Adema diz que amônia causou morte de peixes no Rio Sergipe

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Amônia causou mortes de peixes (Foto: ASN)

A Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) informou nesta sexta-feira, 26, que a mortandade de peixes registrada no trecho do Rio de Sergipe, que passa pelo município de Laranjeiras foi causada pela presença de amônia na água.

Para entender o que causou a morte dos peixes, a Adema coletou água em três pontos diferentes: na saída do efluente tratado localizada na casa de bombas da Fafen; no trecho do rio próximo ao povoado Bom Jesus, na rodovia SE 210; e no trecho o rio próximo da ponte da BR 101, no povoado Pedra Branca.

O laudo apontou que em Pedra Branca, o parâmetros de PH da água não estavam em conformidade com a legislação ambiental. Neste mesmo ponto e no trecho do povoado Bom Jesus, o teor de oxigênio dissolvido também não estava adequado. Nestes dois pontos, ainda que em concentração permitida pela legislação, foi constatada a presença de amônia.

O diretor-presidente da Adema, Gilvan Dias, informou que apesar de o laudo ter apontado um teor de amonia dentro dos limites aceitáveis pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), é possível apontar que os peixes morreram em virtude da presença da substância da água. “A coleta da água para análise foi realizada um dia após a mortandade dos peixes e como o Rio sobre influência das marés, o teor de amônia foi alterado. Apesar disso, podemos apontar que essa substância é que reduziu o oxigênio no rio e causou a morte dos peixes”, explica.

Ainda de segundo Gilvan Dias, é provável que a presença de amônia no Rio Sergipe tenha sido provocado por algum tipo de escape da Fafen. “Naquela região, somente duas empresas trabalham com amônia. A White Martins que está parada há mais de um ano e a Fafen que está em atuação”, destaca.

O laudo divulgado pela Adema nesta sexta-feira, 26, se refere somente à análise da água do Rio Sergipe. Um novo laudo que além da causa da morte, vai indicar o responsável pela emissão de amônio no rio deverá ser concluído pela Adema em até 15 dias. “O responsável será notificado e caso levado ao Ministério Público” finaliza Gilvan Dias.

por Verlane Estácio

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