Um piso e duas medidas

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A forte reação do Sintese contra a equação usada pelo governo de Sergipe para pagar o piso salarial dos professores (salário base mais as gratificações) parece extemporânea, principalmente quando a entidade acena com a possibilidade de uma greve geral justamente no início das aulas. A medida mais lógica não seria mover uma ação judicial para obrigar o governo a pagar o que a categoria acha que tem direito? Por que ameaçar cruzar os braços antes de esgotarem todas as tentativas de entendimento, mesmo sabendo que uma paralisação agora compromete todo o ano letivo? Ao preferir o confronto, o Sintese opta pela medida mais radical e faz suspeitar que a luta pelo piso não passa de uma cortina de fumaça para romper politicamente com o governador Marcelo Déda (PT). Em sendo correto esse raciocínio, seria mais inteligente e politicamente proveitoso se o sindicato e os afoitos futuros grevistas levantassem a bandeira da melhoria do ensino, indo às ruas em defesa de melhores instalações físicas, mais cursos de qualificação e, consequentemente, a valorização da escola pública. É que talvez isso dê mais trabalho do que cunhar palavras de ordem, bater boca nas emissoras de rádio e cruzar os braços simplesmente.

 

Adiante dos bois

 

Chega a ser risível a decisão do prefeito de Itabaiana, Luciano Bispo (PMDB), de procurar o Ministério da Justiça para pedir que sejam enviadas tropas federais para combater a criminalidade naquele município. Ora, se todos os prefeitos do Brasil seguissem a lógica do peemedebista, ia faltar gente na Força Nacional de Segurança para atender tantos pedidos. Antes de procurar o ministro Tarso Genro, não seria mais lógico e menos demagógico discutir a questão com o governador Marcelo Déda? Alguém precisa dizer a Luciano que tal reivindicação não é papel de prefeito.

 

Franquias em alta

O faturamento das redes de franquia deve crescer em torno de 19,4% no primeiro trimestre deste ano, conforme números divulgados ontem pela Associação Brasileira de Franchising (ABF). A pesquisa, feita por amostragem nas 53 maiores redes de franquias do país, mostra que o faturamento do setor cresceu 21,5% no quarto trimestre de 2008. O último trimestre mostrou que a área de franquias não foi tão afetada pela crise externa como outros setores. A maioria das redes projeta entre 5,5% e 6% a abertura de novas unidades em 2009.

Essa é dose

 

O desempregado José Carlos da Silva foi preso quando realizava uma blitz particular em Nossa Senhora do Socorro. Fardado, de arma em punho e duas – logo duas – carteiras de policiais, o homem começou a parar os carros, pedir documentos e, de quebra, um “oxiluzinho” para liberar o “infrator”. Deu azar, pois uma viatura da Polícia passava pelo local e estranhou o procedimento do “militar”. Preso, ele disse que resolveu se fantasiar de sargento porque está sem trabalho. Já pensaram se todos os desempregados seguissem a lógica de José Carlos. Ia faltar espaço para tantas blitzes.

 

Juros menores

 

A Caixa Econômica Federal passou a operar desde ontem, com novas taxas de juros nas modalidades de crédito comercial para pessoa física e jurídica. Esta é a terceira redução de juros neste ano. São 20 linhas de crédito que terão taxas menores. Em pessoa física, destaque para a compra de material de construção, automóveis e consignado. Para as empresas, as maiores reduções são para capital de giro e antecipação de recebíveis.

 

Bem na fita

 

O Banco do Estado de Sergipe (Banese) aplicou nos últimos dois anos R$ 43 milhões em operações de microempréstimos, beneficiando mais de 25 mil pessoas no período. Segundo o presidente do banco, Saumíneo Nascimento, somente em operações do Microcrédito Banese, que envolvem empréstimos de até R$ 2 mil, o Banco atendeu, em 2007 e 2008, a um total de 22.544 pessoas. Já através do Credi-Invest Banese, que envolve empréstimos de até R$ 10 mil para pessoas físicas (profissionais liberais e autônomos), o banco realizou nos últimos dois anos 2.589 operações.

 

Recuperação

 

O crédito para a aquisição de veículos usados apresentou recuperação no primeiro mês do ano, quando 68% dos negócios foram realizados com algum tipo de financiamento, contra 56% observados em dezembro. A Associação dos Revendedores de Veículos Automotores informou ontem que o prazo médio dos financiamentos subiu, passando de 43 para 51 meses. O saldo financiado, por sua vez, subiu de 63% em dezembro para 70% em janeiro. As trocas também apresentaram alta, de 45% em dezembro para 51% em janeiro.

 

Exigência legal


A Energisa informa que o consumidor está obrigado a apresentar o CPF e a cédula de identidade civil quando solicitar uma ligação nova de energia elétrica e atualização cadastral. Segundo a empresa, a exigência é da Resolução 315 da ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica. Caso o cliente não esteja de posse da carteira de identidade no ato da solicitação, poderá apresentar outro documento de identificação oficial com foto.

Cimento em baixa

A
crise, que já atingiu em cheio a indústria nacional, apresenta reflexos também no mercado de cimento. Em janeiro, as vendas do produto caíram 1,7% em relação ao mesmo período de 2008. Segundo o Sindicato Nacional da Indústria do Cimento, a única região onde houve aumento no volume vendido foi o Nordeste, com crescimento de 788 mil toneladas em janeiro do ano passado para 836 mil toneladas em janeiro de 2009, uma elevação de 6,1%. As exportações caíram 88,2% frente ao primeiro mês de 2008.

Reunião-almoço


A Associação dos Empresários de Obras Públicas e Privadas (Aseopp) promove nesta terça-feira uma reunião-almoço para recepcionar o novo presidente do Banco do Estado de Sergipe (BANESE), Saumíneo Nascimento. Será a partir das 13 horas no Quality Hotel. O empresário Luciano Barreto, presidente da Aseopp, falará das propostas, metas e objetivos da entidade e sobre a bem sucedida parceria que a Associação tem com o banco estatal.

 

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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