Após denúncias de maus-tratos, promotor visita presídio

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Presídio Jacinto Filho
Depois da denúncia de maus-tratos aos internos do Presídio Jacinto Filho, localizado no Bairro Santa Maria, o promotor Dejaniro Jonas visitou as instalações da unidade, acompanhado da imprensa, na manhã desta quinta-feira, 07. Após a inspeção, o representante do Ministério Público Estadual (MPE) afirmou que “num todo, a impressão foi boa”. Além disso, ele ressaltou que pode ter havido um entendimento “equivocado” do que seja maltrato aos direitos humanos, já que os presos “não estão acostumados a seguir disciplinas rigorosas”, como são as da nova penitenciária.

“A principal questão é que neste presídio nada é permitido, porque o Estado entra com tudo, reduzindo a possibilidade de entrada de material externo, como drogas e armas”, explicou o diretor da unidade prisional, Ricardo Manhães. Ele acompanhou a visita do promotor, assim como o diretor do Departamento do Sistema

Dejaniro presta esclarecimentos sobre as denúncias
Penitenciário, Manoel Lúcio. O promotor ainda conversou um detento que é esposo de uma das denunciantes. “A reclamação dele disse respeito ao local para as visitas dos familiares que os presos consideram pequeno”, afirmou Dejaniro.

Esclarecimentos

Antes da visita, o promotor explicou cada um dos pontos da denúncia formalizada ao MPE pelas esposas de alguns detentos e mostrou o relatório entregue pela direção do presídio com informações que desmentem as supostas irregularidades. “O relatório mostra que não existem problemas de abastecimento de material de higiene, bem como do serviço de alimentação e dos horários de banho de sol”, explicitou Dejaniro.

Promotor experimenta comida
O diretor do presídio mostrou o material que é entregue aos presos. De acordo com ele, os detentos recebem um colchão a cada semestre, bem como escova de dente. Já sabão, desodorante e papel higiênico são entregues em um período menor, sempre inferior a um mês. Lençóis, toalhas, cuecas e roupas são trocadas a cada três dias. “Havia uma reclamação de que a roupa ficava suja depois que eles jogavam futebol, mas agora eles estão recebendo um uniforme para as práticas esportivas”, informou Ricardo Manhães.

Sobre a troca das peças, o diretor garantiu que as roupas e os lençóis são lavados duas vezes por semana. “Eles recebem dois uniformes e quatro cuecas, além de um lençol para se cobrir e uma capa para o colchão”, reiterou o diretor do presídio. Em relação ao fato das escovas serem entregues sem cabo, a explicação do diretor é de que o cabo estava sendo usado como arma. “A

Material quebrado
intenção é garantir a segurança dos presos e dos profissionais”, relatou Ricardo.

Alimentação

De acordo com as denunciantes, os presos estavam recebendo apenas 190g de comida em casa refeição, além de receberem certos alimentos, como batata e macaxeira nas mãos. O diretor negou a informação e explicou que eles “recebem o valor adequado de 600g, além de terem acesso a quatro refeições diárias”.

Durante a visita, o promotor verificou a comida e constatou que o peso conferia com o anunciado

Material que é entregue aos policiais
pelo diretor e ainda experimentou para conferir o sabor e a qualidade. Dejaniro ainda verificou a dispensa do presídio.

Outros serviços

A unidade dispõe de médicos, dentistas, enfermeiros, psicólogos, psiquiatra e terapeuta ocupacional, além de advogados e assistentes sociais. “Pelo relatório e pela visita, constatamos a presença de todos esses profissionais”, afirmou o promotor Dejaniro Jonas.

O diretor do presídio informou ainda que os presos passam quatro horas do dia tomando banho de sol e mais quatro horas de convivência. O presídio conta hoje com 264 internos, o que representa 85% da sua capacidade máxima. Inaugurado há 35 dias, a unidade tem recebido, principalmente, presos de delegacias.

Por Valter Lima

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