Caso Lorrany: suspeito confessa à Polícia Civil que matou criança

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O delegado Mário Leony passou as informações do depoimento do suspeito (Foto: Reprodução de vídeo da SSP/SE)

O homem suspeito de ter matado uma menina de seis anos, no bairro Santa Maria, confessou à Polícia Civil a autoria do crime. De acordo com a Polícia Civil, a motivação do crime possivelmente foi receio de a menina denunciar o abuso sexual cometido por ele.

O suspeito de pré-nome Ricardo, trabalha na mesma rua em que a menina chamada Lorrany morava. Ele relatou a polícia que ontem à noite levou a criança para casa dele e lá tiveram contato íntimo. “Ele disse que não teve conjunção, apenas contato íntimo, mas estamos na expectativa dos laudos da perícia técnica para corroborar com esses indícios”, explica o delegado Mario Leony.

Ainda na noite de ontem, o suspeito levou a criança para o Morro do Avião e lá acabou mantando a menina. “Ele disse que chamou ela para ver os aviões e a matou por esganadura, versão que a perícia preliminar confirma. Ele jogou o corpo dela em um local ermo, mas a população empenhada nas buscas acabou encontrando o corpo”, detalha.

A Polícia acredita que a motivação do crime tenho sido o medo de a menina denunciar os abusos sofridos por ele. “A execução possivelmente aconteceu por medo da menina relatar os abusos que vinha sofrendo, inclusive, ela já havia noticiado isso para uma testemunha, uma pessoa muito próxima da família.  Estamos aguardando os laudos periciais e precisamos aprofundar as investigações pelos abusos que provavelmente essa criança sofreu”, afirma o delegado.

O suspeito está sendo indiciado por ocultação de cadáver, homicídio e pode ser indiciado também por estupro de vulnerável, se os laudos periciais comprovarem. Mesmo com a confissão do suspeito, a Polícia segue com as investigações.

“É importante dizer que, para nós, a confissão por si só não é o mais importante. O relato detalhado dele converge muito com depoimento de testemunhas e com as considerações preliminares do perito no local da ocorrência”, conclui.

Por Karla Pinheiro

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