Agentes dizem que TJ não pode impedir greve

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Agentes fazem vigília em frente ao Cenam
O Sindicato dos Agentes de Segurança do Centro de Atendimento ao Menor (Cenam) diz aguardar a intimação da Justiça sobre o fim da paralisação que a categoria desencadeou no último dia 14. “Mas nós somos celetistas, é a Justiça Federal que resolve nossa questão”, diz o presidente do sindicato, Eziel Oliveira.

A ação judicial foi movida pela Fundação Renascer, que administra o Cenam, e está sendo apreciada pela desembargadora Marilza Maynart. O impasse entre os agentes e a fundação consiste no seguinte: enquanto a Renascer diz que não havia necessidade de greve porque o canal de negociações estava aberto, o sindicato alega que o mesmo já havia sido fechado.

Em decisão liminar, a desembargadora acatou o pedido da Fundação Renascer até que a categoria prove que o canal havia sido fechado. Segundo Eziel, presidente do sindicato, a paralisação não tem data para acabar. Já o presidente da Renascer, Gicelmo Albuquerque, foi procurado três vezes no dia de hoje pelo Portal Infonet para comentar o assunto, mas estava em reunião e disse que não poderia falar.

Após muitos sinais de insatisfação, a categoria paralisou as atividades reivindicando reajuste salarial de 47%. Este é o pedido emergencial, mas os agentes também desejam que o Governo do Estado os vincule novamente à Secretaria de Estado da Justiça (Sejuc). Hoje eles compõem o quadro da Secretaria de Estado da Inclusão e Desenvolvimento Social (Seides).

A categoria fez questão de dispor 30% do efetivo no trabalho. 

Por Glauco Vinícius

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