Acusado de provocar acidente que matou ciclista está em liberdade

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O acusado foi liberado na manhã desta quinta-feira e usará tornozeleira eletrônica. (Foto: reprodução/redes sociais)

Já está solto, desde a manhã desta quinta-feira, 12, o motorista responsável pelo acidente que causou a morte do ciclista André Rodrigues Espínola, 45 anos. O acidente aconteceu no dia 20 de julho deste ano, na Avenida Inácio Barbosa, Zona Sul de Aracaju. Mario Chiacchiaretta Neto, condutor do veículo que atingiu o ciclista, estava sob efeito de álcool. Ele foi preso em flagrante e responde por homicídio doloso. 

A prisão preventiva foi revogada na última terça-feira,10, pelo juiz Icaro Tavares Cardoso, da 8ª Vara Criminal de Aracaju. O magistrado entendeu que o fato de Mário estar em liberdade não indica que ele praticará atos delituosos e colorará em risco a ordem pública.

O acusado estava preso no Cadeião de Nossa Senhora do Socorro-SE. Ao ser liberado, ele foi encaminhado à Central de Monitoramento Eletrônico de Presos (CEMEP) para colocar a tornozeleira eletrônica e iniciar o monitoramento durante o prazo de 120 dias, que pode ser prorrogado.

De acordo com a decisão judicial, além de ter a suspensão da permissão ou da habilitação para dirigir veículo automotor, Mario também terá que cumprir algumas medidas cautelares impostas pelo juiz responsável pelo caso. Ele terá que comparecer mensalmente em juízo para informar e justificar suas atividades; não manter contato com pessoa arrolada como testemunha nesta ação, devendo o acusado dela permanecer distante; não se ausentar da Comarca de Aracaju, sem autorização judicial, por mais de oito dias; recolher-se em seu domicílio nos dias de folga e, nos dias úteis, das 20h às 06h e submeter-se à monitoração eletrônica.

Relembre o caso

Mario Chiacchiaretta Neto foi preso em flagrante, na noite do dia 20 de julho, por homicídio doloso, quando há a intenção de matar. O carro conduzido por ele atingiu outro veículo, que capotou várias vezes, e também atingiu o ciclista que veio a óbito. Mário realizou o teste de bafômetro, que indicou teor alcoólico muito acima do que é permitido por lei. No dia seguinte, ele participou de audiência de custódia, no qual a prisão em flagrante foi convertida em prisão preventiva. O caso está sendo tratado como homicídio doloso. A defesa chegou a ajuizar um habeas corpus no dia 28 de julho, mas o pedido foi negado.

Por Isabella Vieira e Verlane Estácio

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