Acusados pela morte de procurador vão a júri na próxima semana

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Processo tramita na 5ª Vara Criminal do Fórum Gumersindo Bessa (Foto: Portal Infonet)

Dois réus acusados pela morte do procurador do estado aposentado Antonio de Melo Araújo vão a júri popular na próxima semana, em Aracaju. O julgamento está marcado para ter início às 8h da manhã da quarta-feira, 24, e há perspectiva que só seja concluído no dia seguinte. Sentarão no banco dos réus, Anoilza Santos Gama Melo de Araújo, que à época mantinha um relacionamento amoroso com o procurador aposentado, e Gabriel Ernesto Nogueira de Oliveira, que seria namorado de uma das filhas de Anoilza.

Anoilza, conforme as investigações e a consequente denúncia do Ministério Público Estadual, é apontada como mentora do crime e Gabriel teria atuado para contratar os executores. O procurador aposentado Antonio de Melo morreu atropelado por um veículo de cor prata no dia 6 de abril de 2015, no momento em que ele fazia cooper na avenida Melício Machado, em Aracaju.

A denúncia foi acatada pelo juiz da 5a Vara Criminal, mas Anoilza recorreu, alegando negativa de autoria [sem qualquer participação no evento que causou a morte do procurador]. Somente neste ano, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) julgou o recurso e manteve a pronúncia do juízo de primeiro grau. Em decorrência desse recurso, houve atraso no andamento processual. Gabriel e Anoilza chegaram a ser presos pela morte do procurador. No entanto, a defesa de ambos negam envolvimento no acidente, que está sendo classificado como crime pelo Poder Judiciário.

O procurador aposentado Antonio de Melo deixou três filhos do primeiro casamento. Os filhos não têm dúvidas que a morte foi articulada pela então companheira dele “por interesses meramente patrimoniais”, conforme destaca Luanda Laura Almeida de Araújo, a filha mais velha do procurador aposentado. “Confiamos na justiça dos homens”, diz Luanda. “Esperamos que a justiça seja feita com a condenação de ambos. São cinco anos de expectativa, esse ciclo vai se fechar, é muito doloroso ter que reviver tudo isso”, comenta.

por Cassia Santana

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