Bar ainda continua proibido de fazer shows

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Bar não pode realizar shows há quase uma semana
Na tarde desta terça-feira, 10, o proprietário do bar ‘O Coqueiral’, montou uma coletiva de imprensa para falar sobre a proibição de realizar shows no estabelecimento, uma exigência judicial que faz uma semana nesta quarta-feira, 11. Carlito Pereira aguarda o pronunciamento do desembargador Cláudio Déda, que julgará a liminar que recorre da decisão da Justiça, após ouvir o Ministério Público.

A Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb) exige que o estabelecimento faça um tratamento acústico do local e tenha a licença ambiental de sonorização. “É impossível conseguir esse documento, porque eu teria que fechar a casa toda”, diz Carlito. Segundo ele, o impasse já dura três anos. A principal alegação da Emsurb, acrescenta, é o barulho, detalhe que para ele não está infringindo a Lei. “Do lado de fora da casa, o som está entre 50 e 55 decibéis, não há como incomodar tanto assim”, afirma.

Carlito diz que barulho do estabelecimento não incomoda

Declaração confirmada pelo empresário Fillipo Paulini, que possui um restaurante vizinho ao local. “Nunca recebi reclamação de cliente por conta do barulho aqui. Não atrapalha em nada. A gente nem chega a escutar”, diz. Já o técnico de som do bar reconhece a necessidade de isolamento acústico, mas refuta a hipótese de se extinguir a propagação de som. “O bar deve, sim, ter um isolamento, mas a cidade toda está precisando desse controle”, diz Pauly de Castro.

Nas contas de Carlito, o movimento teve uma queda de 95%. “As pessoas não vêm mais sem ter música”, lembra. O quadro funcional do estabelecimento possui 35 funcionários e 37 músicos. “Os shows são o carro-chefe da casa. A cultura e a economia sergipana acabam perdendo. São vários empregos ameaçados”, ressalta.

Músicos

Fábio Lima toca há cinco anos no local
O cantor Fábio Lima, que toca no local há cinco anos, diz que a notícia foi recebida com susto. “Perde com isso o maior interessado, que é o povo sergipano. Afinal de contas, o bar é uma vitrine cultural e projeta todos os artistas que tocam aqui. Assim nosso trabalho vai por água abaixo”, lastima.

A dupla Patty e Samuca, que tocam um estilo pouco difundido no estado – blues, jazz e R&B – diz que o artista sergipano acaba perdendo o prestígio. “As pessoas sabem que vão nos encontrar aqui, onde também moravam as nossas maiores oportunidades. Agora, desempregados, a gente vai viver de uma ou outra festa”, acrescenta.

Emurb

Patty, ao lado do parceiro Samuca, lastima decisão da Justiça

Procurada pelo Portal Infonet, a assessora de comunicação da Emsurb, Mayusane Matsunae, informou que o órgão não tem como comentar o caso por ele já ter sido encaminhado a justiça. Sobre as exigências feitas ao bar ‘O Coqueiral’, a informação é de que diante da realização de qualquer show, seja em casa de espetáculo ou outro local, deve ser enviado um ofício à Prefeitura. As determinações sobre o que o empresário deve mudar na casa estarão expressas na decisão da liminar aguardada.

 

 

 

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