comportamento dos ministros togados que, segundo ele, abusam de pedidos de vista, desrespeitam o colegiado e participam de atividades econômicas incompatíveis com o cargo. Cruzes!

Triste sina

“Quando a lama virou pedra/ E Mandacaru secou/ Quando o ribação de sede/ Bateu asa e voou/ Foi aí que eu vim me embora/ Carregando a minha dor”. Na música “Paraíba”, Luiz Gonzaga retrata o calvário das vítimas da seca, que devasta quase tudo, menos a esperança do sertanejo, temente a Deus e mais confiante em seu “padin Ciço” do que nas promessas dos homens. Ó meu Divino São José, dai-nos chuva com abundância!

Educar é a saída

Só há uma arma eficiente para reduzir verdadeiramente a violência: a educação. Quem pensa assim é o presidente estadual do DEM, Mendonça Prado. Com a experiência de quem já foi secretário da Segurança e não conseguiu reduzir a criminalidade em Sergipe, Mendoncinha diz que não há como melhorar nada sem priorizar a educação. “Basta verificar quais foram os países que evoluíram e de que maneira. Sem boa educação não há futuro”, discursa. Certíssimo!

Strip privê

Após ter perdido uma robusta gratificação, um esbelto policial recorreu ao ‘bico’ para recompor o orçamento doméstico. Decidiu fazer strip tease para animadas rodas de bem capitalizadas dondocas da city. A festa privê está lhe rendendo quase cinco vezes mais do que a polpuda gratificação perdida. “Arrependo-me por não ter pensado nisso antes”, diz o policial, enquanto expõe o cano longo de seu “trezoitão”, para delírio das animadas senhoras. Marminino!

Briga paroquial

E o deputado federal Gustinho Ribeiro (SD) não quer ver como coordenador da bancada sergipana quem, segundo ele, é incapaz de coordenar o próprio mandato. Sem citar nomes, Ribeiro acusa o candidato à função de ser orientado politicamente “pelo irmão com fama de bandido”. Ouvido pelo portal Faxaju, o deputado federal Fábio Reis (MDB) vestiu a carapuça: “Não conquistei meu espaço agredindo nenhum outro colega. Ele (Gustinho) tem muito que aprender. Além disso, eu não respondo a pessoas insignificantes”. Homem, vôte!

Rei de empregos

Tem um médico em Sergipe que acumula sete empregos públicos, totalizando 224 horas semanais trabalhadas (das 168 possíveis), e R$ 77 mil de salário. A grave denúncia é do conselheiro Clóvis Barbosa de Melo, do Tribunal de Contas do Estado. Segundo ele, uma auditoria do TCE também descobriu outros 26 casos de acumulação ilícita de cargos no Fundo Municipal de Saúde de Lagarto. Só Jesus na causa!

Movimento parado

De um comerciante no centro de Aracaju: “A crise tá tão braba, mas tão braba, que até quem compra fiado e não paga deixou de comprar”. Como dizia o saudoso empresário sergipano Josias Passos, “o movimento está parado”. Crendeuspai!

Recorte de jornal

Publicado no jornal aracajuano O Nordeste, em 31 de dezembro de 1938

Resumo dos jornais

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