Azaléia demite 280 e poderá demitir mais em Sergipe

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Com a crise pela qual passa a fábrica de calçados da Azélia, localizada no município de Itaporanga D´Ajuda, 280 pessoas deixarão seus postos de trabalhos. “Propusemos férias coletivas, licença remunerada e tentamos achar outras alternativas que não a demissão. E todas foram rejeitadas pela direção da empresa”, explicou Gizeldo Santos, do Sinditextil.

 

A partir de hoje, 28, eles estão de aviso prévio e dentro de até 23 dias deixarão a fábrica. A decisão foi comunicada ontem, 27, ao sindicato da categoria, que entrou em contato com a Delegacia Regional do Trabalho na tentativa de rever a decisão, mas até agora ela não voltou atrás. De acordo com Gizeldo, outras fábricas da Azaléia em Sergipe também já sinalizaram férias coletivas de 16 dias para seus funcionários, agora em dezembro, e “se em janeiro o problema persistir outras demissões ocorrerão”, acrescenta.

 

Para tentar reverter a situação, ou amenizar a situação dos pais de famílias que deixarão seus trabalhos, o sindicato está mobilizado durante todo o dia de hoje, 28, na tentativa de contactar autoridades e políticos.

 

Agora pela manhã Gizeldo está na Assembléia Legislativa, para conversar com os parlamentares. Às 16h se reúne com a prefeita e vereadores da cidade de Itaporanga.

Motivos

 

Um dos motivos que a empresa aponta como sendo o grande causador da crise é a falta de mercado para escoar a produção. “Eles alegam que não têm condições de escoar as produções. Mais de 500 mil pares de sapatos estão  estocados e as demissões uma forma de amenizar as crises”, explicou o sindicalista. As turbulências na empresa começaram no Rio Grande do Sul, onde foram demitidos 800 funcionário, em dezembro de 2005.

 

Com mais de 20 anos de funcionamento em Sergipe e com um total de cinco fábricas atuando no Estado, a Azaléia é uma das maiores empresas exportadoras de calçados do país.

 

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