CCTECA é ponto de entrega de pilhas e baterias inutilizadas

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Coordenador geral da CCTECA, Augusto Almeida (Foto: Sérgio Silva)

Pouca gente sabe, mas a Casa de Ciência e Tecnologia da Cidade de Aracaju Galileu Galilei (CCTECA) é um ponto de entrega de materiais recicláveis. Desde 2011, o local aderiu ao projeto Save the Planet, que visa estimular práticas que contribuam para a conservação do meio ambiente e diminuição dos efeitos da ação do homem na natureza. Assim, além de garrafas plásticas e de vidro, latas de alumínio, papel e papelão, e baterias, a Casa tem como um dos focos o recebimento de pilhas e baterias.

“A ideia partiu da própria equipe do CCTECA. Eu, particularmente, me preocupo muito com o meio ambiente. Por exemplo, tenho condições de ter um carro, mas, há nove anos, só ando de bicicleta. A humanidade precisa se preocupar mais com o meio ambiente e essa é uma causa urgente. Aqui, nós procuramos fazer a nossa parte, inclusive, no trabalho de conscientização. Se cada um fizer um pouco, a gente pode conseguir excelentes resultados. Como fazemos parte de um local de fomento à educação, e essa é a base de qualquer mudança, então, tentamos realizar esse estímulo”, afirmou o coordenador geral da CCTECA, Augusto Almeida.

De acordo com o coordenador devido ao público da CCTECA ser, majoritariamente, de crianças e adolescentes, a propagação se torna mais eficaz. “Eles são como fio condutor de informação. Levam para dentro de suas casas boa parte do que aprendem fora dela e, por isso, são ótimos instrumentos para semear a ideia. Muitos já têm conhecimento que recolhemos esses materiais e já tivemos alunos do Estado de Alagoas que vieram nos visitar e trouxeram pilhas. É por isso que eu aposto na comunicação para tentar sensibilizar mais pessoas”, contou.

Todo o material deixado na CCTECA é entregue à Cooperativa dos Agentes Autônomos de Reciclagem de Aracaju (Care), que recolhe o material a cada 15 dias. “Pilhas, baterias e materiais que eles não reciclam, porém, deixamos com eles que encaminham para quem possa fazer o trabalho”, explicou Augusto. Para Augusto, o foco maior tem a ver com as pilhas e baterias por serem materiais que dificilmente as pessoas sabem como descartar de forma correta e causam extremos danos ao meio ambiente.

A maioria das pilhas usadas tem cerca de 10cm, tipo AA, e uma vida útil de cerca de 15 anos, conforme os fabricantes. No entanto, quando descartada no meio ambiente, esses mesmos poucos centímetros levam de 100 a 500 anos para se decompor e ainda com vários agravantes, já que são compostas por metais pesados e tóxicos, como o mercúrio, chumbo e o cádmio, que, quando jogados incorretamente em lixões e aterros comuns podem contaminar o solo e os lençóis freáticos. Se estes metais forem parar na água e entrarem na cadeia alimentar, podem causar sérios problemas à saúde como câncer e danos ao sistema nervoso central.

Já as baterias, possuem em sua composição chumbo, zinco, manganês e outras substâncias de risco como cádmio, acetileno e cloreto de amônia. O contato com baterias de celulares, principalmente as pessoas que trabalham em aterros e lixões, pode provocar diversos males à saúde. O chumbo, por exemplo, pode agravar doenças neurológicas e o cádmio tem influência na condição motora da pessoa. As duas substâncias também podem afetar rins, pulmões e o fígado.

“Quando adquirimos qualquer produto, raramente passa pela nossa cabeça o que será feito depois que ele deixar de nos servir. É muito difícil encontrar alguém que se pergunte qual o efeito do descarte desse produto para o meio ambiente e, mais difícil ainda é encontrar quem tenha consciência de que todo o mal que causamos ao meio ambiente irá nos afetar direta ou indiretamente. É preciso que as pessoas passem a olhar para essas questões o quanto antes”, concluiu Augusto.

Fonte: PMA

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