Agressão a delegada está sendo investigada

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Kássio Viana cobra apuração do caso / Foto:Portal Infonet

No último final de semana, durante a Festa das Cabacinhas no município de Japaratuba, a delegada Rosana Freitas afirmou que foi agredida por um sargento da PM, identificado como Jaconias Diogo dos Santos. De acordo com o presidente da Associação dos Delegados de Policia de Sergipe (Adepol), Kássio Viana, existem dois fatos do caso que precisam ser investigados.

“Um dos relatos é que a garota de 17 anos estava na cidade comemorando a aprovação do vestibular com alguns amigos e colocou um copo de bebida em cima da viatura e quando os policiais pediram educadamente para retirar o copo, foram desacatados pela jovem que teria ficado muito alterada e os policiais precisaram algemar a adolescente”, relata Kássio Viana, ressaltando a versão dos policiais.

O presidente da Adepol completa informando a versão da adolescente. “A garota disse que estava com um grupo de colegas e alguém colocou o copo em cima da viatura e um policial jogou o copo e teria molhado a jovem que reclamou da atitude do policial. Segundo a garota nesse momento os policiais algemaram e conduziram ela a delegacia”, conta ele.

Ainda segundo Kássio Viana, no momento em que a jovem estava algemada a delegada Rosana Freitas que estava no local, acompanhada de um policial e um escrivão, perguntou o que estava acontecendo. “Ao questionar o que estava acontecendo a Rosana recebeu um empurrão de um dos policiais que estava algemando a adolescente. Neste momento, o policial civil que acompanhava a delegada disse quem ela era. Mas, recebeu como resposta um empurrão do policial que teria  respondido [E daí que ela é delegada!?!] ”, continua o relato.

O presidente da Acadepol lembra ainda que esse episódio causou constrangimento para a delegada que encaminhou somente na segunda-feira,18, um ofício ao Coordenador de Delegacias do Interior Fernando Melo, relatando o fato e cobrando a apuração da agressão e da abordagem a jovem de 17 anos.

Algemas

Kássio Viana é enfático ao falar sobre a abordagem feita pelo policial militar a jovem. “Não vejo em que momento seria necessário a utilização de uma algema, talvez uma imobilização normal já resolvesse o problema”, diz, salientando a conduta que deve ser tomada por qualquer policial.

“A polícia não pode chegar e tratar de qualquer jeito a população. Quando é preciso a polícia tem que chegar de forma dura sim, mas tem que avaliar o tipo de abordagem que deve ser praticada”, avalia.

Apuração

“Esperamos que o Comando tome providências sobre o caso e apure a conduta do policial quanto a agressão à delegada e a situação da menor”, cobra Kássio Viana, lamentando o fato.

“Esse é um fato lamentável, irresponsável e perigoso porque a reação poderia ter sido pior do que foi. A delegada naquele momento teve a melhor conduta possível. Entendo que essa é uma posição isolada da polícia militar”,observa o presidente da Adepol.

Por Kátia Susanna

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