Viúvas de Amorim

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A derrota do candidato a governador Eduardo Amorim (PSC) deixou boa parte dos eleitores dele descontente, tendo ficado engasgada na garganta daqueles que já se preparavam para retornar ao governo em janeiro de 2015. Estes, mais do que os primeiros, são as viúvas de Amorim, que se acostumaram a tirar benefícios do Poder. Embora não admitam e até se enfezem quando ouvem a verdade, eles sabem que é muito difícil uma liderança política sobreviver por muito tempo a pão e água. Aliás, durante a campanha, alguns amorinistas chegaram a declarar que não suportariam continuar na oposição por mais quatro anos. Estes vão seguir reclamando da sorte e culpando o eleitorado que reelegeu o governador Jackson Barreto (PMDB). Ainda bem que o choro é livre!

Texto decorado

O deputado federal eleito Adelson Barreto (PTB) repetiu esta semana o mesmo discurso feito por ele em 2010. Naquele ano, o petebista agradeceu aos 61.598 eleitores que o reconduziram para a Assembleia e disse que durante a campanha percorreu 2.200 quilômetros. “Foi como se tivéssemos rodado de Aracaju a São Paulo, mas valeu à pena, porque os sergipanos entenderam a nossa mensagem”. Anteontem, Adelson repetiu a mesma ladainha.

Tá fora

A coluna aposta uma mariola como o deputado federal André Moura (PSC) não reverte a impugnação de sua candidatura à reeleição. Não existe qualquer fato novo para os ministros que votaram contra ele no Tribunal Superior Eleitoral mudarem o voto julgamento do Supremo.

A Folha mentiu

O Jornal Folha de São Paulo se retratou ontem sobre notícia publicada na quarta-feira insinuando que o diretor da Petrobras, Zé Eduardo Dutra, estaria envolvido no "esquema que irrigou campanhas do PT, PP e PMDB”. Ontem, o jornal paulista escreveu que em momento algum o ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, “implicou o petista nas denúncias de irregularidades”.

Dutra reage

Em nota oficial, o diretor da Petrobras, Zé Eduardo Dutra, afirma o seguinte: "Minhas vinculações com o PT são públicas e notórias, bem como os períodos em que ocupei a presidência da Petrobras, BR Distribuidora e, atualmente, a Diretoria Corporativa da Petrobras. Repudio quaisquer ilações que procurem vincular meu nome a práticas criminosas e tomarei as providências judiciais cabíveis".

Falastrão

Lembram que durante a campanha o candidato a deputado estadual Manoel Messias Sukita (PSB) dizia ter cerca de 100 mil votos? Pois teve pouco mais de 30 mil, ou seja, 70 mil a menos do que alardeava. Este Sukita é mesmo um falastrão de uma figa!

Muristas

E O PSB sergipano decide hoje com quem vai neste 2º turno das eleições presidenciais. Por enquanto, o partido está rezando na cartilha do PSDB de Aécio Neves, que tem fama de viver em cima do muro. Como a Executiva Nacional do PSB já se decidiu pelo presidenciável tucano, os peesebistas de Sergipe evitam demonstrar a preferência por Dilma Rousseff (PT), porém a maioria vai mesmo votar na petista. Alguém duvida?

Preconceito

No discurso que fez ontem em Aracaju, a presidente Dilma Rousseff (PT) criticou “aqueles que desacreditam no Nordeste e têm preconceito com a sua gente”. Ela se referia a setores da oposição que disseram nas redes sociais que o nordestino não sabia votar e debocharam da sua inteligência e capacidade de trabalho. Empolgada com os gritos de “olé, olé, olá, Dilmá, Dilmá”, a petista pediu que “essa onda contamine todas as casas do Sergipe para conquistar votos”.

Pretos e pardos

Enquanto 50,7% dos brasileiros se declaram pretos ou pardos, segundo o IBGE, apenas 24% dos candidatos já eleitos (deputados estaduais, distritais, federais, senadores e governadores) se declaram da mesma forma. A eleição deste ano foi a primeira em que os candidatos a cargos eletivos tiveram que declarar raça e cor. Os candidatos eleitos que se declararam brancos representam 75,7%. Apenas dois se declararam indígenas (0,1%) e quatro amarelos (0,2%).

Gazeteiros

Vários deputados estaduais ainda não deram as caras na Assembleia depois das eleições de domingo. Alguns destes gazeteiros, que não conseguiram se reeleger, reclamam que não tiveram o trabalho parlamentar reconhecido pelos sergipanos. Qual trabalho, se nem o “ponto” aparecem para bater? Respeitem o povo, folgados!

Recorte de jornal

Publicado no Diário de Sergipe em 17 de junho de 1958

Resumo dos Jornais

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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