Ciosp: MP solicita que a SSP realize cursos

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O MP pediu a realização de cursos de forma emergêncial Foto: Portal Infonet

O Ministério Público do Estado solicitou na tarde desta terça-feira, 2, que todos os atendentes que atuam no Centro de Operações em Segurança Pública (Ciosp) recebam um treinamento de emergência para continuar exercendo as atividades de call center. A audiência faz parte do desdobramento da morte do comerciante Eraldo de Jesus.

Os depoimentos que duraram mais de duas horas reuniu representantes de entidades militares, procuradoria do estado e representantes da Secretaria da Segurança Pública (SSP) e da empresa que administra o serviço de call center do Ciosp.

O promotor Deijaniro Jonas solicitou à SSP que fosse feito o treinamento dos atendentes por meio de um curso ministrado por policiais militares e o compartilhamento dos serviços dos setores que atuam no centro. “É necessário que seja feita uma aproximação da supervisão dos setores que estão no Ciosp”, cobrou o promotor.

O procurador do estado, Arthur Borba, disse que até o final desse mês serão feitos os cursos

Militares criticaram o serviço e disseram que a atividade deve ser feita por PM´S
requisitados e que as atendentes serão acompanhadas por seis policiais militares que vão trabalhar 24h supervisionando o trabalho do call center.Deijaniro Jonas solicitou ao procurador que sejam encaminhados até sexta-feira, 5, os documentos da implantação do Ciosp e os parâmetros que foram utilizados para que o serviço fosse adotado em Sergipe.

Segundo o procurador, o modelo de implantação do centro já é adotado em outros Estados. “São 13 Estados, incluindo Sergipe que tem o mesmo modelo de serviço de atendimento”, relata Arthur Borba.

“Inquisição”

Dessa forma o representante da Associação Beneficente de Servidores Militares de Sergipe (Absmse), sargento Edgar Menezes Silva Filho, se refere às perguntas que são feitas pelos atendentes. “O tempo em que o cidadão passa para responder a inquisição é um absurdo. Sou totalmente contra a permanência

O procurador Arthur Borba disse que serviço é bom Foto: Portal Infonet
dos atendentes no Ciosp. Eles atendem de forma automática, mecânica, aquele serviço deve ser exclusivo de policiais militares experientes”, afirma Edgar, salientando que em 1995 frustrou um sequestro relâmpago porque recebeu treinamento adequado para situações de perigo.

Edgar lembra ainda que para atuar no antigo 190 recebeu um treinamento de 9 a 11 meses. “Quero esclarecer mais uma vez que o atendimento do Ciosp não é desvio de função, essa atividade é essencial para a população”, afirma.

O capitão Samuel Barreto crítica o atendimento atual do centro e diz que na polícia militar não existem trotes. “Não existe trote porque quando o policial atende a uma ocorrência a viatura se desloca fazendo um serviço ostensivo. Digo mais, o policial experiente mata o trote logo de cara porque quem passa trote geralmente são crianças”, destaca.

Empresa

O advogado da empresa que administra o serviço de call center do Ciosp não fez nenhuma objeção as alterações no serviço. “A participação da empresa nesse momento é aceitar as alterações de acordo com o contrato em vigor para que a atuação e eficiência segundo as novas propostas sugeridas pelos setores aqui representados”, esclarece André de Sá Braga.

Por Kátia Susanna

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